quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Dicotomia [in] própria



Há minutos que o coração deu uma pontada. Saiu pela boca e o fez falar lentamente...
A batida de um abraço apertado, de um amor resguardado, por um coração dilacerado, Iludido e decepcionado. Aqui parado! Esperando quem não veio, não existe e não foi evitado. Inventado!
Importando apenas com o particular, apoiado em lágrimas de singularidades e só!
Há tempo que não sentia um acréscimo de saudade. Aprendi a andar sozinho pelas vias e não via, só sentia, só sentia! E me dizia coisas que não sei falar, momentos que não vivi.
Preenchido por lembranças boas e ruins.

Vinicius Paulino

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

CADA POVO TEM O GOVERNO QUE MERECE

Na semana em que o TSE sentenciou definitivamente a cassação do diploma do governador Marcelo Miranda, juntamente com o seu vice Paulo Sidnei, o Tocantins aderiu a uma “nova política”?

Conheça bem os personagens:

No lugar de Marcelo Miranda foi nomeado como governador interino, o atual presidente da Assembléia Legislativa, Carlos Henrique Gaguim. Assim como os outros políticos, Gaguim ingressou na vida pública em 1986, ainda em Goiás. Não conseguindo alcançar os votos necessários para a vaga no parlamento estadual de lá, mudou-se pra cá em 1988, onde reside até hoje. (mais detalhes aqui) O mesmo ainda é Filiado pelo (PMDB) também partido de Marcelo Miranda.

A cassação de Miranda foi pedido pelo então ex governador José Wilson Siqueira Campos, o qual foi governador por três vezes e foi um grande defensor da criação do Estado em 1988. Ele alega ilegalidade nas eleições passada, onde ele e Marcelo concorriam ao governo. Segundo as acusações, houve “boca de urna”. Marcelo Miranda utilizou-se do programa assistencialista, "O Governo Mais Perto De Você", com intuito de“comprar”votos e por isso ele ganhara as eleições em 2006. Os documentos apresentados por Siqueira no TSE denunciaram o abuso de poder público e uma lavagem de dinheiro em quantias exorbitantes.

obs: O (Governo Mais Perto De Você) é um programa assistencialista voltado para as classes de baixa renda e tem como objetivo a mesma política de programas como bolsa família do governo Federal. Porém o (GMPDV) tem outras peculiaridades como distribuição de óculos, carteira de motorista, e outras regalias.

Sendo Assim, é Perceptível uma política partidária, são os pmdbistas vs a União do Tocantins, luta de titãs, infere-se poder. Há ainda resquício das oligarquias, grandes famílias com o poder político e econômico. Porém Carlos Henrique Gaguim parece que veio romper esse laço dos Mirandas e Siqueiras. Fica uma pergunta, quem é Gaguim, e como ele veio parar aqui? A resposta pode ser o processo de cassação, ou pode ser também pela sorte, estar no lugar certo e na hora certa, porque não? Não sabemos ainda como será o plano de governo adotado por ele, pois assumiu há poucos dias. Porém, a nossa preocupação é se vai ser a continuação do outro, ou vai realmente “Acelerar o Tocantins”. Mas não devemos temer tocantinenses, afinal é interino, até que se estabeleça o novo governador pelas eleições indiretas. Enquanto isso vamos viver pra ver, até porque é visível um grande apreço por ele, porque é bom? Não sei, e nem você, afinal é cedo pra responder ainda.

Segue os próximos capítulos...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

MST: Uma luta de todos


Ainda pelo Ceará, tive a oportunidade de participar de um “núcleo de vivência” com o MST (Movimento Sem Terra). Com certeza, uma das experiências mais emocionantes que já tive na vida. Algo totalmente intransferível, e que só vivenciando e sentindo na pele pra conseguir mensurar o que vou falar. Mas é importante frisar que minhas palavras jamais vão conseguir transmitir de fato a essência dessa causa, por isso aproveito o espaço e faço um convite a você pra conhecer de perto essa realidade que também é nossa.

Como havia dito antes, a visita ao MST do Ceará se deu através do núcleo de vivência organizado pelo Enecom. A proposta da NV’s, era conhecer um pouco da história do assentamento e como os assentados vivem, refletindo sempre nas políticas sociais defendida copiosamente por eles.

A nossa “aventura” começou quando chegamos ao município de Caucaia, a 16,5 km da capital do Ceará, Fortaleza. Como o caminho até o assentamento mais próximo era longo e de difícil acesso, tivemos que andar 2 km por uma estrada coberto de pedras e buracos. A cada passo um novo começo, foi pensando assim, que no momento que seguíamos por uma trilha em meio a caatinga e o sol quente, uma nova reflexão nos era apresentado, dessa vez por um dos moradores do assentamento. Chegando lá, descobri que a nossa caminhada não foi em vão, pois aquele trajeto que percorremos, foi o mesmo feito por 11 famílias desabrigadas em uma madrugada à luz da lua. A invasão se deu pela desapropriação de terra, por uma fazenda inutilizada de um antigo prefeito do município de Caucaia-CE. Durante os dois quilômetros conhecemos uma vida de luta e superação. Mas o bonito nem era os relatos em si, mas sim a maneira que eles nos contou a história daquele assentamento, sempre com a emoção gritando mais alto.

Seguimos caminhada ao ritmo de uma melodia puxada por um dos moradores, que dizia mais ou menos assim: Vem, lutemos punho erguido /Nossa Força nos leva a edificar/ Nossa Pátria livre e forte /Construída pelo poder popular. Chegamos ao assentamento, logo na entrada é visível a placa do governo do Ceará anunciando a propriedade de terra. Em conversa informal, descobri que eles não gostam daquela placa, mas o governo só ajuda se aquela placa estiver lá. Como assim ajuda? O governo construiu uma fábrica de confecções, onde eles trabalham para o seu próprio sustento, como costura, bordado, sempre com objetivo-mor de manter a sua auto-suficiência.

