segunda-feira, 28 de novembro de 2011

3 CIDADES INCRÍVEIS

Para mim, que conhece muito pouco ainda desse mundo...


Rio de Janeiro: Já estou perdendo as contas de idas á cidade maravilhosa e o curiosa é que nunca fico imune à ela. É automático: é só o avião (ou busão estacionar) pra gente começar a sambar, falar arrastado e nem querer saber de mais nada nessa vida. Tomar choop pela manhã não é pecado, correr no calçadão é terapia! O unico lugar em que o chá mate com limão é refrescante, flertar, flertar... Amo a Lapa, Ipanema, Barra e claro bossa nova.


Buenos Aires: Além da minha primeira viagem internacional, andar pela Florida Callee  ter a sensação de que o mundo é precioso e pequeno ao explorar um de seus cafés tradicionalíssimos, tomar sorvete (e tudo) com doce de leite típico argentino. Conhecer Puerto Madero a noite. Andar de taxi pegando fogo (acredite) e andar pelas ruazinhas de palermo Soho procurando um pub badaladíssimo pra fechar a noite.

São Paulo: Alguma coisa acontece no meu coração (,,,) Talvez isso é o que me convida a pensar sobre o existencialismo metropolitano. Se não existe amor em SP, o meu existe. Uma cidade que não dorme e as melhores baladas estão lá. A civilização do caos se manifestando todo o tempo. A rua Augusta das putas e boêmios (bar do netão) e a Avenida Paulista dos gays.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Grande Ditador


Sou poeta do acaso, poeta de mim mesmo, poeta das noites de insônia e da vida sem tino

Desperto no amanhecer das ilusões em busca de soluções que eu mesmo não sabia

Cada pedaço meu é uma poesia incompleta, um refrão sem rima, um soneto em linha reta

Quem me dera eu tivesse o poder de ser completo, talvez assim eu vivesse em paz;
Sem meus tormentos, minhas aflições e o medo de ganhar e perder

Uma dose de experiência, por favor!!! E deixe-me andar com minhas próprias pernas

Quero descobrir o que não sei, quero entender porque sou poeta, e se sou (...)


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Vinicius Paulino (24/08/2011)

O DIABO VESTE ZARA

Estou escrevendo para o blog Fruto Proibido Fashion, para não deixá-los na mão, vou postando o que ando escrevendo por lá.






Você já imaginou que a roupa que você está usando pode ter sido feita por trabalhadores vítimas de trabalho escravo? Infelizmente essa realidade existe, foi o que mostrou a operação de fiscalização trabalhista, que flagraram trabalhadores estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão produzindo peças de roupa da badalada marca internacional ZARA, do grupo espanhol Inditex.

Quem passa nas vitrines das lojas Zara não imagina que algumas camisetas de tecidos flamê, por exemplo, e calças jeans, foram feitas em confecções clandestinas aliciadas por empresas terceirizadas contratadas pelo grupo Zara. Eu e você, consumidores dessa famosa grife compramos essas peças que geralmente custam caro e não nos damos conta que estamos patrocinando a mordaça de alguém e o que é pior, muitas vezes a qualidade não equivale o preço que é cobrado.

Segundo o SRTE/SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo) Essas oficinas mantinham estrangeiros trabalhadores vindo de países como Bolívia e Peru, entre eles foi encontrada uma adolescente de 14 anos, em condições de trabalho escravo infantil. O programa A LIGA da Rede Bandeirantes teve acesso a uma das confecções no momento da fiscalização onde os empregados finalizavam blusas da Coleção Primavera-Verão da Zara, na cor azul e laranja. Eles contam que para cada peça feita, o dono da oficina recebia R$ 7 reais. Os costureiros declararam que recebiam, em média, R$ 2 reais por peça costurada. No dia seguinte à ação, dia 27 de junho, foram até uma loja da Zara na Zona Oeste de São Paulo, e encontraram uma blusa semelhante, fabricada originalmente na Espanha, sendo vendida por R$ 139 reais.



