sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Bienvenido a Buenos Aires


Seguindo viagem em terras argentinas caras...

Em nove de dezembro, enfim cheguei na capital federal da República Argentina, Buenos Aires. Logo na entrada, pensei em estar em São Paulo, mas depois o clima e a arquitetura me mostrou estar naquela que é considerada a Grã Europa latina. Buenos Aires é como qualquer outra cidade grande, comporta um considerável número de pessoas por metros quadrados, em um cenário que se limita a arranha-céus e grandes edifícios. Nas ruas o tráfego de carros faz quilômetros de congestionamento, tudo isso acompanhado pela poluição sonora e visual estridente que vem de todos os lados, formando assim um misto de cores, sons e promoções capitalistas.

Avistei um dos mais belos cartões postais da cidade portenha, o Puerto Madero, que está localizado no antigo porto de Buenos Aires, hoje renovado, composto por prédio que possui toda uma extensa variedade de espaços gastronômicos e lugares de lazer noturno. Os docks antigos foram transformados em sofisticados restaurantes e lofts residenciais que conservam (embora modernizada) a antiga arquitetura estilo inglês.

A chegada na capital Argentina foi calorosa, pois para eles ser brasileiro é ser alegre, é ter samba no pé, é ser feliz! Quando estive lá, senti orgulho de ser brasileiro, até os policiais diziam “queria ter nascido brasileiro”. Nos pubs quando percebiam que éramos estrangeiros e brasileiros, o dj residente tocavam música tipicamente do nosso país, eu acredito que era uma forma de nos homenagear. O mais incrível é como os portenhos – aqueles que nascem em Buenos Aires – nos reconhecem, acho que pelo jeito de ser - não consegui extrair esse “radar” deles – Porém vi as minhas amigas e as meninas que estavam conosco sendo ovacionadas no trânsito, no shopping, nas ruas movimentadas daquela cidade que compõe a grande parte do país, sendo outras pequenas corruptela rurais.

A capital já me encantou por ser uma cidade cosmopolita, por ter uma arquitetura greco-romana, e uma influência européia escancarada herdada da colonização que reflete na sua gente e nos costumes daquele povo. A sensação que eu tinha era de estar na Europa, até a cultura deles me remetia a isso. O famoso chá das cinco é um exemplo disso, assim como os ingleses, os portenhos também se encontram nas cafeterias espalhadas pela cidade para tomar o seus capuccinos. A moda nas ruas, homens e mulheres, jovens e adultos, trajem os variados estilos, cores, formas, uma tendências vintage e retro européia.

A cultura norte-americcana é inserida nos hábitos alimentares. Em toda esquina possui gigantescas e ostentadas lanchonetes do Mc Donald’s e Burg King. As marcas, e as griffes se dividem basicamente entre Europa e EUA, mas é possível extrair um pouco de Brasil aiá também! As sandálias havaianas, por exemplo, é muito usadas.

Os parques da cidade nos remete ao Central Park de Nova York, pois possui a maior parte o verde florido. O hábito de sentar em um banco qualquer e ler o clarín, jornal de grande circulação no país, conversar com os amigos, andar de bicicleta ou brincar com as crianças é observável em todo momento.

A noite é outro chamariz , a cidade portenha não dorme, mesmo porque é atrativa, e quando estive lá, não consegui fechar os olhos. Acompanhada pelos ventos frios das cordilheiras , as variadas opções que não se restringe apenas nas grandes boates, além destas existem as pubs que se encontram principalmente em bairros como : Palermo, San Telmo e Recoleta. Buenos Aires mais parece o centro de entretenimento da América do Sul! São tantas opções de lazer, cultura e diversão que não consegui mensurar o que significa aquilo. Tive oportunidade de ir em algumas boates, cafés, museus, parques e restaurantes, e mesmo assim posso afirmar com segurança que não conheci nada.

O entretenimento não é o único chamativo da cidade, outro aspecto forte é a sua própria história. Estar lá e não conhecer a Praça de Maio é o mesmo que estar em Paris e não ver a Torre Eiffel. A Plaza de mayo, como se chama em espanhol, é uma praça como qualquer outra, mas ela se difere das demais pois atrás dela está situado a Casa Rosada, que é famosa internacionalmente pela suas grandes manifestações política e artística, e sede do atual governo de Cristina Kirchner.
Sobre a política Argentina abre-se um parêntese, pois diferente de nós brasileiros, eles são politizados. Conversando com algumas pessoas pude perceber que o governo atual não os agrada, por vários motivos, mas principalmente por eles julgar de caráter populista e antidemocrático. A Argentina por ser um país famoso pelas grandes manifestações políticas, é aceitável a idéia de que uma mulher na presidência poderia fazer a diferença, mas eles não acreditam que essas diferenças vieram, porém acrescentam dizendo que as gambiarras políticas que a Kirchner faz dão certo, mas são efêmeras.
Outra questão que levantei, foi sobre a economia, pois é evidente que o país estar sofrendo com a crise internacional. Apesar de fazer parte do Mercosul, houve uma abertura pro capital internacional, pra sanar a crise anterior, por exemplo, lá não existe uma moeda única em circulação, você pode comprar tanto em dólar como por peso argentino. Com isso o peso perdeu valor, e como na crise o dólar estar caro, isso quer dizer que o país está literalmente quebrado. É possível visualizar essa "falência" no comércio, pois os preços estão elevados. Por mais que possuem um salário mínimo de 1.200 pesos, o custo de vida é altíssimo, isso que dizer que é a mesma coisa que nada! No discurso dessas pessoas que conversei, elas diziam do nossos “privilégios”, principalmente por ter uma economia estabilizada e uma moeda única. Com esse discurso temos que levar em conta o fato deles serem tão nacionalistas, não somente no futebol, como nós brasileiros, principalmente na política do país. O número de bandeiras da Argentina nos carros, casas, camisas, é algo que você só vê por aqui na copa do mundo e olhe lá!

A rivalidade entre Brasil e Argentina não existe, e se existe é na cabeça daqueles que agem de má fé. Los hermanos como sempre é designado, nos tratam bem sim, gosta da nossa gente, da nossa língua e da nossa música. Talvez por ser composta por muita gente, segundo o censo argentino de 2001, a cidade tem uma população de 2 776 138 pessoas. Mesmo assim, um informe posterior publicado pelo INDEC destinado a sanar os erros cometidos no censo estabelecia que a população da cidade se mantinha dentro dos 2,9 milhões de habitantes. É possível ver cenas de violência, roubo, consumo de drogas, a céu aberto. Existem também favelas, e uma grande marginalização como em qualquer outro grande centro.

Há uma escassez de água. Não é que lá não tem água, tem, mas só que não há água abundante como acontece aqui no Brasil. Por exemplo, além de não ter água em locais públicos, uma garrafinha de água equivale a 5 pesos, o que custaria pra gente nada mais, nada que 5 reais.Sem contar que a água é salgada, e segundo o rótulo que li no fundo da garrafa é por conta de sais minerais importantes para manutenção da saúde que são extraídos nos desgelo das cordilheiras dos Andes.