A terra é grande e produtiva, possuem casa de tijolos, diferente de outras realidades que conhecemos na TV. Na verdade é similar a uma fazenda, possui pasto pra gados, tem energia elétrica,e a água ainda está chegando lá, o governo está furando um poço. Nesse assentamento mora 11 famílias, todas elas registradas, pois para conseguir um espaço ali, não é apenas ser despejado e coitadinho, tem que passar por várias fases que eles chamam de “amadurecimento”. Como por exemplo, conhecer os ideais de luta do movimento, e vivenciar situações como passar no mínimo um ano em assentamentos em BR federais, morar em casa de Lonas, entre outras coisas. Lembrando ainda que esse assentamento do Ceará, é subdesenvolvido, eles estão emergindo para produzir aquilo que vão consumir, mas uma coisa pelo menos eles conseguiram, a tão sonhada terra.

Uma crítica que eles fazem, está relacionado a imagem que movimento é atribuída pelos meios de comunicação,sempre como invasores, bandidos e opressores. Porém quando se está próximo a eles, percebemos que essa imagem foi nos colocadas, e não condiz muito com a realidade dos fatos. Eles próprios criticam a mídia e a sociedade por plantar essa idéia que julgam ser de favores aos anseios da burguesia. O interessante aqui é perceber que a política adotada por eles são humanas, e a maioria é voltada exclusivamente para a distribuição de terras e igualdade social.

Mesmo assim, percebo que lá eles realmente vivem em comunidade, pois não há lutas de classes. Só pra vocês terem idéia do que estou falando, a polícia não tem acesso ao assentamento, até porque é distante. A justiça também não. Ou seja, todos os problemas pessoais ou não são discutidos pelo conselho naquela fábrica de confecções que comentei logo acima. E esse conselho é responsável por decidir o que fazer e quais procedimentos a tomar para a solução dos problemas. Durante a nossa visita, nos deparamos com uma cena intrigante. Um dos moradores do assentamento agrediu verbalmente um senhor de Caucaia. O mesmo com um carro fora até o assentamento “tomar satisfação”. Creio eu, que ele estava armado ou coisa do tipo, pois além de estar sozinho, ninguém se deslocaria pra tão longe para “conversar” apenas. O cara quando percebeu a nossa presença ficou intimidado e saiu em alta velocidade pelo caminho de pedras. E agora o que fazer? Perguntei para um morador, ele simplesmente me respondeu, a polícia não entra aqui, e se ele fizer alguma coisa com a gente, nós vamos fazer com 10 de lá. Percebeu a união? Mas foi com essa resposta que medi a belicosidade de se viver ali. Mas a culpa é de quem? Nossa! Sim, pois eles já nasceram marginalizados, porque são pobres e não possuem terra, ou seja, são excluídos do sistema! Vem me dizer que você conhece o MST como coitadinhos? Aposto que não, nem eu os conheço assim. Mas é interessante observar que a ideologia deles faz sentido a partir da óptica de se eles foram excluídos da sociedade, é justo eles seguirem a ela? Também acho que não, deve ser por isso que eles fazem as próprias leis e vivem como pode. Lembrando a você que ela sempre será baseada naquilo que eles levantam e acreditam, basicamente idéias socialistas e comunistas! Por isso desses sistemas estarem sempre atrelada ao movimento.

Sair de lá com a convicção de que o problema também é nosso, e que a sociedade além de julgar e excluir o MST deveria parar pra conhecer e refletir nos ideais de comunidade que eles praticam, como por exemplo, de respeito ao próximo e igualdade social. Talvez assim, me pouparia de presenciar tantas disparidades sociais. Mas aquilo pra mim seria passageiro e como foi, mesmo porque mais tarde eu voltaria pra casa e me lembraria deles no noticiário da TV, sempre atrelado as invasões, ou escrevendo aqui no blog. Mas agora é diferente, eu conheci os outros lado.

Hino do Movimento Sem Terra
Letra: Ademar Bogo
Musíca: Willy C. de Oliveira

Vem teçamos a nossa liberdade
braços fortes que rasgam o chão
sob a sombra de nossa valentia
desfraldemos a nossa rebeldia
e plantemos nesta terra como irmãos!

Vem, lutemos punho erguido
Nossa Força nos leva a edificar
Nossa Pátria livre e forte
Construída pelo poder popular


Braços Erguidos ditemos nossa história
sufocando com força os opressores
hasteemos a bandeira colorida
despertemos esta pátria adormecida
o amanhã pertence a nós trabalhadores !


Nossa Força regastada pela chama
da esperança no triunfo que virá
forjaremos desta luta com certeza
pátria livre operária camponesa
nossa estrela enfim triunfará!

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Descobrindo a terra de Irapuã de Iracema e Tupã


Era manhã ensolarada quando chegamos a Fortaleza. Ao adentrar na cidade tivemos uma surpresa, aquele cartão postal que vimos antes de viajar no Google imagem, não surgia em nenhum momento. Cadê? Apenas nos deparamos com um cenário urbano subdesenvolvido em meio ao caos.

