sexta-feira, 30 de maio de 2008

METAMORFOSE


A última palestra que assisti - lembra? Focou basicamente no jornalismo investigativo e o documental - Excelente por sinal. Mas na verdade estava sentindo falta de assuntos ligado amplamente a comunicação, e não é que aconteceu? - sim, essa semana no VIII Jornada Científica-Edvaldo Souza Couto, palestrante na área de ciências sociais aplicada no evento, introduziu o seu discurso "A pesquisa na sociedade do conhecimento". E foi nessa dialética que destacou a importância dos meios de comunicação para efetivação desse processo. Inteligentemente ressaltando que "na sociedade do conhecimento torna-se fundamental não só produzir coletivamente os saberes, mas sobretudo, compartilhar as informações". Outro ponto interessante da palestra foi a sua visão da sociedade da informação para a sociedade do conhecimento, coletivo e sideral. A importância de palestras como esta só vem a reforçar a importância e o interesse de uma sociedade que já não se vê longe dos meios de comunicação. E o que se refere à informação e a democratização dela é o que nos tornará uma sociedade do conhecimento. Sai dali com a convicção de que ser a metamorfose ambulante, é melhor do que ter a velha opinião formada sobretudo.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Voando


Ao olhar o horizonte, nada vejo, só uma partícula eqüidistante, ao mesmo tempo longe...
Sento a beira e fico a imaginar quantas saudades ainda vou sentir, e quantos lágrimas vou chorar.
Há aqueles que acreditam no amanhã, outro subjugam o depois, mas quando se olha ao redor é possível enxergar os dois...
Vibrante sensação de perda e dano extasiado, estou a ordem dos fatos e eles me consomem pouco a pouco...
O rio passa, a vida passa, o tempo fica e a verdade chega, como uma criança traquina querendo doces em noites de helloween.
Vitórias que alegram alguém, o ritmo e a música no mesmo compasso no tablado...
Virtude daqueles que não perdem quando o coração reproduz aquilo que ficou e não chegou...
Pousa o passarinho, pousa o avião, voa solidão e nunca me traga o não...
Porque o sol brilha mais forte que as estrelas do mar e quem acredita no que é pra ficar, jamais olhará o horizonte e não enxergará nada, afinal o horizonte é cúmplice da chegada e do adeus efêmero e ponto final...

domingo, 18 de maio de 2008

Criando Asas


O IV salão do livro do Tocantins é um evento ímpar na agenda de todos aqueles que apreciam livros e cultura, pois reúne o bom gosto e a sofisticação daquilo que até então era esquecida - a leitura - Na sua IV edição, com o tema principal “criando asas para leitura”, logo na entrada encontra-se a exposição do centenário de Machado de Assis. A feira do livro, como também é chamado, por reunir um aglomerado de pessoas, dando alusões a uma feira livre, ainda conta com palestras, workshopping, shows culturais, debate, entre outros. Um ambiente agradável, onde é possível interagir com as pessoas e comprar livros com o preço acessível.
Entre as apresentações que tiveram no evento, dou destaque à trupe do teatro mágico, como já falei aqui, e a tão esperada palestra do Jornalista e apresentador do Fantástico Zeca Camargo (já falei aqui também).
No entanto a palestra do Domingos Meirelles, que é jornalista e apresentador do programa investigativo “Linha Direta”, foi uma extraordinária aula de jornalismo. Ele começou falando da sua brilhante carreira jornalística no jornal “última hora”, depois nos contou sobre o jornalismo documental, o que rendeu vários livros. Falou também da coluna Prestes, o que era verdade na época, os poderes que controlava todas as informações. Falou também da suas experiências no jornalismo e o que documentou sobre prestes. Atacou ferozmente a classe dominante, e ainda afirma várias vezes que esta classe controla a informação. Relatou a influência da mídia na vida das pessoas, e a passividade delas diante problemas corriqueiros. Finaliza a sua apresentação com um humor sutil que satiriza toda essas situações política e ataca o governo inteligentemente.Palestras assim devem ser tratadas como artigo, porque é de suma importância na vida de qualquer pessoa, mesmo leiga. Meirelles mostrou naquela noite que além de comunicólogo ele é uma grande pessoa. Em um momento da palestra que fala de sua entrada na rede globo, cabisbaixo prossiga dizendo que se questionou várias vezes e até mesmo para o diretor do programa, porque ele? Afinal nunca fez televisão, é do jornal e ainda mais usa barba grande, o que foge totalmente dos parâmetros televisivos.
Um grande marco na agenda do Tocantins, na sua IV edição o salão do livro foi um sucesso. O público presente bateu palmas em pé aos convidado, aos shows e palestras e todos nós aplaudimos ele, o IV salão do livro, que além de cultura trouxe uma nova cara e novos ares ao Tocantins,e as asas que faltavam.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Tietes do Jornalismo

