sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Bienvenido a Buenos Aires


Seguindo viagem em terras argentinas caras...

Em nove de dezembro, enfim cheguei na capital federal da República Argentina, Buenos Aires. Logo na entrada, pensei em estar em São Paulo, mas depois o clima e a arquitetura me mostrou estar naquela que é considerada a Grã Europa latina. Buenos Aires é como qualquer outra cidade grande, comporta um considerável número de pessoas por metros quadrados, em um cenário que se limita a arranha-céus e grandes edifícios. Nas ruas o tráfego de carros faz quilômetros de congestionamento, tudo isso acompanhado pela poluição sonora e visual estridente que vem de todos os lados, formando assim um misto de cores, sons e promoções capitalistas.

Avistei um dos mais belos cartões postais da cidade portenha, o Puerto Madero, que está localizado no antigo porto de Buenos Aires, hoje renovado, composto por prédio que possui toda uma extensa variedade de espaços gastronômicos e lugares de lazer noturno. Os docks antigos foram transformados em sofisticados restaurantes e lofts residenciais que conservam (embora modernizada) a antiga arquitetura estilo inglês.

A chegada na capital Argentina foi calorosa, pois para eles ser brasileiro é ser alegre, é ter samba no pé, é ser feliz! Quando estive lá, senti orgulho de ser brasileiro, até os policiais diziam “queria ter nascido brasileiro”. Nos pubs quando percebiam que éramos estrangeiros e brasileiros, o dj residente tocavam música tipicamente do nosso país, eu acredito que era uma forma de nos homenagear. O mais incrível é como os portenhos – aqueles que nascem em Buenos Aires – nos reconhecem, acho que pelo jeito de ser - não consegui extrair esse “radar” deles – Porém vi as minhas amigas e as meninas que estavam conosco sendo ovacionadas no trânsito, no shopping, nas ruas movimentadas daquela cidade que compõe a grande parte do país, sendo outras pequenas corruptela rurais.

A capital já me encantou por ser uma cidade cosmopolita, por ter uma arquitetura greco-romana, e uma influência européia escancarada herdada da colonização que reflete na sua gente e nos costumes daquele povo. A sensação que eu tinha era de estar na Europa, até a cultura deles me remetia a isso. O famoso chá das cinco é um exemplo disso, assim como os ingleses, os portenhos também se encontram nas cafeterias espalhadas pela cidade para tomar o seus capuccinos. A moda nas ruas, homens e mulheres, jovens e adultos, trajem os variados estilos, cores, formas, uma tendências vintage e retro européia.

A cultura norte-americcana é inserida nos hábitos alimentares. Em toda esquina possui gigantescas e ostentadas lanchonetes do Mc Donald’s e Burg King. As marcas, e as griffes se dividem basicamente entre Europa e EUA, mas é possível extrair um pouco de Brasil aiá também! As sandálias havaianas, por exemplo, é muito usadas.

Os parques da cidade nos remete ao Central Park de Nova York, pois possui a maior parte o verde florido. O hábito de sentar em um banco qualquer e ler o clarín, jornal de grande circulação no país, conversar com os amigos, andar de bicicleta ou brincar com as crianças é observável em todo momento.

A noite é outro chamariz , a cidade portenha não dorme, mesmo porque é atrativa, e quando estive lá, não consegui fechar os olhos. Acompanhada pelos ventos frios das cordilheiras , as variadas opções que não se restringe apenas nas grandes boates, além destas existem as pubs que se encontram principalmente em bairros como : Palermo, San Telmo e Recoleta. Buenos Aires mais parece o centro de entretenimento da América do Sul! São tantas opções de lazer, cultura e diversão que não consegui mensurar o que significa aquilo. Tive oportunidade de ir em algumas boates, cafés, museus, parques e restaurantes, e mesmo assim posso afirmar com segurança que não conheci nada.

O entretenimento não é o único chamativo da cidade, outro aspecto forte é a sua própria história. Estar lá e não conhecer a Praça de Maio é o mesmo que estar em Paris e não ver a Torre Eiffel. A Plaza de mayo, como se chama em espanhol, é uma praça como qualquer outra, mas ela se difere das demais pois atrás dela está situado a Casa Rosada, que é famosa internacionalmente pela suas grandes manifestações política e artística, e sede do atual governo de Cristina Kirchner.
Sobre a política Argentina abre-se um parêntese, pois diferente de nós brasileiros, eles são politizados. Conversando com algumas pessoas pude perceber que o governo atual não os agrada, por vários motivos, mas principalmente por eles julgar de caráter populista e antidemocrático. A Argentina por ser um país famoso pelas grandes manifestações políticas, é aceitável a idéia de que uma mulher na presidência poderia fazer a diferença, mas eles não acreditam que essas diferenças vieram, porém acrescentam dizendo que as gambiarras políticas que a Kirchner faz dão certo, mas são efêmeras.
Outra questão que levantei, foi sobre a economia, pois é evidente que o país estar sofrendo com a crise internacional. Apesar de fazer parte do Mercosul, houve uma abertura pro capital internacional, pra sanar a crise anterior, por exemplo, lá não existe uma moeda única em circulação, você pode comprar tanto em dólar como por peso argentino. Com isso o peso perdeu valor, e como na crise o dólar estar caro, isso quer dizer que o país está literalmente quebrado. É possível visualizar essa "falência" no comércio, pois os preços estão elevados. Por mais que possuem um salário mínimo de 1.200 pesos, o custo de vida é altíssimo, isso que dizer que é a mesma coisa que nada! No discurso dessas pessoas que conversei, elas diziam do nossos “privilégios”, principalmente por ter uma economia estabilizada e uma moeda única. Com esse discurso temos que levar em conta o fato deles serem tão nacionalistas, não somente no futebol, como nós brasileiros, principalmente na política do país. O número de bandeiras da Argentina nos carros, casas, camisas, é algo que você só vê por aqui na copa do mundo e olhe lá!