Calma lá minha gente, as praias e o mar existem sim, mas sabe como é né? É difícil compreender que nem tudo é de fato como é nos mostrado. O que eu quero romper aqui é a idéia limitada que temos de Fortaleza, por estar sempre vinculada ao cenário litorâneo proposto nos cartões postais. Além das belíssimas praias que existem, fato, habitam outras belezas pouco exploradas pela mídia que compõe o cenário urbano também. Por exemplo, a arquitetura do lugar, sendo ela quase toda herdada na colonização está perceptiva nos casarões espalhados pela cidade, no theatro José de Alencar, nas igrejas, e nas ruas e etc. Tudo isso vem resgatar um pouco da história daquele lugar que juntamente com Parnaíba fez parte da capitania hereditária do Ceará.

Se fôssemos definir “Fortal” não poderíamos deixar de citar elementos como a música, a arte, a literatura, a cachaça, o comércio, a culinária, o vocabulário, enfim todos esses costumes que forma a identidade do povo cearense. No entanto não quero e nem tenho pretensão alguma de romantizar esse texto dizendo apenas palavras bonitas e pontos positivos de lá e esquecer-se das disparidades sociais que é evidente em todo grande centro nesse país, e infelizmente provoca outros sérios problemas, como a violência, a marginalização, o tráfico de drogas e a prostituição. Em Fortaleza isso é gritante, devido ao grande número de turistas estrangeiros ou não que visitam todo o ano a capital do Ceará. Os assaltos, assassinatos, homofobia, pré-conceito racial, prostituição de menores entre outras coisas que ajuda a pincelar o cenário horrendo de uma cidade que não tem nada de Fortaleza, pois é frágil e hostil. Porém é atrativa e bela, sua gente, sua cultura, seu estilo de vida, o clima agrádavel. Foi descobrindo o nordeste pela primeira vez que me lembrei de Luiz Gonzaga, e mais precisamente de uma canção, essa que fala um pouco dessa experiência fantástica de [re]descobrir algo que já está enraizado.

A Vida do Viajante

Luíz Gonzaga

Composição: Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil

Minha vida é andar

Por esse país

Pra ver se um dia

Descanso feliz

Guardando as recordações

Das terras por onde passei

Andando pelos sertões

E dos amigos que lá deixei.

Chuva e sol

Poeira e carvão

Longe de casa

Sigo o roteiro

Mais uma estação

E a saudade no coração

Minha vida é andar...

Mar e terra

Inverno e verão

Mostra o sorriso

Mostra a alegria

Mas eu mesmo não

E a alegria no coração

Minha vida é andar...

terça-feira, 21 de julho de 2009

ENECOM 2009


O que é correto? Correto é mostrar aos outros como somos de verdade ou fingir que nossa realidade é outra? Correto é falar com nossas palavras ou decorar outras pronunciadas, repetindo tudo que já estamos cansados de ver e escutar? O certo e o errado são apenas convenções, tudo é fruto de interpretações? Está na hora de que todos parem com tanto egoísmo para tentar ver várias situações com os olhos de quem sofre. É fácil gritar quando se tem fome, o difícil é dividir quando se tem o que comer... Mas é errado não querer repartir? Temos que ter pena de quem está em uma situação desfavorável? A melhor forma a de se chegar às respostas é fazendo perguntas sinceras e poder ver a sociedade e as pessoas, como elas realmente são. Precisamos olhar nos olhos dos outros com a certeza de que as palavras ditas realmente correspondem ao que elas acreditam para se construir uma sociedade diferente da que exclui e julga a todos, que satisfaz uns e outros não, que, ao mesmo tempo, afaga e inquieta.

Para tanto, é preciso deixar as máscaras caírem e mostrarmos o que realmente pensamos para reconstruir os nossos conceitos e nossa sociedade. É hora de confrontar pensamentos, debater, e assim, pensarmos numa vida onde possamos assumir uma postura mais justa e os benefícios sejam para todos os elementos que a compõe, independente de sua origem ou crença.

Com o ENECOM 2009, temos a oportunidade de derrubarmos as nossas máscaras e nos confrontarmos com os nossos próprios conceitos, assumindo a responsabilidade de construção da sociedade com um olhar mais apurado, mais consciente, que pense em novas alternativas de ação social. Desenvolvendo a nossa inquietação, nossas insatisfações com os clichês, ismos e nias atuais, devemos, como comunicólogos/comunicadores, questionar se seremos mais um elemento a endossar os sistemas ou se utilizaremos nossa força para inovar e transformar a realidade, [des]construindo a sociedade e fazendo da nossa indignaçãa a nossa comunicação!

Autor: desconhecido

Texto retirado do site: http://www.enecom2009.ufc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1&Itemid=5

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Até onde ser diferente é ser cool?


Todo conteúdo exposto aqui é opinativo.

