sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Reflexo de dois


Minha alma está vulnerável aos sentimentos tolos humanos..
Fecho os olhos e imagino o vácuo que esses sentimentos deixaram.
A sensação é caleidoscópia, ofusca e nítida aos olhos que decifram partes.
Estilhado, eu já não sei que acreditar nisso tudo faz sentido!
Mundo gira, gira mundo, vida passa, pessoas vem e vão, e eu estático.
Essência minha que já não se quer mais, só consome vagarosamente a letárgica dor de amar sem amar.
Tento fugir, tento não olhar pra dentro de mim. Tento acreditar que me conheço, mas pô, não dá.
Tento não termer, não ligar, não pedir, não chorar. Tento não tentar. Não consigo!
Tentar e respirar são sinônimos em meu vocabulário, engrenagens da pessoa que sou.
Fingir pra agradar é caro! Quem paga o preço, paga alto. Não sou acomodado, mas pra que interpretar?
Olho no espelho e o mesmo cara sempre tá lá. Mudam-se roupas, formas, expressões.
Mas ele está lá! E isso, como dizia a piada: Ninguém pode negar!
Na boa, acorda pra vida. Quem mais importa? A pessoa ou o reflexo?
Papai do céu, quando eu crescer quero ser a pessoa e não o reflexo.
Pra que eu possa entender que o meu eu sou eu e jamais poderei deixá-lo,
Por mais que eu queria, por mais que o Senhor queira, por mais que minha mãe queira.
Amém!