Resumindo, estar em Buenos Aires foi uma das experiências mais tocantes da minha vida, pois foi a primeira vez que sair do meu país e estive em contato direto com uma outra cultura. Parece estranho, mas por ouvir tanto as pessoas falarem, o idioma é absorvido de tal maneira, que é possível até pensar em espanhol. Mesmo a Argentina se localizando na América do Sul e fazendo fronteira com o Brasil, ainda as diferenças são gritante devido à colonização. Acredite, vale a pena conhecer, pois a grandiosidade, ostentação é o que nos fascina e leva-nos a refletir como és bela a tal famosa Grã latina européia.

A mi me gusta mucho!!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Bienvenido a Argentina!


Era manhã, oito de Dezembro de 2008, o sol já queimava o asfalto da fronteira entre Brasil e Argentina. Sempre tive vontade de sair do país, principalmente por conceber conhecer outras culturas, é uma necessidade minha como pessoa e estudante de comunicação também, analisar o comportamento dos indivíduos que não tem a mesma cultura que a minha. Esse choque cultural possibilita principalmente um crescimento como ser humano, quebrando paradigmas e conceitos pré-estabelecidos. Estar em solo argentino significou uma atribuição de culturas, que pra mim foi uma sensação de medo e liberdade com doses de descobertas que vocês vão descobrir lendo aqui.
A primeira parada foi a uma cidadezinha que ficava próxima a fronteira. Já era possível visualizar as placas de trânsito e outdoors em espanhol, e como era meio dia, paramos para almoçar em um parrilha (churrascaria). Logo na entrada todos foram surpreendidos por um garçom que dizia em bom tom, 30 pesos e pode comer a vontade, em espanhol é claro!
30 pesos? O que seria isso em reais? Alguém grita do outro lado, 21 reais, e pode comer e beber a vontade! Como a fome gritava mais alta, nem pensei na taxa de câmbio, afinal estava em outro país mesmo e só tinha reais. Perguntei se podia pagar em reais, outra pessoa diz que sim, peguei o prato e fui direto na comida...
Tinha bastante folha (salada), pasteizinhos (típico de lá), arroz (mal cozido), carne(???) e só!

Formou-se uma fila no meio da churrascaria para pegar a carne, quando chegou a minha vez, o churrasqueiro fala:
- Cual queres señho?
- Filé!
- No tiene!
- Está! – apontando pra carne –
- Si! Gracías!

Assim que a tecla SAP do meu cérebro ativou, e por osmose entendi que já não estava no Brasil! Então, o churrasqueiro cortou a tal carne que só Deus sabe de qual procedência, e em seguida sentei a mesa.

O diálogo “espanhol” continuou quando pedir a bebida:
- Refrigerante, por favor?
- O que?
- Coca-cola!
- No tiene, pero tengo fanta!
- Si, fanta!

Confesso que falei coca-cola, porque seria mais fácil dele – garçom – entender, afinal a coca-cola todo mundo conhece! Apesar de não ser muito fã de fanta, pedir uma seven-up ali é ser gringo demais. Então vários argentinos e outros gringos – afinal eu também era gringo - conversavam. Uma segunda fila se formou na parrilha, foi aí que a mulher do caixa diz que a comida ficaria 24 reais e não 21 como alguém presumiu logo na entrada. Questionei o preço várias vezes, que taxa de câmbio foi essa? Mas como só podia sair do estabelecimento se pagasse à conta, então desembolsei a quantia e sair dali com uma convicção de que havia uma crise internacional sim!

Seguimos viagem agora em terras Argentinas caras $

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PASSOS


imagem:google
A cada passo...

Sentado, estático, as memórias vem átona em frações de segundos, como um raio que cai em uma noite vadia.
Sinais piscam provisoriamente, e a sensação é que o vermelho pede pra ficar mais um pouco.
Olhares se entrelaçam em uma constante de segundo, como se quisesse passar o verão todo ali abraçados...
Os passos agora são lentos,e o coração palpita acenando logo em frente...
aquilo que chamaria de saudade!

Boa viagem!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Metamorfose do Tempo

imagem:google
A metamorfose do tempo me trouxe você,

No instante que sinto o vento soprar, me compadeço dessa vontade louca de sair por aí sem destino...

Esse que tantas vezes joguei na sorte qualquer de encontrar algo que complementasse o frio lá fora...

A certeza e incerteza, que quis pra mim coberto por nuvens desconhecidas que sopra cada vez mais para o norte...

Tão forte, que as folhas caem como no Outono....

Mas aqui é inverno, aqui sempre será inverno, até quando você chegar...

E o sol brilhará como numa bela tarde de verão.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

AS CAUSAS DO ENTOCOM

foto: FENAJ
No dia 08 de Novembro aconteceu o I Encontro Tocantinense dos Estudantes de Comunicação Social (ENTOCOM) no clube da Caixa em Gurupi-TO. Os acadêmicos de comunicação da UFT,UNIRG E CEULP/ULBRA se reuniram para discutir os efeitos, causas e problemas que norteam o Jornalismo e a Publicidade no estado.
Com o tema: Democratização da Comunicação - Uma realidade ou Mito? As palestras proferidas por professores mestres e especialistas da aréa, foram pautados na transformações do jornalismo e a nova mídia - internet? - Falou-se também de ética e empreendedorismo na aréa e discutiu um assunto evidenciado nos tempos de hoje, a era Digital.
No entanto um momento importante do encontro, e talvez o ápce, foi quando os acadêmicos fizeram uma mesa redonda pra discutir a questão da queda no diploma do Jornalista que está em discursão no STF (Supremo Tribunal Federal) O C.A (Centro Acadêmico) do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Tocantins, junto com seus representantes, leram em voz alta uma carta de repúdio que foi mandado para Brasília em defesa da obrigatoriedade do diploma. (leia completo no link)
Esse momento só foi possível com a interação entre os alunos de Comunicação que despiram de suas IE (Instituição de Ensino Superior ) e vestiram a única causa, o Jornalismo. Naquele momento não interessava se alguém fazia federal ou particular, se o meu curso tem infra-estrutura ou não, o diálogo foi roubado por pessoas que acreditam no jornalismo de verdade, que está ali porque gosta, não pra se caracterizar de uma auréa pseudo-intelectual do comunicólogo. Desde todo o momento na história os estudantes participaram de revoluções, porque vamos silenciar justamente agora??? E isso não afeta apenas nós estudantes de comunicação, afeta toda uma sociedade que é inter-dependente da informação. Que democratização é esta? Já que somos tão rebaixados pela sociedade, já que somos desvalorizado pelo PIS... Alguém vai dizer que a prática é que faz o jornalismo... Sim, é por isso que o jornalismo é o que é, porque existem pessoas técnicas que vai pautar o que foi mandado e não sabem porque!E eles vão dizer que estão engajadas nessa reforma, nessa mudança... Hipocrisia! A própria mídia não dá voz a esta causa que é também dela, mas ela precisa se silenciar pra não inferir valores de uma classe dominante que dita o que ela vai falar.
E aqueles que se dizem estudantes de Comunicação e acredita nessa causa, vista a camisa, saia nas ruas, faz alguma coisa, escreva no seu blog algo do gênero, proteste, não é possível que vamos perder mérito por conta de uma hierarquia vestida de democracia, pseudos, pseudos-jornalistas.... Se você não idealizar o jornalismo como eu, e não acreditar nele e nas suas mudanças, desconsidere todas minhas palavras aqui ditas e saia do curso e vai fazer outra coisa.