Venho aqui falar de um assunto cada vez mais presente entre os indivíduos, os estereótipos. Conhecido também como rótulo, os estereótipos partem da idéia co-relacionada à personalidade de alguém. Essa prática advém do convívio social e dos conceitos pré-estabelecidos pela sociedade, daquilo que é normal, convencional ou não. Não quero e nem vou fazer juízo de valor – essa não é a intenção – A final, o que busco aqui, é uma discussão em cima de um tema que para alguns soa como superficial, mas não é.
A questão da rotulagem parte de um conceito pessoal – bagagem cultural – e vai depender principalmente da óptica de quem recebe a informação. Sendo assim até a idéia do ser ”diferente” é uma imagem estereotipada pela sociedade através da mídia. Como assim? É simples. Para compreender é necessário outra pergunta, o que é normal? Percebeu agora, que a imagem que temos do “normal” é um rótulo daquilo que deve ser convencional. Talvez por isso, quando alguém se considera diferente, ela está se rotulando de acordo com os conceitos do que é normal.
Ultimamente ando vendo esses vídeos “sensação” no you tube, e entre os milhares disponíveis no site, existem aqueles que me chamam atenção, não pela desenvoltura do personagem diante a câmera, mas principalmente pela mensagem que é passada. Um grande exemplo que encontrei aqui na internet foram esses vídeos protagonizados por “figuras” que se consideram “diferentes” por travestirem estilos rotulados por determinadas tribos urbanas, o que reflete no corte de cabelo, acessórios e afins. E na tentativa de promover o próprio ego, os mesmos abusam dessas imagens de descolados. Até onde esse discurso se torna prolixo? Quando eles acreditam que ser diferente é ser cool, e muitas vezes, ser diferente é ser normal. Sim, através disso compreendo também que aqueles que colocam a personalidade baseada na sexualidade acabam sofrendo, porque ou tenta esconder ou expõe de maneira apelativa, infere-se bizarro. Porque muitas vezes não parte do seu “eu”,mas parte da vontade de chocar ou da vontade de se esconder, é o que acontece hoje em dia. Pra contextualizar isso, vou citar a cantora pop Lady Gaga, que todos os dias aparece na mídia abusando de um visual nada convencional,apenas pra rotular sua figura de "moderninha do bairro". E até onde aquele visual de Gaga é real? Novamente entramos na questão X ou mercadológica dos estereótipos, pois os meios de comunicação são os grandes responsáveis por legitimar esse padrão. Por isso a resposta para a pergunta desse post é mais uma reflexão a ser feita do que um conceito pré-estabelecido. Lembrando ainda que todas essas indagações parte de um principio, o seu.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Tocantins na arte do CTRL C ( E ) CTRL V?

imagem: google
O Tocantins mais uma vez virou notícia na internet, e o motivo agora não é cassação do Governador - RCED - e sim o possível plágio feito pela jornalista Cecília Santos que assina o caderno de cultura do Jornal O ESTADO. A mesma que é jornalista formada possui um "espaço" no jornal intitulado Blog da CIÇA, o qual ela escreve sobre música, moda, comportamento e afins. O comunique-se e outros blogs publicaram notas que falam sobre o caso. (Vejam no link a íntegra).
A jornalista foi acusada de plagiar textos, e assinar como se fossem dela. Em entrevista sobre o ocorrido, editor chefe, Antônio Téo, alega erro de diagramação e a inexperiência da jornalista. Não quero defender a jornalista, mas também não posso deixá-la levar a culpa sozinha, pois no jornalismo o trabalho é em equipe. Tá certo que Cecília assinou a matéria, porém segundo os manuais de jornalismo, o editor chefe é responsável por revisar toda matéria, fazer as correções necessárias, e se a mesma foi publicada, infere-se que houve aprovação dele. Portanto, não me venha com esse discurso que a falta de experiência da repórter fez com que isso acontecesse.
Lembrando que plágio nesse caso pode ser considerado "fracasso", já que a capacidade de copiar um texto alheio sem autorização e sem citar a fonte, apenas visa a incompetência como profissional. Aqui cabe um respaldo: além de ser ilegal, mesmo que autorizado, o plágio revela uma ofensa intelectual a quem fez. E mesmo que não levado a um tribunal, é condenável.
Na oportunidade a jornalista deveria ter recorrido a lei nº 9.610, de 19.02.98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais, publicada no D.O.U. de 20.02.98, Seção I, pág. 3 por decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso. Porém isso não ocorreu, e evidentemente este caso não se aplica a um "plágio autorizado", ou seja, essa hipótese é descartada. É importante citar aqui que mesmo assim não são “desculpas” pra copiar textos alheios.
Em conversa com as pessoas que conhecem a Cecília, as mesmas mostraram surpresa com tal atitude, pois ela sempre mostrou-se descolada, antenada em assuntos relacionados "cult". Acrescentam ainda que o ocorrido pode "manchar" a carreira dela no jornalismo.
No entanto esse ocorrido só veio reforçar o discurso de que fazer jornalismo, não é necessariamente cozinhar textos prontos. É mais que isso, fazer jornalismo é ousar em uma nova abordagem, porque esse é o grande diferencial na matéria.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O sindicato amigo

Com informações do Enecom Tocantins

Foi durante ao 4º pré-encontro para o Enecom 2009 (Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social), 28 de junho, que tivemos a certeza de que nunca fui equivocado ao apontar os deslizes cometidos pelo Sindicato de Jornalistas do Tocantins. O tema escolhido a ser discutido nesse pré 4º encontro seria “Diploma de Jornalismo: Novas perspectivas e o papel do Sindicato”. A discussão anteriormente proposta não aconteceu, pois o sindicato dos jornalistas do Tocantins, com quem tínhamos firmado compromisso para o encontro, não compareceu, confirmando assim o que tem sido o seu eixo de atuação perante a classe: ausência. Mesmo que já tínhamos debatido o tema no encontro anterior, sentirmos a necessidade de um posicionamento do Sindjor-to (O que não ocorreu).

O que vejo, é um sindicato de jornalista querendo fazer relações públicas, porém nós ainda acreditamos que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz. Talvez se o Sindjor-To estivesse avisado que não iria participar do pré-encontro, tudo bem, nós entederia, até acharia normal a atitude. Mas não comparecer e nem mandar nenhuma outro representante, foi a prova de que nunca estive errado, pelo contrário.

Obs:O Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social 2009, que ocorrerá em Fortaleza, será de 24 a 31 de julho!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

King of Pop


Ontem eu vi a história sendo passada aos meus olhos. Primeiro recebi uma notícia que não esperava: Michael Jackson dies. Não acreditei, suou como o famoso, “Elvis não morreu”. Como assim, Michael Jackson está morto? Essa era a pergunta que não queria calar. Meus colegas de aula ficaram surpresos com minha reação, confesso que fiquei perplexo, apático, parecia que alguém da minha família tinha morrido. Depois fui compreender que se tratava de Michael Jackson, o rei do pop. Mas quem foi Michael Jackson? O que ele fez?