A rivalidade entre Brasil e Argentina não existe, e se existe é na cabeça daqueles que agem de má fé. Los hermanos como sempre é designado, nos tratam bem sim, gosta da nossa gente, da nossa língua e da nossa música. Talvez por ser composta por muita gente, segundo o censo argentino de 2001, a cidade tem uma população de 2 776 138 pessoas. Mesmo assim, um informe posterior publicado pelo INDEC destinado a sanar os erros cometidos no censo estabelecia que a população da cidade se mantinha dentro dos 2,9 milhões de habitantes. É possível ver cenas de violência, roubo, consumo de drogas, a céu aberto. Existem também favelas, e uma grande marginalização como em qualquer outro grande centro.

Há uma escassez de água. Não é que lá não tem água, tem, mas só que não há água abundante como acontece aqui no Brasil. Por exemplo, além de não ter água em locais públicos, uma garrafinha de água equivale a 5 pesos, o que custaria pra gente nada mais, nada que 5 reais.Sem contar que a água é salgada, e segundo o rótulo que li no fundo da garrafa é por conta de sais minerais importantes para manutenção da saúde que são extraídos nos desgelo das cordilheiras dos Andes.

Resumindo, estar em Buenos Aires foi uma das experiências mais tocantes da minha vida, pois foi a primeira vez que sair do meu país e estive em contato direto com uma outra cultura. Parece estranho, mas por ouvir tanto as pessoas falarem, o idioma é absorvido de tal maneira, que é possível até pensar em espanhol. Mesmo a Argentina se localizando na América do Sul e fazendo fronteira com o Brasil, ainda as diferenças são gritante devido à colonização. Acredite, vale a pena conhecer, pois a grandiosidade, ostentação é o que nos fascina e leva-nos a refletir como és bela a tal famosa Grã latina européia.

A mi me gusta mucho!!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Bienvenido a Argentina!


Era manhã, oito de Dezembro de 2008, o sol já queimava o asfalto da fronteira entre Brasil e Argentina. Sempre tive vontade de sair do país, principalmente por conceber conhecer outras culturas, é uma necessidade minha como pessoa e estudante de comunicação também, analisar o comportamento dos indivíduos que não tem a mesma cultura que a minha. Esse choque cultural possibilita principalmente um crescimento como ser humano, quebrando paradigmas e conceitos pré-estabelecidos. Estar em solo argentino significou uma atribuição de culturas, que pra mim foi uma sensação de medo e liberdade com doses de descobertas que vocês vão descobrir lendo aqui.
A primeira parada foi a uma cidadezinha que ficava próxima a fronteira. Já era possível visualizar as placas de trânsito e outdoors em espanhol, e como era meio dia, paramos para almoçar em um parrilha (churrascaria). Logo na entrada todos foram surpreendidos por um garçom que dizia em bom tom, 30 pesos e pode comer a vontade, em espanhol é claro!
30 pesos? O que seria isso em reais? Alguém grita do outro lado, 21 reais, e pode comer e beber a vontade! Como a fome gritava mais alta, nem pensei na taxa de câmbio, afinal estava em outro país mesmo e só tinha reais. Perguntei se podia pagar em reais, outra pessoa diz que sim, peguei o prato e fui direto na comida...
Tinha bastante folha (salada), pasteizinhos (típico de lá), arroz (mal cozido), carne(???) e só!

Formou-se uma fila no meio da churrascaria para pegar a carne, quando chegou a minha vez, o churrasqueiro fala:
- Cual queres señho?
- Filé!
- No tiene!
- Está! – apontando pra carne –
- Si! Gracías!

Assim que a tecla SAP do meu cérebro ativou, e por osmose entendi que já não estava no Brasil! Então, o churrasqueiro cortou a tal carne que só Deus sabe de qual procedência, e em seguida sentei a mesa.

O diálogo “espanhol” continuou quando pedir a bebida:
- Refrigerante, por favor?
- O que?
- Coca-cola!
- No tiene, pero tengo fanta!
- Si, fanta!

Confesso que falei coca-cola, porque seria mais fácil dele – garçom – entender, afinal a coca-cola todo mundo conhece! Apesar de não ser muito fã de fanta, pedir uma seven-up ali é ser gringo demais. Então vários argentinos e outros gringos – afinal eu também era gringo - conversavam. Uma segunda fila se formou na parrilha, foi aí que a mulher do caixa diz que a comida ficaria 24 reais e não 21 como alguém presumiu logo na entrada. Questionei o preço várias vezes, que taxa de câmbio foi essa? Mas como só podia sair do estabelecimento se pagasse à conta, então desembolsei a quantia e sair dali com uma convicção de que havia uma crise internacional sim!

Seguimos viagem agora em terras Argentinas caras $

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

PASSOS


imagem:google
A cada passo...

Sentado, estático, as memórias vem átona em frações de segundos, como um raio que cai em uma noite vadia.
Sinais piscam provisoriamente, e a sensação é que o vermelho pede pra ficar mais um pouco.
Olhares se entrelaçam em uma constante de segundo, como se quisesse passar o verão todo ali abraçados...
Os passos agora são lentos,e o coração palpita acenando logo em frente...
aquilo que chamaria de saudade!

Boa viagem!