Cheguei lá quando a fila estava razoável, afinal era uma palestra atrativa...Em poucos minutos o que parecia calmo, se transformou em verdadeiro alvoroço. Gente gritando, o sol escaldante sobre nós, e uma única certeza, Zeca. Faltava pouco minuto para o inicio, os portões foram liberados, então começou o tumulto, a cada passo, uma nova expectativa - será que vou conseguir entrar? - Estava na fila dos sem ingressos, pois eles tinham acabado ontem à tarde, mas mesmo assim não desisti. Nos últimos minutos encontro uma amiga que tinha ingressos extras, e me colocou na sua fila, foi aí que tive a certeza, vou vê-lo. Entrei, já estavam lotadas as cadeiras da frente, e novamente mais uma amiga gritou: “Guardei um lugar pra você” Nossa ouvir aquilo foi a melhor sensação da vida, então compreendi que aquela palestra era pra mim. Ele entrou todo simpático, já falando idade, formação e cumprimentando um público aproximadamente de 1300 pessoas. Todos receberam com grande entusiasmo, até então, quem é Zeca Camargo? Estava ali pra falar do seu livro “fantástica volta ao mundo”, um projeto que ele fez pro fantástico – programa que ele apresenta -, onde o público escolheria um destino, e a cada semana dois países eram colocados em votação, então eles visitariam o país escolhido e mostraria a cultura daquele país. Essas experiências foram tão boas, que rendeu um livro, onde ele conta tudo sobre essa fantástica, e também bastidores, situações corriqueiras. Porém a palestra do Zeca Camargo foi interessante no ponto de vista “cidadão do mundo”, pois ele expressa bastante essa necessidade de conhecer culturas diferentes... Já conheceu 72 países e achar pouco, é no mínimo uma experiência assustadora – como assim, pouco? – E então entendi que o Zeca Camargo da televisão é diferente do Zeca que foi na palestra. Sem dúvida ele é um cara competente e inteligente, tem méritos pra estar onde esta... Mas uma coisa que ele deixou bem evidente quando fazia o seu “monólogo”, é que essa vontade incessante de sair por aí e descobrir o mundo, e em outras palavras a curiosidade, fez dele o que conhecemos hoje. Do ponto de vista jornalístico ele não falou muito, porque estava ali pra falar sobre o livro, e não a profissão. Mas deu os três pontos principais para alguém se descobrir jornalista: Escrever bem, gostar de ler e ser curioso. E que menos tietagem e mais jornalismo, faz a diferença... Falou de música, das amizades, de experiências, viagens, política, comunicação... Enfim mesmo que os outros lá fora, fizessem agitação porque não conseguiram ver a palestra, ele se mostrou alguém empático. Uma hora ele relatando as experiências outra hora ele interagindo com as pessoas.... Depois da palestra teve autógrafo dos livros e fotos, então entrei na fila e logo me veio na cabeça: “menos tietagem e mais jornalismo”, abandonei o Salão do livro com a sensação de que aquela noite não me acrescentou nada, só venho a confirmar o que penso.

“Percebi durante as minhas viagens que mesmo em
culturas diferentes, religião, ainda que somos seres heterogêneos,
somos parecidos, porque temos as mesmas necessidades,
por exemplo: O pai do americano quer que ele estude,
como o pai do africano, do Francês, italiano, Japonês...
e assim por diante”

(Zeca Camargo)

terça-feira, 13 de maio de 2008

IDENTIDADE


Tudo é identidade, o mundo e outras coisas.
Parece um monte de imagens ofuscas projetada em uma pedra qualquer, tentando encontrar o reflexo da própria marca d'água.

A identidade perdida e encontrada nos laços de uma vida entre nós.
Procurando o obstante e o incomparável vicio plurais de corpúsculo.
Atrás o mais, na fronte o incapaz, através da outrora ou do quem sabe posso vê-la...
No momento tudo é embaçado, sensação incrédula de um Déjà vu que sente em dias de saudades.

idade sem escrúpulos, até o vintém tem o real valor significante dessa polis-traumática.
Tão pouco seria perde-la pelo escambo em dias nebulosos, ou quem sabe ganhá-la pela inconveniência de ser mais um ser imbecil no mundo.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O Teatro mágico de todos nós



Agora compreendo as histórias de pessoas que fugiram com o circo...
Mas no meu caso não se trata de circo, e muito menos de uma trupe qualquer.
Trata-se do Teatro mágico! Não tenho palavras pra definir tamanha sensibilidade...
É Como o arroz e feijão a perfeita combinação, a soma de duas metades...
O teatro da vida real, onde o seu melhor personagem é destaque...
A poesia em forma de música, a música em formas de arte...
Acordei com um vazio tão grande, logo percebi que metade de mim era só saudade...
É preciso todos os dias afirmar o quanto o teatro mágico é vital...
No mais... Bem vindo e sintaxe a vontade.