Michael foi uma figura que marcou o cenário pop mundial. Toda essa geração que hoje lamenta o seu falecimento acompanhou de perto os primeiros passos dele (Jackson Five). Com um estilo próprio, uma coreografia ousada e ao mesmo tempo sexy, mostrou ao mundo uma personalidade única e uma identidade que é legitimada há décadas. Jackson foi pioneiro na criação de vídeo-clipe. Já vimos ele virar lobisomem de mentira em "Thriller", lançar moda em “Beat it”, ser mal em “Bad”, jogar basquete com Jordan em “Jam”, atravessar a favela Santa Maria no Rio de Janeiro em "They don't care about us" e no pelourinho em salvador junto com Olodum.

Não quero deixar de falar sobre os escândalos que envolvia Michael, principalmente de pedofilia. Mas eu também não quero vê-lo assim na oportunidade, pois o seu talento e sucessos resplandecem. Não quero levantar a bandeira do politicamente correto, aquela de quando alguém morre vira santo, não é isso. Mas quero o discurso de que Michael Jackson de rei passou a mito. É incontestável a sua figura, e suas músicas para todos nós amantes da música.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A verdadeira revolução!


O que eu realmente enxergo em meio ao caos, é uma classe desunida que luta por direitos individuais. Se a profissão de jornalista está à beira do precipício, é graças a todos nós que estamos atrás dos fatos. Talvez por isso que o meu “grito desesperado” diante o sindicato dos jornalistas do estado do Tocantins me faz compreender que o grande culpado sempre será a nossa consciência. É nesse aspecto que eu, como estudante de jornalismo acabei pecando. Quero acreditar piamente que todos ali presentes buscavam as mesmas respostas que as minhas, porém alguns maquiaram os seus discursos porque não queriam levar para o "pessoal". Depois que ocorreu a mesa redonda, fui questionado por minha atitude, que eu defino como de cunho pessoal, emocional, movido pela paixão de estudar comunicação. Porém, pensando em todo contexto, quando coloquei a culpa no sindicato, eu não quis culpá-lo como instituição e sim como membros de jornalistas. Acho que não fui compreendido. Mas em nenhum momento, eu quis esculhambar ou degrinir alguém, apenas fiz colocações que no ápce da minha revolta tornou-se arrogantes. Sendo assim, acredito que grandes revoluções devem acontecer dentro de nós. Mas porque então, quando o euforismo tomou conta de mim, e o enaltecer de minha voz atropelou toda minha conduta, o meu discurso tornou-se prolixo? Não, amigos, eu não vejo dessa forma monstruosa, confesso pra vocês que deveria me envolver menos, mas eu não consigo! (fato) Poxa! É o meu diploma, infere-se aqui minha carreira. E não é só o meu diploma que caiu, cai também minha auto-estima, cai o meu sonho, minha paixão. Pra mim, Vinicius, tanto fez ou tanto faz ser diplomado ou não, mas esqueceram de dizer que essa mesma sociedade que proíbe, exige. E isso não significa também que vou deixar de fazer Jornalismo, mas essa decisão me leva a novos questionamentos, como por exemplo, a qualidade e a veracidade da informação e o futuro da profissão.

Ainda sobre o diploma, o que piora ainda a situação, é que os grandes meios nada fizeram, apenas noticiaram o fato. Naquela quarta-feira senti a falta do Arnaldo Jabour. Os jornalistas nada falaram, apenas silenciaram diante o golpe. Talvez porque os patrões deles concordam e apoiaram a decisão do Supremo ou porque a classe é realmente desunida. Esse é o jornalismo brasileiro que a partir de agora está sendo praticado por qualquer pessoa que acha que sabe os critérios de noticiabilidade e ainda tem noção das novas regras de gramática. Enquanto isso, fico fazendo revoluções e imaginando quantos políticos brasileiros vão se transformar em verdadeiros chefões da comunicação pra manobrar a massa, conseguir votos e permanecer no poder.Ee aqueles que trabalham de “FREELANCE” vão ter que se prostituir intelectualmente por merrecas.

É por essas e mais outras que grito, desespero, esperneio e deixo a emoção falar mais alto, porque eu não quero acreditar nesses fatos. Só pra constar, não pretendo e nem gostaria de mudar o mundo e muito menos as pessoas, mas quero vê-las evoluir.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O que vem depois da queda?

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi quase unânime, oito contra 1. O que chamou atenção nesse ato infrutífero foram os argumentos proferidos pelo relator do projeto, o ministro Gilmar Mendes, que comparou o curso de jornalismo a um de culinária, dizendo que o profissional poderia cozinhar sem ser especificamente um chefe gastronômico. Deixo aqui registradas as palavras dele: “A formação em jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão”, afirmou. Então quer dizer ministro que o jornalismo é uma técnica inerente ao ser humano, e qualquer pessoa pode desenvolver, basta saber escrever e ser curioso? Só esqueceu-se de dizer que o cozinheiro precisa conhecer os ingredientes para a comida ser boa, e torna-se chefe de cozinha.Você pode até querer nos convencer que essa medida não vai acabar com os cursos de jornalismo e nem com o método e disciplinas ensinadas na faculdade. Mas eu lhe pergunto o que adianta estudar quatro anos e o currículo não servir como requisito? Vocês falaram que a obrigatoriedade do diploma seria inconstitucional, pois fere a liberdade de expressão! Essa que vocês querem podar, porque temem pelo poder da imprensa. Essa decisão veio mostrar-nos o quanto somos passados pra trás nesse país. A decisão foi tomada, a imprensa brasileira mal se pronunciou sobre o golpe, e o presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, até onde sabemos vai ser colunista do jornal Zero Hora quando deixar de ser presidente. A desvalorização de uma profissão tão importante pra formação da sociedade, deixou de ser objeto de desejo e passou a tramitar pelo descaso. Depois disso é normal assistir no programa da Lucina Gimenez os Ex-bbb falando: Sou modelo, empresário, ex-bbb e Jornalista.