Agradecimento: C.A da UFT, UNIRG e professores da UNIRG e todos aqueles que como eu acredita no Jornalismo.

domingo, 2 de novembro de 2008

moderninhos do bairro??!


Em uma discussão calorosa com amigos, alguém questionou o comportamento do jovem na atualidade. Dizia ele que o jovem de hoje está a mercê da promiscuidade e da idéia da pseudoliberdade. Aproveitou a deixa ainda e fez um parâmetro da sua geração - coca-cola - com as que estão por vim...
Recentemente um dos temas dos diálogos culturais, foi exatamente este, o jovem na presentatividade, e esse só vieram reforçar as minhas idéias sobre...

Não, o jovem não está perdido e muito menos promíscuo, ele apenas está vivendo em uma nova era, onde os conceitos mudaram, deixando os valores anacrônicos e tomando pra si valores reformulados de acordo com o que está vivenciando hoje. Esse jovem, seja ele homem ou mulher, encara a vida com mais leveza, não se privando da "liberdade" que é permitida.
Em uma sociedade onde valores eram totalmente totalitários e machistas, antigamente a sexualidade do jovem do sexo masculino era questionada quando ele dançava axé, rebolava, se despia, enfim. Hoje não, ele faz tudo isso com a maior tranqüilidade. Alguns conservadores e dogmáticos vão colocar culpa na mídia que mostra isso com freqüência nas novelas, nos comerciais, nos programas de televisão, enfim. Porém não sou defensor da mídia e muito menos a odeio, apenas acredito que ela reforça esses novos valores, porque isso já é um fenômeno que vem acontecendo. O jovem de agora ele usa tatuagens, coloca piercing, é antenado na moda, beija 10 em micaretas, baladas e etc. E no outro dia ele não se sente menosprezado por isso, pelo contrário ele está pronto para outra... Esse jovem que tento expor aqui é um ser que acontece, e eles não estão perdidos, pelo contrário, mesmo que são retalhados por alguns como geração insana, eles mantêm ativos.

Sabemos que os dogmas da igreja vão contra os valores desse jovem, e a sociedade já começou a enxergar isso, mas mesmo assim eles não deixam que isso influa em nada. Freqüentam a igreja, mas não é por isso que eles segue a linha os dogmas da religião.
Uns e outros até falam mal dessa nova geração - sem juízo de valores é claro - mas eu a contemplo pela maneira que eles atuam perante a sociedade, são seres cosmopolitas, diáfanos que vivem em tribos e são politizados e são grandes consumistas. Tem liberdade de escolher o que quer pra si, gozam da vida como nenhuma outra geração.. Se formos fazer um parâmetro da geração Coca-Cola eu diria que essa geração é Nova Schin - experimenta! –

Os jovens nos tempos de agora...
Uma galera de cabeças leves e fluídas, corpos estilizados, sexualidades múltiplas e andrógenas bombando na sala de bate-papo, messenger, orkut, blog que não sentem dificuldades em seus relacionamentos de bolso" (Rocha, 2006) e suas demais formas de manejo, que cada vez mais se comunicam e interagem através do corpo independente do gênero.

Video mostrado durante a palestra do Professor Damião Rocha nos díalogos culturais.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Diálogo ao pô-do-sol

imagem:google

Remetente:

Saudades de ver o pôr-do-sol ao lado de alguém que me queira bem
Saudades do sorriso que agora me traz uma lembrança boa e essencialmente viva
Saudades de você que nem conheço mas divido tantas alegrias e segredos;
Este que estava preso ao tempo, nas linhas da vida que idealizei.

Saudades não seria a palavra que interpretaria o que sinto, pois ela pode chegar ou não!
Diria que a vontade de olhar vários pôres do sol, me da a certeza de que amanhã ele pode me trazer vc, que aos meus olhos é um punhado de alegria e um pouco da saudade!

Seria tolo em dizer-te que não te quero

Até porque as palavras agora se perdem nesse desejo recíproco.

União pra mim agora é essencial, e me unir a você, seria viver em um.

Durante toda a minha vida procurei...

Ante de me redimir e de condenar meus pensamentos diáfanos

Depois de ter perdido as forças em busca do meu ser

Estou diante do improvável, daquele que aos meus olhos é o melhor...

Somente o tempo pode dizer.



Destinatário:

Tens então minha "improvável" alma
Engendrada nas palavras que te digo
Mais vale o amor que posso dar que
Perder o sol na tua iris vaga-lume
Ou perder-me solitário no fogo que consome.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Reflexo de dois


Minha alma está vulnerável aos sentimentos tolos humanos..
Fecho os olhos e imagino o vácuo que esses sentimentos deixaram.
A sensação é caleidoscópia, ofusca e nítida aos olhos que decifram partes.
Estilhado, eu já não sei que acreditar nisso tudo faz sentido!
Mundo gira, gira mundo, vida passa, pessoas vem e vão, e eu estático.
Essência minha que já não se quer mais, só consome vagarosamente a letárgica dor de amar sem amar.
Tento fugir, tento não olhar pra dentro de mim. Tento acreditar que me conheço, mas pô, não dá.
Tento não termer, não ligar, não pedir, não chorar. Tento não tentar. Não consigo!
Tentar e respirar são sinônimos em meu vocabulário, engrenagens da pessoa que sou.
Fingir pra agradar é caro! Quem paga o preço, paga alto. Não sou acomodado, mas pra que interpretar?
Olho no espelho e o mesmo cara sempre tá lá. Mudam-se roupas, formas, expressões.
Mas ele está lá! E isso, como dizia a piada: Ninguém pode negar!
Na boa, acorda pra vida. Quem mais importa? A pessoa ou o reflexo?
Papai do céu, quando eu crescer quero ser a pessoa e não o reflexo.
Pra que eu possa entender que o meu eu sou eu e jamais poderei deixá-lo,
Por mais que eu queria, por mais que o Senhor queira, por mais que minha mãe queira.
Amém!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

ápice


O barulho era ensurdecedor e cada vez ele aumentava...
Parece uma anunciação divina ou até mesmo uma alerta contra gases radiotivos que foram soltos no ar.
O som estridente se dissipava em fragmentos e a minha voz sumia como se tivesse sido abafadas por um pano úmido qualquer.
Lá fora o vento soprava gélido, como aqui dentro do meu peito, e as nuvens cobriam o céu de tristeza e solidão... Os olhares se perdiam a cada foco, e tão pouco se via o presente, porque o passado insistia em aparecer a cada instante, e assim me aprisionava de dentro pra fora.
Então fui surpreendido por um release que passava, e a saudade passou então a entender a solidão... O medo se materializou em minha frente, e a única arma que eu tinha era a força...
A esperança de que alguns minutos tudo isso vai deixar de existir e uma nova estrela vai brilhar...Ao acordar de meus próprios pensamentos, me vi preso pelos meus anseios e decepções... Alguém disse que decepção ensina viver, pode até ser, mas decepção também me faz criar as forças que preciso para combater o mal que me rodeia... E tão pouco não me importa o barulho, mas sim, que a minha alma grita de tal forma que os ouvidos deixam de cumprir sua função vital.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Oh! Vida de gado Povo marcado eh! Povo feliz...