De acordo com a procuradora Fabíola Zani, responsável pelo caso, durante a fiscalização também foram encontradas etiquetas das grifes Ecko, Gregory, Billabong, Brooksfield, Cobra d’Água e Tyrol. O que acontece é que essas grandes marcas acaba transferido a sua produção para uma empresa de confecção que por sua vez acaba transferindo para outras pequenas. Quando o consumidor acha que está pagando um preço “justo” pela qualidade do produto, na maioria das vezes não está, alguém está lucrando naquilo que diz que vende.


Em 2007 a grife GAP dona tambem da Banana Republic, foi flagrada durante a sua linha de produção explorando trabalho escravo infantil na India.

quinta-feira, 10 de março de 2011

One and Only

Não posso deixar de destacar a reportagem de capa da revista época dessa semana sobre a hipocrisia brasileira. “Muitos dos homens que sairam de vestido e maquiagem nos blocos de Carnaval vão agredir homossexuais no resto do ano ou mesmo quando tirarem a fantasia".
O fato é que existe um falso moralismo no brasileiro que sustenta um discurso hipócrita por conta de abismos culturais - entenda como quiser - legitimada por essa sociedade feia narcisista "porque "acha feio o que não é espelho"; rejeita tudo que é diferente (idéias, opiniões, crenças, valores, modo de agir e de ser). Mas o que me preocupa não é a questão da homofobia  em si, a liberdade de expressão nos permite gostar ou não de homossexuais, mas a violência que isso ta provocando por conta de uma MORAL cínica defendida por pensamentos protofascistas que é reforçado por uma bancada de pseudos revolucionários que pretende alcançar o consenso explorando o medo e a angústia das pessoas, logo gerando violência.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: “As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos”. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa… Quero viver ao lado de gente humana; que sabe rir de seus tropeços, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente caminhar perto de coisas e pessoas de verdade. O essencial faz a vida valer a pena. O essencial sabe quem é?? Deus! Aquele que nos deu a vida de graca, sem termos feito nada para merecermos, por amor, porque Deus é amor.
Música que levou ao título. Adele - One and only 


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

2011 motivos para ser feliz


Final do ano chegou e você se pergunta: O que fui em 2010? Eu não sei você, mas eu vivi 2010 de forma intensa. Sim, foi um ano de descobertas e muito conhecimento (…), aliás, alguém sabe onde está aquela chave? Eu a perdi. Mas em 2010 houve reinvenção também, o que é muito importante. E como me reinventei, a cada esquina… Ok estou em processo ainda. Esta talvez seja a delícia de viver a vida sem se importar com as opiniões alheia e seguindo apenas o que você acredita.
Aos meus amigos, o muito obrigado por me aturar e pelos momentos especiais que passamos juntos. 
Sejam bem vindos aqueles que hoje estão inseridos à network da minha vida. Enfim, espero que 2011 seja um ano de realizações para todos nós, e que Deus nos abençoe sempre... E que venha 2011 com novas aventuras e capítulo inédito.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A sustentabilidade está na moda?

Fui convidado para contribuir na revista VV desse mês, confira minha matéria na íntegra. página 10

Quando se fala em moda, logo vem à nossa cabeça a idéia de consumo. Muitos não acreditam em sustentabilidade nesse ramo justamente por causa da lógica de que o consumo está relacionado ao desperdício. Mesmo assim já existem marcas que estão apostando nessa nova idéia e apresentam ao público uma espécie de guarda-roupa ecológico. É a moda sustentável mostrando força.

Como ser sustentável no universo onde o consumismo é a principal fonte para o mercado? Foi durante a crise econômica mundial que esse pensamento foi reformulado por algumas marcas. A moda sustentável trouxe, além da produção de baixo impacto ao meio ambiente, o uso de matérias-primas ecologicamente corretas, a fabricação de tecidos e produtos reciclados e o slogan de que a sustentabilidade está na moda. Mas será mesmo?