Vinicius Paulino, Jornalista.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ministério público do Tocantins veta a comunicação


Começo esse post mostrando minha indignação, em relação ao processo seletivo público para formação do quadro de reserva aos estagiários de nível superior, da área de comunicação Social/Jornalismo da procuradoria da república do Tocantins. O mesmo, em um EDITAL publicado, oferta a vaga de estágio apenas aos estudantes de Jornalismo matriculados na Universidade Federal do Tocantins. Isso mesmo que você acabou de ler, o ministério público federal está oferecendo uma vaga de estágio de 4 horas por dia no valor de 700 reais, e somente podem participar da seleção os alunos que estão cursando até o 5º período na UFT. O que há de errado? Como o MPF abre uma vaga de estágio na área de comunicação e privilegia uma determinada instituição de ensino, sendo que no Tocantins existem outras universidades que também são reconhecidas pelo MEC ? (Ministério da Educação e Cultura).Parece piada, mas quando essa pergunta foi feita ao diretor responsável pelo processo seletivo pra tal vaga de estágio, ele se mostrou surpreso – como estou – e preocupado Veja a resposta:

Olá, senhor Vinícius.

Busco esclarecer o seu pertinente e embasado questionamento a respeito
da seleção para estagiários.

O Ministério Público Federal tem convênio firmado com duas instituições
de ensino superior para provimento de suas vagas de estágio, que são a
UFT e a Ulbra, as mais antigas. São alunos destas duas instituições que
participam dos processos seletivos e ocupam as vagas para estágio.

Inicialmente, quando ainda cogitávamos a seleção simplificada do
processo, o que pressupunha a indicação por parte das universidades dos
alunos que melhor se adequassem às vagas, tentamos oficialmente contato
com a coordenação do curso de Comunicação Social da Ulbra para que seus
alunos participassem da seleção. Mas fomos ignorados em nossa
manifestação, e o ofício enviado à instituição não obteve
resposta.

Após isso, e verificando a impossibilidade da outra instituição, a UFT,
de participar do processo seletivo simplificado, que também sugeria a
aplicação de uma prova aberta a todos os interessados, novamente
buscamos contato com a coordenação do curso da Ulbra, desta vez por
telefone. Eu fiz estas tentativas de contato, que por algum motivo que
desconheço, foram infrutíferas. As ligações simplesmente não eram
atendidas no número obtido, junto à própria Ulbra, como sendo o da
coordenação.

Diante desta situação, optamos por realizar a seleção apenas com os
alunos da universidade que mostrou interesse para tal, tanto em auxiliar
na definição do processo seletivo como em sua divulgação no âmbito
acadêmico.

A pergunta que não quer calar, porque o Ministério Público Federal, precisa que a coordenação do curso de comunicação autoriza os alunos a participar de um processo seletivo que é de interesse coletivo? Quem por obséquio na formação acadêmica não quer estagiar por 4 horas e ganhar 700 reais no MPF? E Porque o SEBRAE (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), na mesma oportunidade, não precisou mandar oficio algum? Não quero aqui parecer “agitador”, ou algo do gênero. Porém como universitário de jornalismo e conhecendo um pouco os meus direitos que preza na constituição, lei suprema do estado, onde no Art 5, são vigoradas os deveres e individuais e coletivos:

Art. 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;

Pela dificuldade em conseguir estágios na área de Comunicação Social /Jornalismo, acho justo me manifestar contra tal decisão, pois quando o MPF, órgão que defende os direitos sociais e individuais indisponíveis dos cidadãos publica em um edital e exprime na 2º linha dele uma limitação de vaga pra estágio, oferecendo esta apenas aos alunos de uma determinada universidade, a sensação que tenho é de censura. E esse não é o sentimento que nós estudantes de jornalismo cultivamos.



Agora em quem acreditar? Na instituição de ensino que abraça o meu sonho, ou naquela que defende os meus direitos? - quais direitos?- Lembrando caro leitor, não faço o 5º período, portanto não atendo ao perfil solicitado no EDITAL, mas venho em nome de todos os estudantes de Comunicação Social/Jornalismo que não foram privilegiado nessa decisão incostitucional.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Instrospectiva Boêmia


Os reflexos aumentavam a cada olhar...

Ao fundo, apenas minha imagem afogada no meu copo de wisky com gelo.

- Quer saber? Viva a boêmia! Grita copiosamente meu inconsciente bêbado.

Era madrugada fria, os ventos sopravam lentamente e uma cortina de fumaça logo se formava em frente. Conversas paralelas, carros passando, gente dançando. Tudo era motivo de festa, era uma festa.

Mas eu não fui convidado. Ao som das batidas eletrônicas, não encontrei minha voz rouca.

Estava tonto, esgotado, exausto e isolado no meu canto.

Por mais que eu tentava sair daquele lugar, algo me prendia pelos pés, mãos, braços e coração!