"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
(O teatro Mágico)

Beleza de mãe


Dizem que bela é a mulher que cuida de si e dos teus filhos.
Beleza esta que comparada se banha do mais ávido sentimento.
Semântica inabalável, mãe tu és sinônimo do belo ao altruísta, és alicerce do teu glorioso lar.
Mulher de Deus, divina, majestosa, digna de formosura e exuberância...
É o espelho para teus filhos, um exemplo para o teu próximo...
Jamais saberá calcular o teu real valor, pois nem o petróleo que gera da terra, nem o ouro que gera das rochas, conseguem ser mais valiosos...
Este amor incondicional, exacerbado e real, representas a tua beleza esplêndida.
É o reflexo de tua mãe, e o amor memorável de teu pai...
Tu és o cálice do meu sangue...
Tu és mãe, mulher e acima de tudo a tradução do verdadeiro o único amor.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Placebo


Ao se levantar pegou uma xícara de café, sentou-se na sua poltrona preferida, abriu o jornal e se deparou com uma notícia... "Menina foi atirada de um edifício de luxo, e pai e madrasta são os principais suspeitos” diz a manchete, e ele ficou a pensar - Ah! mas um caso - E voltou a folhear o seu fiel companheiro das manhãs... Em outra página o que lhe chamou atenção, foi a seguinte: "pai incesto esconde durante 24 anos a sua filha, e teve 7 filhos com ela" Junto a notícia uma foto do sujeito que lembra Adolf Hitler. Atordoado, ele folheou-ia-ia - Outro editorial - Agora política, casos de dossiês, ali sentado tomou o seu cafezinho imaginando o seu futuro incerto. Outra, outra... Porém parou no editorial de esporte, logo na primeira página bate o olho: "Ronaldo o fenômeno faz programas com travestir e acaba sendo vitima de extorsão" Quando leu essa, deu a maior risada, descontração total, relaxou... E ficou intrigado - Isso realmente vende - Quem é Ronaldo? Junto ao fato uma foto da tal travestir fazendo poses com o documento do carro do jogador... O jornal ficou vazio, e depois de tantos casos e acasos, a sua consciência começou a questionar-se do que ele tinha lido (dialética).

Primeiro o caso da menina rica que foi jogada do edifício, claro sem juízo de valores...E então se perguntou, se fosse a menina pobre? Pra começar ela não seria jogada de um edifício de luxo, e sim atirada em uma ribanceira ou até no rio na Pampulha... E não teria tanto glamour como teve o tal "Caso Isabela" (quem é ela?) Foi neste momento que a consciência dele gritou : Ora minha gente trata-se de uma menina rica, e ninguém espera um comportamento belicoso de uma família e pessoas bem sucedida... Culpa de quem? De ninguém, Mas a mídia todos os dias nos falam que pessoas ricas são educadas, elegantes, finas, ou seja, um luxo só! Mas a consciência dele pesaria muito quando o caso do pai incesto foi colocado, e foi assim que percebeu que o problema realmente começa dentro de casa, na educação formal, e isso já não é o papel da mídia, e sim dos pais... No entanto o que mais chamou a atenção dele foi a percepção de como a mídia adoram vilões... Sim, eles são o foco, o chamariz, e acaba que de vilões eles tornam até celebridades mesmo que do mal, e isso é tão repugnante... Mas sabe? Nos envolvemos tanto que acabamos tendo um sentimento por eles, mesmo de ódio. Um efeito placebo eu diria, mexe tanto com os nossos valores né? enfático. A consciência é a arma do homem, e foi assim que ele relaxou, agora o que indagava? O caso Ronaldo, Ah o caso Ronaldo além de vender, porque o Ronaldo já é dita celebridade pela própria... E ainda nos faz perder o foco dos casos citados a cima... Foi que entendeu que os efeitos que ela (a mídia) provoca, pode tornar alguém celebridade da noite pro dia (big brother - quem é rafinha?) Ou ela pode a-c-a-b-a-r com a vida de alguém do mesmo tom... Sendo assim ele extraiu naquela manhã que todos são inter-dependentes, e fechando o jornal, percebeu que agora o café estava frio...



obs: A mídia não manipula ninguém, é somente um efeito que ela provoca(influência). Nós somos estimulados a pensar assim...(influência é diferente de manipulação) Mas é relevante perceber que não somos uma massa homogênea (Somos diferentes, pensamentos e etc) Vai depender dos nossos filtros (cultura, vivência,valores.... Entre outras) Para absorver isso ou aquilo. (ou seja, pensas-te).