Marcas como Osklen, Timberland, Hering, Cantão, Grendene e Goóc foram pioneiras ao levantarem a bandeira ecológica, principalmente para conquistar os seus consumidores, e hoje estão envolvidas em vários projetos sociais espalhados pelo país. Nomes como Alexandre Herchcovitch, Lino Villaventura, Fause Haten, Ronaldo Fraga e Marcelo Sommer também tem apoiado a iniciativa trazendo em suas coleções materiais como: camisetas de algodão orgânico, modelos de botas e calçados com forro feito a base de garrafas pet e solado produzido com borracha reciclada. Outra marca que utiliza o solado de borracha reciclada, mas com pneus, é a Goóc que desenvolve sandálias de pneu reciclado e outros produtos ecologicamente corretos.

Para fazer do Brasil o país do desenvolvimento sustentável a moda tem feito pouco, principalmente pela falta de incentivo do governo que ainda não possui uma política de sustentabilidade capaz de remeter as pessoas a reflexões e práticas por um consumo consciente. Outra dificuldade é a falta de matéria-prima sustentável em grande escala, o que acaba aumentando os custos para a viabilização da moda ecológica. Apesar disso, algumas marcas já estão se mobilizando e fazendo a sua parte para que, daqui a alguns anos, não tenhamos mais que despirmos o meio de seus recursos naturais para nos vestirmos bem. É assim que a moda pega!

Vinicius Paulino

@vini_plur


Leia a revista completa: AQUI

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

BIENVENIDO AO RIO OF JANEIRO


Esse mês estive no Rio de Janeiro, conto aqui minhas impressões sobre essa cidade onde a brasilidade e o seu ritmo convidam a todos a conhecer os brasis.

Talvez se não fosse o mar, o Rio de Janeiro não seria tão lindo... (Talvez), porque ele está lá (Omar) fazendo o contorno da cidade que de maravilhosa não tem apenas o nome. Em volta de toda a cidade, os morros e o mar, convidando quem quiser assistir uma vista de tirar o fôlego. O Rio é um cenário dicotômico que se mistura a todo o momento, do luxo ao lixo aproximando daquilo que definiram de Brasil.

Estar no Rio de Janeiro é o mesmo que sentir-se em uma aldeia global que toca samba. Pessoas de vários lugares do mundo visitam a cidade em busca de suas belezas naturais e culturais que muitos cantores, compositores e poetas frisaram em suas obras. O cenário urbano carioca se confunde a todo o momento, e por possuir praias belíssimas, as pessoas andam com traje de roupa de banho pelas ruas de segunda a segunda, o que da impressão de que lá é verão o ano todo.

Apesar do clima tropical, esse mês que estive lá, o tempo estava fechado e as chuvas não deram trégua, o sol apareceu poucas vezes. Mesmo assim os dias ensolarados fez com quem as praias estivessem lotadas. O final de tarde no calçadão de Copacabana e Ipanema é outra atração à parte, a sensação é de está ouvindo Vinicius e Jobim cantar e você protagonista da novela das oito.

A arquitetura do lugar nos remete a história do Brasil, os cortiços e casarões antigos juntamente com prédios modernos. O Rio é assim, um encontro do velho e do novo como nos contos de Machado de Assis. O Bairro da Lapa, um verdadeiro grito à cultura e contracultura brasileira, um convite para vivenciar a boemia de uma sexta-feira carioca. Fora outras manifestações culturais e artísticas que eu não tive oportunidade de conhecer pelo pouco tempo de estadia.

As favelas aparecem junto com o resto, é só olhar para cima dos morros que encontrará um monte de casas, uma em cima da outra. Mas a noite o Rio é todo glamour, até as luzes das favelas formam uma espécie de “árvore de natal” olhando de longe. E acredite, é lindo de se ver.

Quem acompanha pela mídia ver o Rio com outros olhos. Mas quando está principalmente na Zona Sul, percebe uma realidade totalmente diferente. O Rio de Janeiro é uma cidade qualquer, onde existem pessoas boas e ruins, onde existem pobres e ricos. A diferença é que a cidade cresceu tanto e o que acontece lá acontece aqui, mas não é passado para o resto do país (rede globo). Ou seja, talvez pela projeção que dão aos acontecimentos da cidade é o que faz dela esse mar de notícias.

Agora eu sei quando fala que o Rio de Janeiro é a cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, o berço do samba e das lindas canções que vivem n'alma da gente. É a coisa mais linda que eu já vi passar...