O ritmo lentamente perde força, enquanto na sinapse do meu porre, eu tive a impressão de que havia mais gente do que imaginava.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Tocantins em HD


Estou começando a assistir aquele reality show (Survivor) que foi gravado aqui em Tocantins.
A primeira impressão que se tem do programa, é que segue o mesmo roteiro do brasileiro “No limite”, exibido pela rede globo. A segunda está relacionada a “cara” em que o programa americano deu ao cenário escolhido: O Jalapão. Imagens cinematográficas eu diria - como o nosso cerrado ficou verde - Cadê a vegetação seca e os galhos tortuosos? O único detalhe que não “maquiaram” foi a temperatura do sol, no qual os 45 graus Celsius são reforçados em todo o momento pelo apresentador gringo do reality show.
Não é a primeira vez em que o cenário Tocantinense foi palco de produções cinematográficas. Aqui já foram gravados, filmes nacionais, seriados e agora reality shows americanos. Como diz aquela velha propaganda: É o Tocantins mostrando o que tem de melhor.  
Mas até onde eu me recordo, durante as gravações desse mesmo reality, houve vários boatos e denúncias sobre a produção dele. Começando pela assinatura (contrato) feito pelo Governador Marcelo Miranda com a CBS (Emissora que exibe o programa em 120 países), no qual ele concordou em dez páginas -toda ela em inglês- com a apropriação da equipe do programa no território turístico do Jalapão. A mesma interditou aréas de turismo com placas biligues. Outra coisa que também foi levantado na época, foram os impactos ambientais provocados pelos equipamentos usados nas elaborações das “provas” do Survivor. Todos esses assuntos foram pautados quando o programa estava sendo gravado por aqui. Mas o que se sabe mesmo é que a CBS investiu cerca de 30 milhões de dólares na mega-produção e só. Mesmo não sendo a primeira vez que o reality show (Survivor) é gravado em nosso país, na temporada em que a Amazônia foi o cenário escolhido, segundo pessoas de lá, houve o mesmo abuso. Novamente sem rumos, pois não se sabe se é boato ou se realmente existiu, ou seja, mais um grande investimento foi feito. No entanto o que nos resta é conferir o Survivor:Tocantins, pois o programa que foi gravado ano passado aqui acabou de ser exibido nos EUA, e você pode optar por fazer download dos episódios em vários sites segmentados no assunto. 

Sobrevive por aqui: Survivor: Tocantins

domingo, 24 de maio de 2009

Qual a sua escolha?



Ontem mesmo estava pensando na vida - vire e mexe penso nela - (a vida). Parece estranho, mas a resposta é um silêncio pausado e continuado pelos meus questionamentos insistentes. No mesmo estante, o presente mostra-me “outros" novos caminhos a percorrer. 
Seriam míseros detalhes não captados pela dispersão da instantaneidade dos fatos que ocorrem, ou seriam represálias dos meus atos mundanos não questionados? Não sei, e também não quero entender; Peço que me fale a resposta enquanto vivo.
Não sei também dizer-lhe, se são minhas atitudes incalculáveis que me fazem pensar assim, ou é somente meu egocentrismo disfarçado de vencedor gritando sóbrio. O que me reflete é as escolhas embaralhadas pela lucidez determinista que muitas vezes são condenáveis pra uns e libertárias pra outros.
Novamente a contradição me convida a sentar-se à mesa e apreciar o prato principal, minha consciência enlatada!  Não que eu esteja errado, o que é isso? Mas o vento lá fora ao mesmo tempo em que sopra, me chama pra dançar e ver estrelas caírem.
Sinto-me leve, sinto-me livre, mas me sinto preso pelas trilhas dos valores ambíguos e hipócrita que pairam no ar, mesmo assim não me sinto menosprezado pelos caminhos que sigo. Até porque a minha liberdade grita mais que os conceitos alheios, e hoje o que me importa é poder deitar tranquilamente, como se as escolhas que fiz ontem são realmente aquilo que eu preciso pra viver melhor.

domingo, 17 de maio de 2009

DIA MUNDIAL DAS TELECOMUNICAÇÕES


Vocês sabiam que hoje (17 de maio), é celebrado o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação? O comunicólogo não poderia ficar de fora dessa comemoração pois a mesma faz alusão à data de assinatura da primeira Convenção Telegráfica Internacional e à fundação da União Telegráfica Internacional, instituição criada em Paris na primavera de 1865. E para você entender como foi esse processo, vamos aos fatos históricos:
A era das telecomunicações começou nos idos de 1835, após a invenção do telégrafo pelo norteamericano Samuel Finley Breese Morse, nascido em 27 de abril de 1791, em Charleston, Massachusetts, EUA. Samuel Morse também conceberia um código binário, constituído por pontos e traços (o denominado código Morse), utilizado pelos operadores desse tipo de aparelhagem, no processo de transmissão e recepção de textos, tornando possível a veiculação de mensagens a grandes distâncias.Em 1866, ocorreria o lançamento de um cabo submarino entre a Europa e a América do Norte, que passaria a ser utilizado com regularidade.
Dez anos mais tarde, Alexander Graham Bell patentearia o primeiro aparelho telefônico.
Em 1888, Heinrich Rudolf Hertz, físico alemão, apresentou o resultado das suas experiências sobre a propagação de ondas eletromagnéticas à comunidade científica, acontecimento de fundamental importância para o desenvolvimento da radiodifusão.
Tudo o citado acima e muitas outras realizações eram apenas o começo de um processo cada vez mais acelerado. No início da década de 1930, a designação da União Telegráfica Internacional seria modificada para União Internacional de Telecomunicações (UIT). 
As relações internacionais, que levariam à formação do mundo globalizado que conhecemos nos dias atuais, estão relacionadas com a disseminação dos meios de telecomunicação, inventados e aperfeiçoados, principalmente, ao longo das últimas 5 (cinco) décadas.
É inquestionável o fato de que as facilidades, proporcionadas pelos modernos meios de Tecnológica da Informação e Comunicação – TIC, vêm contribuindo para o aprimoramento do processo de desenvolvimento dos países, que se empenham, continuamente, na busca de melhoria de vida de seus habitantes, buscando implantar facilidades que tornam possível a veiculação sistemática de informações nas formas de som, imagens e dados, tudo em tempo real.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O que vale mesmo é a INTERAÇÃO!!!