terça-feira, 6 de maio de 2008

A estação


Fecho os olhos e imagino uma estação qualquer, esperando o trem das onze passar...
Nada passa, nem a saudade... Ela está ali estática, esperando a hora de chegar...
Ouço agora os trilhos gritar e desejo que este passe logo...
Afinal esperá-lo me trouxe uma única certeza, não se sabe quando ou até que horas possa realmente parar...
Enquanto isso fica de lá pra cá, inquietante sensação de abandono, desprezo e agonia...
Lá fora o vento sopra gelado como a minha razão sonolenta... Apenas não responde a nenhum estímulo e resposta...
Encontro-me à cerca do que fui e o que serei. O meu futuro é incerto e o meu passado me consome com avidez. A estação se encontra no infinito d’minha alma errônea... O passado me deixa marcas de um tempo que passou, mas ainda insiste de segundo e segundo parar. A estação espera uma freqüência qualquer de solução ou até mesmo que um novo e belo trem passe e não volte nunca mais ali...

segunda-feira, 5 de maio de 2008

O poeta Aprendiz


Estou muito poético nas palavras, o que seria?
Parece que o tempo me tornou escravo do passado, lembro-me dos poemas que escrevia lá, eram tão idealizado, traduzia a minha alma... O que realmente sentia. Mas fui crescendo e com o tempo perdi a essência, ou não? As vezes até pergunto o que houve com o meu eu-poeta, e quando menos espero ele aparece, surge trazendo consigo palavras doces e amargas... Este é uma metade de mim que acredita no óbvio e no belo, ao complexo e o altruísta... O meu eu-poeta é mais que um poeta que desenha as suas palavras e transmite as sua ira, ele está adormecido como um dragão em uma gruta qualquer, só esperando a hora de atacar. Uma vez estava cabisbaixo pensando no que escrever, quando percebi que não havia visitas hoje, sim, as palavras não eram visualizadoras, e sim fina essência de uma alma amordaçada pelo tempo que ruge.

Este tempo exige calma, pressa, sutileza, ele quer a metade de um todo. A importância das palavras, o desejo de escreve-las, o português correto, culto e coloquial... Tudo isso é a verdade semântica de um comunicólogo.... Ele se traduz pelo eu-poeta, eu-lírico, eu-mesmo.... As suas vestes são os vocabulários pitorescos e a sua arma é uma língua morta, porém viva. O comunicador não se revela da noite pro dia, ele nasce, ele é o reflexo da sabedoria e inteligência de Salomão... É a réplica do comunicador São Paulo, e a priori um processo ilimitado.

"Por isso fazia seu grão de poesia
E achava bonita a palavra escrita
Por isso sofria de melancolia
Sonhando o poeta que quem sabe um dia
Poderia ser"

(Vinicius e Touquinho)

sábado, 3 de maio de 2008

O segredo das ondas


Através do tempo foi possível atenuar uma lembrança quase memorável daquela última quimera. Estavam entre o efêmero e o eterno, ou melhor, ao complexo inexistente de uma alma portátil e viril. Alguns dizem que ela nunca existiu e se aconteceu não foi percebido como era pra ser, afinal ao se misturar com o doce e amargo desejo idolátrico de uma esfera inescrupulosa, surgiu aquele que pra eles seria o mais singelo e verdadeiro instrumento da ordem, a imagem.
Um mundo líquido e estético, a mente não idealizaria mais, o obscuro pensamentos frágil e gentil, apenas reproduziria aquilo que antes era uma voz estendida... O meu discurso atingiria a uma margem pávido e esponjas inconscientes. Aquilo que antes foi venerado pelos intelectuais, e depois se transformou em um artigo de luxo ao mísero, foram transmissões. A ciência, o processo, agora traria o sentimento que restou, a nostálgica saudade.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Apresentação


A noite era atordoada a cada passo uma nova descoberta, parecia que alguém havia chegado e feito a maior surpresa... Se dirigiu ao centro, havia muita gente, mas os olhares estavam dispersos e então começou a falar... Aquela apresentação era redundante em outros tempos, porém para aquele público até então desconhecido soava como bálsamo, e ele dizia calmamente: aquele não é o primeiro e jamais será o último, e que a vida é um processo que se estabelece...

- Ah entendi tudo! - alguém gritou.
Os olhares imediatamente foi ao léu, parecia que a dialética o impressionava, mas perguntou:
- O que?
e o feedback [resposta] logo aconteceu...
- É a comunicação -

E todos aplaudiram ele naquela noite.