Você já se perguntou porque quando mostram casos envolvendo atrocidades na mídia as pessoas se rebelam como se afetassem a elas? Isso me remete ao conceito de multidão e massa. Por exemplo: Caso Isabela e menino do Rio. Porém para entendermos melhor essa idéia é preciso saber primeiro o conceito de comportamentos coletivo. O primeiro deles é a multidão, e a sua origem é biológica e remonta aos tempos em que o homem passou a viver em sociedade. Na multidão os integrantes são comandados pela ação de ferormônios, hormônios expelidos pelo corpo, que fazem efeito ao serem percebidos ofativamente. Todos que estiverem no campo de ação dos ferormônios são contagiados. Por isso é comum, por exemplo, que em casos como este quando as pessoas se encontram, se chocam, e trocam ferormônios, logo em seguida surge uma idéia de ação, e essa exaltação coletiva é direcionada para um objetivo (linchar o criminoso). Finalmente no quarto estágio a multidão totalmente dominada pelos ferormônios, age. Segundo Flávio Calazans, só há duas maneiras de deter uma multidão: ou dando um segundo objetivo a ela, ou jogando gás lacrimogêneo. O gás impede que as pessoas continuem recebendo os ferômonios umas das outras. Por outro lado a irritação nos olhos e a fumaça dão aos integrantes da multidão a impressão de que estão sozinhos.Um individuo só age como multidão se tiver certeza de que seus atos individuais não serão percebidos, é o que dá a multidão a liberdade de agir. Em perspectiva fisiológica, a multidão seria um comportamento coletivo governado pelo complexo R. Essa primeira camada do nosso cérebro é responsável pela auto-preservação. É aí que nascem nossos mecanismo de agressão e ações instintivas... A massa age como multidão, de maneira irracional e manipulável. Mas espera aí, nesse caso não há aproximidade física, não há ferormônios envolvidos... Sim, as pessoas estão isoladas, atomizadas, e a principal influência acaba sendo os meios de comunicação. É a famosa multidão solitária. Mas sabe qual é a principal característica dessa massa? O pseudo-pensamento. A massa acredita que pensa, mas só repete o que houve na mídia...Segundo Luiz Beltrão, o poder massificante da sociedade é de tal ordem que o indivíduo se recusa a acreditar que é apenas uma peça da engrenagem social e que suas idéias são idéias que lhe foram implantadas pela Mídia. Quer um exemplo? Quem era Isabela, quem era o Menino do Rio? Quem te fez conhecê-los? Onde você acompanha o caso? Isso é tão verdade que o integrante da massa repete o que ouviu de seu apresentador de TV favorito. Ou dirá simplesmente: “Você viu no Jornal o caso... Continue!

fonte:Público, massa e multidão - Teorias da Comunicação

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Vamos viajar?


Quando menos esperava, algo novo aconteceu:
Via já alguém perguntar...
Já viaa outro murmurar, e o intrínseco gritou mais forte!
Viagemmmmmm!

Atente-se somente no som da palavra, e medite nos prazeres dessas fonéticas.Concordo, na teoria tudo é mais fácil, porque a vida é escrita pelos seus desejos.Porém imagine-se, permita-se, ousa sair de sua triste realidade redundante e a partir de então comece a respirar novos ares, novos saberes.Toda vez que os indivíduos tentam sair de seus martírios diários, em busca de uma satisfação efêmera e reveladora, acabam revivendo a essência do novo ser, e o determinismo enche a nossa alma de esperanças, e a mente se abre como uma atmosfera que descarrega raios ultra-violetas...Agora a palavra passa a ser outra, descoberta...
Boa viagem!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Passado remoto


Ao atravessar a rua percebi que havia esquecido as lembranças na bolsa. Tentei voltar, mas os passos estavam introduzindo um novo encontro - Apenas outro - Naquele momento as ruas estavam em movimento, e junto aos meus passos estavam outros passos, que se confundiam entre si, cada vez mais e mais... O vento seco soprava leve, e a umidade deixava várias pessoas ressecadas... O relógio dizia que o tempo não pára e as conversas paralelas como as faixas de pedestre me obrigam a parar... As onomatopéias que se fazem presente me indicam que ali existe um porém, ou até mesmo outro alguém. Observo ao longe cenas corriqueiras de um cotidiano pávido. E olhares indicam que o caminho a percorrer, são míseros comparados aqueles galhos tortuosos que vejo passando... A vida límpida que um dia idealizei, se mostra totalmente turva e as minhas lembranças deixarão de existir naquele instante - até então - Me sinto aliviado e ao mesmo tempo aprisionado, mas sou surpreendido com um pássaro a voar, que diz tudo sem dizer nada, voando... A liberdade é um fator determinante na vida de qualquer pessoa, e as asas daquele pássaro, me gritam estridentemente, que é preciso sair da minha triste realidade e tentar alcança-lo o quanto puder. Alguém me disse uma vez que a vida é uma constante que se atravessa ao tempo, e isso é fato, porém ninguém veio até a mim dizer que o tempo também determina aflição e derrota. Estático pelos meus pensamentos introspectivo, alguém direciona a sua atenção até mim, e ela me acalma e me faz perceber que as lembranças que tenho na bolsa nunca existiram.

domingo, 22 de junho de 2008

Narciso, sou cidade.


Em frente ao espelho nada vejo, apenas uma imagem distorcida...

Tento não dizer, tento não querer, tento acreditar, mas a agulha hipodérmica injeta.

Então a beleza se tornou um artigo de luxo, quer dizer, o luxo que define o efêmero.

A minha imagem projetada quando me olho no espelho, me faz refletir, me faz querer sair, me faz entreter nos comerciais que passam na minha “fábrica de sonhos”.

Eu não sou manipulado, e muito menos persuadido, sou passional, e acredite até o meu discurso é indefinido.

As siglas já não me cabem mais, os ícones já deixaram todos pra trás, inclusive eu, e a marca d’água da legitimação me persegue e me corrompe cada vez que ligo...

Sou cidade sem escrúpulos, sou cidade hipócrita, sociedade.

Consumo a minha imagem e minha televisão só diz o que devo fazer e pronto!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Pausa dramática.

imagem:google


“(...) Tinha suspirado, tinha beijado o papel devotamente! Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas, como um corpo ressequido que se estira num banho tépido; sentia um acréscimo de estima por si mesma, E parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!” (Eça de Queiroz)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Você quer ser Jornalista?

