segunda-feira, 21 de julho de 2008

ápice


O barulho era ensurdecedor e cada vez ele aumentava...
Parece uma anunciação divina ou até mesmo uma alerta contra gases radiotivos que foram soltos no ar.
O som estridente se dissipava em fragmentos e a minha voz sumia como se tivesse sido abafadas por um pano úmido qualquer.
Lá fora o vento soprava gélido, como aqui dentro do meu peito, e as nuvens cobriam o céu de tristeza e solidão... Os olhares se perdiam a cada foco, e tão pouco se via o presente, porque o passado insistia em aparecer a cada instante, e assim me aprisionava de dentro pra fora.
Então fui surpreendido por um release que passava, e a saudade passou então a entender a solidão... O medo se materializou em minha frente, e a única arma que eu tinha era a força...
A esperança de que alguns minutos tudo isso vai deixar de existir e uma nova estrela vai brilhar...Ao acordar de meus próprios pensamentos, me vi preso pelos meus anseios e decepções... Alguém disse que decepção ensina viver, pode até ser, mas decepção também me faz criar as forças que preciso para combater o mal que me rodeia... E tão pouco não me importa o barulho, mas sim, que a minha alma grita de tal forma que os ouvidos deixam de cumprir sua função vital.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Oh! Vida de gado Povo marcado eh! Povo feliz...


Você já se perguntou porque quando mostram casos envolvendo atrocidades na mídia as pessoas se rebelam como se afetassem a elas? Isso me remete ao conceito de multidão e massa. Por exemplo: Caso Isabela e menino do Rio. Porém para entendermos melhor essa idéia é preciso saber primeiro o conceito de comportamentos coletivo. O primeiro deles é a multidão, e a sua origem é biológica e remonta aos tempos em que o homem passou a viver em sociedade. Na multidão os integrantes são comandados pela ação de ferormônios, hormônios expelidos pelo corpo, que fazem efeito ao serem percebidos ofativamente. Todos que estiverem no campo de ação dos ferormônios são contagiados. Por isso é comum, por exemplo, que em casos como este quando as pessoas se encontram, se chocam, e trocam ferormônios, logo em seguida surge uma idéia de ação, e essa exaltação coletiva é direcionada para um objetivo (linchar o criminoso). Finalmente no quarto estágio a multidão totalmente dominada pelos ferormônios, age. Segundo Flávio Calazans, só há duas maneiras de deter uma multidão: ou dando um segundo objetivo a ela, ou jogando gás lacrimogêneo. O gás impede que as pessoas continuem recebendo os ferômonios umas das outras. Por outro lado a irritação nos olhos e a fumaça dão aos integrantes da multidão a impressão de que estão sozinhos.Um individuo só age como multidão se tiver certeza de que seus atos individuais não serão percebidos, é o que dá a multidão a liberdade de agir. Em perspectiva fisiológica, a multidão seria um comportamento coletivo governado pelo complexo R. Essa primeira camada do nosso cérebro é responsável pela auto-preservação. É aí que nascem nossos mecanismo de agressão e ações instintivas... A massa age como multidão, de maneira irracional e manipulável. Mas espera aí, nesse caso não há aproximidade física, não há ferormônios envolvidos... Sim, as pessoas estão isoladas, atomizadas, e a principal influência acaba sendo os meios de comunicação. É a famosa multidão solitária. Mas sabe qual é a principal característica dessa massa? O pseudo-pensamento. A massa acredita que pensa, mas só repete o que houve na mídia...Segundo Luiz Beltrão, o poder massificante da sociedade é de tal ordem que o indivíduo se recusa a acreditar que é apenas uma peça da engrenagem social e que suas idéias são idéias que lhe foram implantadas pela Mídia. Quer um exemplo? Quem era Isabela, quem era o Menino do Rio? Quem te fez conhecê-los? Onde você acompanha o caso? Isso é tão verdade que o integrante da massa repete o que ouviu de seu apresentador de TV favorito. Ou dirá simplesmente: “Você viu no Jornal o caso... Continue!

fonte:Público, massa e multidão - Teorias da Comunicação

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Vamos viajar?


Quando menos esperava, algo novo aconteceu:
Via já alguém perguntar...
Já viaa outro murmurar, e o intrínseco gritou mais forte!
Viagemmmmmm!

Atente-se somente no som da palavra, e medite nos prazeres dessas fonéticas.Concordo, na teoria tudo é mais fácil, porque a vida é escrita pelos seus desejos.Porém imagine-se, permita-se, ousa sair de sua triste realidade redundante e a partir de então comece a respirar novos ares, novos saberes.Toda vez que os indivíduos tentam sair de seus martírios diários, em busca de uma satisfação efêmera e reveladora, acabam revivendo a essência do novo ser, e o determinismo enche a nossa alma de esperanças, e a mente se abre como uma atmosfera que descarrega raios ultra-violetas...Agora a palavra passa a ser outra, descoberta...
Boa viagem!