imagem: google

Durante os dias 11, 12 e 13 de Junho foi realizado o primeiro FESTCOM, Festival de Comunicação. O evento foi direcionado para o curso de Comunicação Social, e contou ainda com palestras proferidas de profissionais da área e oficinas práticas. Entre as palestras que foram dadas, dou destaque ao jornalista Rogério Silva, que carismático levantou um tema pouco explorado, "O Mercado Jornalístico", dando alusões ao mercado do Tocantins. Ele iniciou a palestra reproduzindo uma frase do Diretor da Central Globo de Jornalismo, Evandro Carlos de Andrade, que dizia: "Fazer Jornalismo é ser do contra". E dentro desse contexto falou daquilo que deveria ser - atente-se bem, deveria ser - a verdadeira capa do jornalismo. Mas como assim ser do contra? - lá vem você com a mentalidade de que jornalista = esquerdista - E antes fosse viu? E foi dessa forma que o Rogério complementou a frase. "A partir do momento que você acha tudo normal, você deixa de ser jornalista" - Concordo - Mas o ápice nem foi a frase do diretor, mas foi toda as questões ali colocada...Falou da internet como meio de comunicação, da derrubada do diploma para jornalistas, crash e o capital estrangeiro que não veio, quando se pensaram na "nova cara do jornalismo" e o stopim, jornalistas demais e pouca vaga no mercado. Diante desse quadro ainda acrescentou as explosões das faculdades de comunicação ( + de 300 cursos no Brasil + 7 mil profissionais ) Sobre o jornalista empreendedor - o empresário da comunicação - E por último a era digital, fazendo a deixa de que o mercado jornalístico ainda pode respirar bons ares com a vinda do digitalismo'. No entanto dentro de todos esses links, evidenciou o mercado jornalístico no Tocantins, comparando a "grande" imprensa com este mercado. Criticou a dependência do governo, que é o grande anunciante hoje - então questione-se a linha editorial - Mas quando se fala de salário, o quadro muda, quem gostaria de ganhar 1.100,00? Segundo este mesmo palestrante, o piso do jornalista se baseia nisso aí... Deste modo encerrei perguntando a ele onde estaria o problema então do jornalismo? Uma hora citou as explosão das faculdades, depois a má formação. E na opinião dele, a culpa é de um "todo", aqui o problema está na educação desses profissionais, tanto os professores mal instruídos das faculdades, como dos acadêmicos, que é o reflexo . Sendo assim caros leitores, vos pergunto, compensa alguém pagar uma faculdade que chega até custar 800 reais, ou ainda passar 4 anos estudando, para que no final chega a ganha 1.100,00? No entanto temos que ser arbitrários e não nos basear somente em estatísticas... Este é o quadro real - mudar de curso? - Mas aí a dialética retorna mostrando que no jornalismo você ganha o que reflete, e fazer jornalismo é ser do contra.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Que presente te daria?


E daí que você não ganhou nenhum presente no dia dos namorados?A data de hoje está tão agendada na mídia e na cabeça das pessoas, que você pode não lembrar do aniversário da mãe, do seu melhor amigo e até do seu namorado, mas jamais pode esquecer que dia 12 de Junho é o dia dos namorados. E a culpa é de quem? – lá vem você querendo culpar alguém – A culpa não é minha e nem sua, aqui não existe culpados, é um simples efeito que deu certo. Geralmente se refere ao agendamento como uma função disso e não a teoria. A teoria explica a correspondência entre a intensidade de cobertura de um fato e a relevância desse fato para o público – mostrar o que todos querem ver - Demonstrou-se que esta correspondência ocorre repetidamente – de fato - Mas como identificar isso? – Simples, percebe-se que “todo” discurso da mídia no final de maio e no começo de Junho, está toda voltada ao dia dos namorados. Isso é pra lembrar você que o dia do namorado está chegando, e tem que comprar o presente para o seu amado. É bom para o mercado e muito bom pra reforçar o amor também. Mas claro isso é tratado com uma leveza, pelos comerciais, programas, enfim, tudo isso pra alcançar o objeto, o amor? No entanto o grande motivo dos debates entre pesquisadores são essas questões de causalidade: é a agenda midiática que pauta a agenda da sociedade, ou é vice-versa? Se pensássemos que a mídia pauta a sociedade, vamos dar respaldo a teoria aqui citada, mas se não - a sociedade pauta a mídia - vamos entender que é um acordo que deu certo. Existem várias opiniões acerca dessa discussão, uns prós outros contra, mas o que é interessante extrair dessa fonte, é que... E daí que você não ganhou nenhum presente no dia dos namorados? O próximo ano talvez você esteja namorando e vai comprar um presente que é a cara do seu amado e então curtirá a sós momentos a dois.

domingo, 8 de junho de 2008

O Poeta Fingidor


Eu queria estar apaixonado, pra escrever apaixonadamente,

Por mais que tento, só consigo reproduzir o que imagino e desejo.

As palavras estão soltas, os sentimentos gélidos aqui dentro, estacionados.

Sinto-me uma cópia barata de um sentimento que eu idealizo,

Minha alma cala, e os amores gritam, como uma voz estridente dentro de uma caixa vazia.

Estou à beira do meu próprio medo, e o tempo antecede a minha rima, que agora faz franzina.

Não sei e jamais saberei compreender o que se passa dentro de mim, porém fecho os olhos, e imagino um amor incondicional chamando estrelas e me convidando pra dançar.

As traças já não me querem mais, e ninguém me mostra interesse.
Apenas reflito n’minha pausa dramática e me vejo a ponto de amar outra vez.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Ao léu


O céu estava lindo, e o vento continua soprando...
As nuvens que passam, reflete a lua, que insiste em brincar de esconde-esconde com as estrelas. Mas o vento sopra...
Lá longe, existe alguém observando aflito, e imaginando tocar o efêmero que se faz naquele momento intrínseco.
Agora os sentimentos que se espalham em folhas secas, ficou pra trás, e tudo é reluzente e atraente.
O céu ameaça abrir, e os ventos do norte se encontrarão, rumo a uma felicidade que era uma constante...
Porém, o tempo entendeu que se apreciar os fatos, quebrar barreiras, acertar os passos e redescobrir o seu próprio céu, fará com que as noite deixam de ser apenas a vela do sono, e passam a ser o silêncio de um dia sem nuvens...
Logo os olhares mudaram de direção.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

globo and you:cammon view?


As luzes apagaram, e todos aflitos direcionaram atenção para a televisão e o video k7 posto no centro da sala. Tratava-se de um filme antigo, porém interessante para as aulas de teoria da comunicação. O filme tinha um enredo interessante, mas pelo fato de ser preto e branco e uma interpretação arcaica, transformou na história do então empresário de comunicação - Kane -, em um verdadeiro freakshow. Todos sairiam dali vazios, afinal a informação que tínhamos, era um documentário produzido pela BBC, que foi proibido a vinculação no Brasil, pelo empresário Roberto Marinho, -manda chuva da rede globo- através de um mandato judicial. Com o advento da internet esse vídeo passou a ter conhecimento por muitos, principalmente estudante de comunicação, nada mal assistir algo do gênero, e emprega a teoria na prática. Uma verdadeira lição de casa pra não dizer outra coisa...
No entanto fui "além do cidadão Kane", e com o jingle mais famoso da televisão brasileira - "atenção emissoras da rede globo..." - que deu inicio ao proibido documentário. Ele é interessante porque da alusões ao cidadão Kane - personagem do cinema - mega empresário da comunicação, que mais tarde nos remete a imagem do Roberto Marinho. Nele tem o depoimento de Leonel Brizola, que compara o dono da globo: "Ele é uma espécie de Stalin no mundo das comunicações, quem não concorda com ele, ele manda pra Sibéria do Esquecimento". Outro que também atribuiu poder ao global foi Chico Buarque: "Ele é mais poderoso que o próprio cidadão Kane, é assustador!". Dois pontos de vista que questiona o que seria o verdadeiro poder da mídia. Outro momento importante do documentário é a crítica social que ele faz do Brasil, como um país que possui a terceira pior distribuição de renda do mundo, consegue atingir uma audiência de 100 milhões de pessoas? -na época -Remete a preferência do canal rede globo no país e mostra dados que comprova todo o discurso citado, como por exemplo a cobertura de 99,2% para 99,9% de televisores, todos eles ligados na programação do plin plin.
Com uma audiência cativa, faz com que os comerciais exibidos torna-se artigo de luxo, e grandes produções midiática... Da contornos aos apresentadores, como por exemplo, a linda e sexy xuxa, ex modelo, e atribuição de rainha dos baixinhos e celebridade que vende discos a ela.
Outro exemplo exorbitante de supremacia do canal, é que no final do ano, reuni todos o "globais" cantando um single conhecido pelo público. O além do cidadão Kane vai mais além quando diz que a televisão é o único meio de comunicação que atinge total dos Brasileiros,e por isso em 1990 o governo federal e orgãos públicos foram os maiores anuciantes -até hoje - Isso me fez lembrar e também é falado lá, que para abrir um canal de rádio e TV naquela época, precisava-se de uma concessão do governo federal, pra não dizer do presidente da república. E o presidente cedeu aos amigos, aos corregionários, aos representantes políticos, sem críterios algum, somente o favorecimento político, e foi assim que iniciou a deformação dos meios de comunicação no meio político. Cita exemplos como Silvio Santos, o então dono do canal SBT e do baú, que começou na rede globo e se afastou, ganhando autorização para abrir o seu próprio canal de televisão mais tarde. O contexto histórico é evidenciado pela ditadura militar, e historiadores no documentário dizem que ela deu prioridade e desenvolvimento para um moderno sistema de telecomunicações,criou o ministério das telecomunicação e viabilizou a compra de televisores a crédito, e que os objetivos definidos para isto foram a integração e segurança nacional. Ou seja, campanha... Talvez se levássemos pra nossa realidade hoje, o que lula quer fazer com a televisão digital, mas menos tenso. E falar da ditadura é lembrar da censura, pra não dizer, "manipulação" da informação naquela época. O poder gerado ao canal rede globo é tão questionável que no próprio documentário, intelectuais, publicitários e jornalistas, falam sem pudor que o brasil deixou de falar português e passou a falar o "globês", o que a rede globo dita. Outros comentários foi que o canal foi um projeto que maquiou a pobreza do Brasil, e isso é tão verdade que alguém diz que depois da exibição da novela "dance days", no qual se passava em uma discoteca no Rio de Janeiro, mesmos nos vilarejos mais isolados do Brasil, passaram a ter discoteca. No video a sua influência era exorbitante, e que ela também já foi censurada como toda TV no Brasil no regime militar, porém ela apoio o movimento, oq fez ela se estabelecer. E as denúncias políticas não param por aí, alguns falam que os partidários da ditadura militar, que sempre tiveram o poder de comunicação no nosso país, porque as pessoas não ve posição politica na televisão... Diferente da imprensa escrita, que já é legitimada partidarista. Outro fruto da globo foi as eleições, onde Luiz Inácio Lula da Silva, metalúrgico e candidato derrotado das eleições por Collor - fruto da política midiática, posta e tirada pela própria - Ele afirma no video ainda, que a globo não apoiava revoltas populares.
Sendo assim é relevante analisar que este documentário, só vem confirmar a idéia de que atrás da televisão existe "alguém", e que aquele alguém segue uma linha editorial. O discurso de que os meios são doutrinários, vai depender da atribuição de valores dado a esta ou aquela mídia.Porém observar os efeitos dela na sociedade e compreender até que ponto ela pode nos influenciar, é o chamariz do Além do cidadão Kane, que ainda nos ensina a não deixar de assistir televisão, mas não acreditar tudo que vê nela.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

METAMORFOSE


A última palestra que assisti - lembra? Focou basicamente no jornalismo investigativo e o documental - Excelente por sinal. Mas na verdade estava sentindo falta de assuntos ligado amplamente a comunicação, e não é que aconteceu? - sim, essa semana no VIII Jornada Científica-Edvaldo Souza Couto, palestrante na área de ciências sociais aplicada no evento, introduziu o seu discurso "A pesquisa na sociedade do conhecimento". E foi nessa dialética que destacou a importância dos meios de comunicação para efetivação desse processo. Inteligentemente ressaltando que "na sociedade do conhecimento torna-se fundamental não só produzir coletivamente os saberes, mas sobretudo, compartilhar as informações". Outro ponto interessante da palestra foi a sua visão da sociedade da informação para a sociedade do conhecimento, coletivo e sideral. A importância de palestras como esta só vem a reforçar a importância e o interesse de uma sociedade que já não se vê longe dos meios de comunicação. E o que se refere à informação e a democratização dela é o que nos tornará uma sociedade do conhecimento. Sai dali com a convicção de que ser a metamorfose ambulante, é melhor do que ter a velha opinião formada sobretudo.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Voando


Ao olhar o horizonte, nada vejo, só uma partícula eqüidistante, ao mesmo tempo longe...
Sento a beira e fico a imaginar quantas saudades ainda vou sentir, e quantos lágrimas vou chorar.
Há aqueles que acreditam no amanhã, outro subjugam o depois, mas quando se olha ao redor é possível enxergar os dois...
Vibrante sensação de perda e dano extasiado, estou a ordem dos fatos e eles me consomem pouco a pouco...
O rio passa, a vida passa, o tempo fica e a verdade chega, como uma criança traquina querendo doces em noites de helloween.
Vitórias que alegram alguém, o ritmo e a música no mesmo compasso no tablado...
Virtude daqueles que não perdem quando o coração reproduz aquilo que ficou e não chegou...
Pousa o passarinho, pousa o avião, voa solidão e nunca me traga o não...
Porque o sol brilha mais forte que as estrelas do mar e quem acredita no que é pra ficar, jamais olhará o horizonte e não enxergará nada, afinal o horizonte é cúmplice da chegada e do adeus efêmero e ponto final...

domingo, 18 de maio de 2008

Criando Asas


O IV salão do livro do Tocantins é um evento ímpar na agenda de todos aqueles que apreciam livros e cultura, pois reúne o bom gosto e a sofisticação daquilo que até então era esquecida - a leitura - Na sua IV edição, com o tema principal “criando asas para leitura”, logo na entrada encontra-se a exposição do centenário de Machado de Assis. A feira do livro, como também é chamado, por reunir um aglomerado de pessoas, dando alusões a uma feira livre, ainda conta com palestras, workshopping, shows culturais, debate, entre outros. Um ambiente agradável, onde é possível interagir com as pessoas e comprar livros com o preço acessível.
Entre as apresentações que tiveram no evento, dou destaque à trupe do teatro mágico, como já falei aqui, e a tão esperada palestra do Jornalista e apresentador do Fantástico Zeca Camargo (já falei aqui também).
No entanto a palestra do Domingos Meirelles, que é jornalista e apresentador do programa investigativo “Linha Direta”, foi uma extraordinária aula de jornalismo. Ele começou falando da sua brilhante carreira jornalística no jornal “última hora”, depois nos contou sobre o jornalismo documental, o que rendeu vários livros. Falou também da coluna Prestes, o que era verdade na época, os poderes que controlava todas as informações. Falou também da suas experiências no jornalismo e o que documentou sobre prestes. Atacou ferozmente a classe dominante, e ainda afirma várias vezes que esta classe controla a informação. Relatou a influência da mídia na vida das pessoas, e a passividade delas diante problemas corriqueiros. Finaliza a sua apresentação com um humor sutil que satiriza toda essas situações política e ataca o governo inteligentemente.Palestras assim devem ser tratadas como artigo, porque é de suma importância na vida de qualquer pessoa, mesmo leiga. Meirelles mostrou naquela noite que além de comunicólogo ele é uma grande pessoa. Em um momento da palestra que fala de sua entrada na rede globo, cabisbaixo prossiga dizendo que se questionou várias vezes e até mesmo para o diretor do programa, porque ele? Afinal nunca fez televisão, é do jornal e ainda mais usa barba grande, o que foge totalmente dos parâmetros televisivos.
Um grande marco na agenda do Tocantins, na sua IV edição o salão do livro foi um sucesso. O público presente bateu palmas em pé aos convidado, aos shows e palestras e todos nós aplaudimos ele, o IV salão do livro, que além de cultura trouxe uma nova cara e novos ares ao Tocantins,e as asas que faltavam.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Tietes do Jornalismo

Cheguei lá quando a fila estava razoável, afinal era uma palestra atrativa...Em poucos minutos o que parecia calmo, se transformou em verdadeiro alvoroço. Gente gritando, o sol escaldante sobre nós, e uma única certeza, Zeca. Faltava pouco minuto para o inicio, os portões foram liberados, então começou o tumulto, a cada passo, uma nova expectativa - será que vou conseguir entrar? - Estava na fila dos sem ingressos, pois eles tinham acabado ontem à tarde, mas mesmo assim não desisti. Nos últimos minutos encontro uma amiga que tinha ingressos extras, e me colocou na sua fila, foi aí que tive a certeza, vou vê-lo. Entrei, já estavam lotadas as cadeiras da frente, e novamente mais uma amiga gritou: “Guardei um lugar pra você” Nossa ouvir aquilo foi a melhor sensação da vida, então compreendi que aquela palestra era pra mim. Ele entrou todo simpático, já falando idade, formação e cumprimentando um público aproximadamente de 1300 pessoas. Todos receberam com grande entusiasmo, até então, quem é Zeca Camargo? Estava ali pra falar do seu livro “fantástica volta ao mundo”, um projeto que ele fez pro fantástico – programa que ele apresenta -, onde o público escolheria um destino, e a cada semana dois países eram colocados em votação, então eles visitariam o país escolhido e mostraria a cultura daquele país. Essas experiências foram tão boas, que rendeu um livro, onde ele conta tudo sobre essa fantástica, e também bastidores, situações corriqueiras. Porém a palestra do Zeca Camargo foi interessante no ponto de vista “cidadão do mundo”, pois ele expressa bastante essa necessidade de conhecer culturas diferentes... Já conheceu 72 países e achar pouco, é no mínimo uma experiência assustadora – como assim, pouco? – E então entendi que o Zeca Camargo da televisão é diferente do Zeca que foi na palestra. Sem dúvida ele é um cara competente e inteligente, tem méritos pra estar onde esta... Mas uma coisa que ele deixou bem evidente quando fazia o seu “monólogo”, é que essa vontade incessante de sair por aí e descobrir o mundo, e em outras palavras a curiosidade, fez dele o que conhecemos hoje. Do ponto de vista jornalístico ele não falou muito, porque estava ali pra falar sobre o livro, e não a profissão. Mas deu os três pontos principais para alguém se descobrir jornalista: Escrever bem, gostar de ler e ser curioso. E que menos tietagem e mais jornalismo, faz a diferença... Falou de música, das amizades, de experiências, viagens, política, comunicação... Enfim mesmo que os outros lá fora, fizessem agitação porque não conseguiram ver a palestra, ele se mostrou alguém empático. Uma hora ele relatando as experiências outra hora ele interagindo com as pessoas.... Depois da palestra teve autógrafo dos livros e fotos, então entrei na fila e logo me veio na cabeça: “menos tietagem e mais jornalismo”, abandonei o Salão do livro com a sensação de que aquela noite não me acrescentou nada, só venho a confirmar o que penso.

“Percebi durante as minhas viagens que mesmo em
culturas diferentes, religião, ainda que somos seres heterogêneos,
somos parecidos, porque temos as mesmas necessidades,
por exemplo: O pai do americano quer que ele estude,
como o pai do africano, do Francês, italiano, Japonês...
e assim por diante”

(Zeca Camargo)

terça-feira, 13 de maio de 2008

IDENTIDADE


Tudo é identidade, o mundo e outras coisas.
Parece um monte de imagens ofuscas projetada em uma pedra qualquer, tentando encontrar o reflexo da própria marca d'água.

A identidade perdida e encontrada nos laços de uma vida entre nós.
Procurando o obstante e o incomparável vicio plurais de corpúsculo.
Atrás o mais, na fronte o incapaz, através da outrora ou do quem sabe posso vê-la...
No momento tudo é embaçado, sensação incrédula de um Déjà vu que sente em dias de saudades.

idade sem escrúpulos, até o vintém tem o real valor significante dessa polis-traumática.
Tão pouco seria perde-la pelo escambo em dias nebulosos, ou quem sabe ganhá-la pela inconveniência de ser mais um ser imbecil no mundo.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O Teatro mágico de todos nós



Agora compreendo as histórias de pessoas que fugiram com o circo...
Mas no meu caso não se trata de circo, e muito menos de uma trupe qualquer.
Trata-se do Teatro mágico! Não tenho palavras pra definir tamanha sensibilidade...
É Como o arroz e feijão a perfeita combinação, a soma de duas metades...
O teatro da vida real, onde o seu melhor personagem é destaque...
A poesia em forma de música, a música em formas de arte...
Acordei com um vazio tão grande, logo percebi que metade de mim era só saudade...
É preciso todos os dias afirmar o quanto o teatro mágico é vital...
No mais... Bem vindo e sintaxe a vontade.

"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
(O teatro Mágico)

Beleza de mãe


Dizem que bela é a mulher que cuida de si e dos teus filhos.
Beleza esta que comparada se banha do mais ávido sentimento.
Semântica inabalável, mãe tu és sinônimo do belo ao altruísta, és alicerce do teu glorioso lar.
Mulher de Deus, divina, majestosa, digna de formosura e exuberância...
É o espelho para teus filhos, um exemplo para o teu próximo...
Jamais saberá calcular o teu real valor, pois nem o petróleo que gera da terra, nem o ouro que gera das rochas, conseguem ser mais valiosos...
Este amor incondicional, exacerbado e real, representas a tua beleza esplêndida.
É o reflexo de tua mãe, e o amor memorável de teu pai...
Tu és o cálice do meu sangue...
Tu és mãe, mulher e acima de tudo a tradução do verdadeiro o único amor.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Placebo


Ao se levantar pegou uma xícara de café, sentou-se na sua poltrona preferida, abriu o jornal e se deparou com uma notícia... "Menina foi atirada de um edifício de luxo, e pai e madrasta são os principais suspeitos” diz a manchete, e ele ficou a pensar - Ah! mas um caso - E voltou a folhear o seu fiel companheiro das manhãs... Em outra página o que lhe chamou atenção, foi a seguinte: "pai incesto esconde durante 24 anos a sua filha, e teve 7 filhos com ela" Junto a notícia uma foto do sujeito que lembra Adolf Hitler. Atordoado, ele folheou-ia-ia - Outro editorial - Agora política, casos de dossiês, ali sentado tomou o seu cafezinho imaginando o seu futuro incerto. Outra, outra... Porém parou no editorial de esporte, logo na primeira página bate o olho: "Ronaldo o fenômeno faz programas com travestir e acaba sendo vitima de extorsão" Quando leu essa, deu a maior risada, descontração total, relaxou... E ficou intrigado - Isso realmente vende - Quem é Ronaldo? Junto ao fato uma foto da tal travestir fazendo poses com o documento do carro do jogador... O jornal ficou vazio, e depois de tantos casos e acasos, a sua consciência começou a questionar-se do que ele tinha lido (dialética).

Primeiro o caso da menina rica que foi jogada do edifício, claro sem juízo de valores...E então se perguntou, se fosse a menina pobre? Pra começar ela não seria jogada de um edifício de luxo, e sim atirada em uma ribanceira ou até no rio na Pampulha... E não teria tanto glamour como teve o tal "Caso Isabela" (quem é ela?) Foi neste momento que a consciência dele gritou : Ora minha gente trata-se de uma menina rica, e ninguém espera um comportamento belicoso de uma família e pessoas bem sucedida... Culpa de quem? De ninguém, Mas a mídia todos os dias nos falam que pessoas ricas são educadas, elegantes, finas, ou seja, um luxo só! Mas a consciência dele pesaria muito quando o caso do pai incesto foi colocado, e foi assim que percebeu que o problema realmente começa dentro de casa, na educação formal, e isso já não é o papel da mídia, e sim dos pais... No entanto o que mais chamou a atenção dele foi a percepção de como a mídia adoram vilões... Sim, eles são o foco, o chamariz, e acaba que de vilões eles tornam até celebridades mesmo que do mal, e isso é tão repugnante... Mas sabe? Nos envolvemos tanto que acabamos tendo um sentimento por eles, mesmo de ódio. Um efeito placebo eu diria, mexe tanto com os nossos valores né? enfático. A consciência é a arma do homem, e foi assim que ele relaxou, agora o que indagava? O caso Ronaldo, Ah o caso Ronaldo além de vender, porque o Ronaldo já é dita celebridade pela própria... E ainda nos faz perder o foco dos casos citados a cima... Foi que entendeu que os efeitos que ela (a mídia) provoca, pode tornar alguém celebridade da noite pro dia (big brother - quem é rafinha?) Ou ela pode a-c-a-b-a-r com a vida de alguém do mesmo tom... Sendo assim ele extraiu naquela manhã que todos são inter-dependentes, e fechando o jornal, percebeu que agora o café estava frio...



obs: A mídia não manipula ninguém, é somente um efeito que ela provoca(influência). Nós somos estimulados a pensar assim...(influência é diferente de manipulação) Mas é relevante perceber que não somos uma massa homogênea (Somos diferentes, pensamentos e etc) Vai depender dos nossos filtros (cultura, vivência,valores.... Entre outras) Para absorver isso ou aquilo. (ou seja, pensas-te).

terça-feira, 6 de maio de 2008

A estação


Fecho os olhos e imagino uma estação qualquer, esperando o trem das onze passar...
Nada passa, nem a saudade... Ela está ali estática, esperando a hora de chegar...
Ouço agora os trilhos gritar e desejo que este passe logo...
Afinal esperá-lo me trouxe uma única certeza, não se sabe quando ou até que horas possa realmente parar...
Enquanto isso fica de lá pra cá, inquietante sensação de abandono, desprezo e agonia...
Lá fora o vento sopra gelado como a minha razão sonolenta... Apenas não responde a nenhum estímulo e resposta...
Encontro-me à cerca do que fui e o que serei. O meu futuro é incerto e o meu passado me consome com avidez. A estação se encontra no infinito d’minha alma errônea... O passado me deixa marcas de um tempo que passou, mas ainda insiste de segundo e segundo parar. A estação espera uma freqüência qualquer de solução ou até mesmo que um novo e belo trem passe e não volte nunca mais ali...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O poeta Aprendiz


Estou muito poético nas palavras, o que seria?
Parece que o tempo me tornou escravo do passado, lembro-me dos poemas que escrevia lá, eram tão idealizado, traduzia a minha alma... O que realmente sentia. Mas fui crescendo e com o tempo perdi a essência, ou não? As vezes até pergunto o que houve com o meu eu-poeta, e quando menos espero ele aparece, surge trazendo consigo palavras doces e amargas... Este é uma metade de mim que acredita no óbvio e no belo, ao complexo e o altruísta... O meu eu-poeta é mais que um poeta que desenha as suas palavras e transmite as sua ira, ele está adormecido como um dragão em uma gruta qualquer, só esperando a hora de atacar. Uma vez estava cabisbaixo pensando no que escrever, quando percebi que não havia visitas hoje, sim, as palavras não eram visualizadoras, e sim fina essência de uma alma amordaçada pelo tempo que ruge.

Este tempo exige calma, pressa, sutileza, ele quer a metade de um todo. A importância das palavras, o desejo de escreve-las, o português correto, culto e coloquial... Tudo isso é a verdade semântica de um comunicólogo.... Ele se traduz pelo eu-poeta, eu-lírico, eu-mesmo.... As suas vestes são os vocabulários pitorescos e a sua arma é uma língua morta, porém viva. O comunicador não se revela da noite pro dia, ele nasce, ele é o reflexo da sabedoria e inteligência de Salomão... É a réplica do comunicador São Paulo, e a priori um processo ilimitado.

"Por isso fazia seu grão de poesia
E achava bonita a palavra escrita
Por isso sofria de melancolia
Sonhando o poeta que quem sabe um dia
Poderia ser"

(Vinicius e Touquinho)

sábado, 3 de maio de 2008

O segredo das ondas


Através do tempo foi possível atenuar uma lembrança quase memorável daquela última quimera. Estavam entre o efêmero e o eterno, ou melhor, ao complexo inexistente de uma alma portátil e viril. Alguns dizem que ela nunca existiu e se aconteceu não foi percebido como era pra ser, afinal ao se misturar com o doce e amargo desejo idolátrico de uma esfera inescrupulosa, surgiu aquele que pra eles seria o mais singelo e verdadeiro instrumento da ordem, a imagem.
Um mundo líquido e estético, a mente não idealizaria mais, o obscuro pensamentos frágil e gentil, apenas reproduziria aquilo que antes era uma voz estendida... O meu discurso atingiria a uma margem pávido e esponjas inconscientes. Aquilo que antes foi venerado pelos intelectuais, e depois se transformou em um artigo de luxo ao mísero, foram transmissões. A ciência, o processo, agora traria o sentimento que restou, a nostálgica saudade.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Apresentação


A noite era atordoada a cada passo uma nova descoberta, parecia que alguém havia chegado e feito a maior surpresa... Se dirigiu ao centro, havia muita gente, mas os olhares estavam dispersos e então começou a falar... Aquela apresentação era redundante em outros tempos, porém para aquele público até então desconhecido soava como bálsamo, e ele dizia calmamente: aquele não é o primeiro e jamais será o último, e que a vida é um processo que se estabelece...

- Ah entendi tudo! - alguém gritou.
Os olhares imediatamente foi ao léu, parecia que a dialética o impressionava, mas perguntou:
- O que?
e o feedback [resposta] logo aconteceu...
- É a comunicação -

E todos aplaudiram ele naquela noite.