Chegamos a terras capixabas, o sol escaldante e uma vontade “loka” de sijogar como a “mina” da propaganda do PROUNI. O motivo da viagem, foi a participação do CONECADES, um evento que acontece todo ano na semana santa em Guarapari –ES. Reconhecido como um dos maiores congressos universitário do país, o Conecades veio como uma onda que passou e levou tudo de nós e deixou apenas saudades. 
Segundo a VEM! Quem organiza o evento, foram 4.462 inscritos. Tinha gente de todo lugar do país, do Oiapoque ao Chuí. Todos universitários a fim de acontecer e promover aquilo que chamam de INTERAÇÃO. Os eventos aconteciam no SESC, onde a maioria dos congressistas ficava hospedados, lá também tinha várias palestras e no meio dessa esfera “Cult”, a galera sijogava nas baladas que “rolava” todas as noites. Quem foi deve lembrar-se das famosas chopadas à tarde, a grande festa a fantasia e as micaretas na pedreira. E tudo isso com um ideal, INTERAÇÃO! Por isso que digo e afirmo, a interação é o que todos nós temos que ter, pois a partir dessa prática, passamos a ver o mundo como um todo e não como uma imagem estereotipada pela mídia. Cada um pegando um pouquinho do outro, já dizia a música do Teatro Mágico (Depois falo deles). Mas eu não sou hipócrita de dizer que o real motivo da viagem foi o congresso, não mesmo! Nem pisei os meus pés lá, confesso. Mas foi uma oportunidade viável que encontrei para conhecer o que era desconhecido, e viajar pra mim é descobrir um novo – EU (já até falei sobre isso aqui)...
 E nesse embalo de praia e sol eu conheci Guarapari, o mais belo balneário do Espírito Santo. Quando chega à cidade a sensação é de estar em um lugar “comum”, pois a vista do mar não é perceptível. A disparidade social, como em qualquer outro lugar, é gritante, ao meio de casas luxuosas, encontram-se verdadeiros muquifos. O trânsito conturbado, desorganizado, as linhas de ônibus são confusas, as pessoas não sabem dar informação, as praias são lotadas, o que da a sensação de tumulto, ou seja, caos total!!! Mas mesmo com tudo isso a viagem foi fantástica, pois o fato de estar à beira mar e promovendo a interação (lembra?) já passa uma tranquilidade, descoberta. E foi nessa onda que fiz um passeio de escuna no mar capixaba, conhecendo cada praia, cada ponto daquele lugar que no começo não parecia muita coisa, mas depois foi mostrando a sua cara.

terça-feira, 5 de maio de 2009

4ª Edição do projeto Diálogos Culturais terá lançamento de Livro


Na minha lista de eventos indispensáveis, os Diálogos Culturais tem destaque. 
Esse projeto que está em sua quarta edição, foi desenvolvido pelos professores Esp. Edglei Dias Rodrigues e a Profª.Msc. Valdirene Cássia da Silva, e tem como pretensão fomentar discussões envolvendo as temáticas de mídia, comunicação e cultura. 
Sua importância diante aqueles que estudam mídia é evidente, pois sempre são pautados assuntos pertinentes ao meio em que vivemos e isso ajuda aflorar o senso crítico acadêmico que precisamos ter. Nas três palestras anteriores tiveram como temas: O Desejo com o palestrante, Mardônio Parente de Menezes, Cultura Juvenil na Presentividade com o palestrante, professor Damião Rocha e Epistemologia e Questões Contemporâneas com o professor Luís Antônio Damas.
Nesta edição terá como palestrante o jornalista formado pelo CEULP/ULBRA Wolfgang Teske com o tema “O estudo da folkcomunicação no Estado do Tocantins” que na mesma oportunidade fará o lançamento de seu livro “A roda de São Gonçalo na comunidade quilombola da Lagoa da Pedra em Arraias (TO): um estudo de caso do processo folkcomunicacional”, resultado de sua dissertação de mestrado
Nas últimas edições o evento foi organizado pelos alunos da disciplina de "Comunicação, Mídia e Cultura", dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Nesta, será organizado pelo Centro Acadêmico de Comunicação Social - Interatividade juntamente com a coordenação do curso e os professores responsáveis.
Alunos, professores e comunidade em geral que se interessam pelo tema poderão fazer suas inscrições no Portal do Ceulp/Ulbra .A quarta edição vai ocorrer no dia 18 de maio, ás 19h30 no hall da instituição, lembrando que todos os presentes receberam certificado.

Outras informações:

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Um novo meio ROCKAZINE


Em ritmo frenético de novidades, descobri uma que vai estabelecer como um novo veículo de comunicação pra galera underground de Palmas - Tocantins. A publicação trata-se de um fanzine intitulado ROCKAZINE que vai ser divulgado em dois formatos, o impresso e o digital. 
O nome foi escolhido porque é um projeto segmentado para discutir assuntos referentes ao Rock in Roll. O mesmo está sendo desenvolvido por Karina Francis e Roberto Giovannetti, e consiste em uma proposta totalmente inovadora, onde a idéia é debater sobre música de uma forma diferenciada. Um dos elementos inovadores do Rockazine é que cada edição pretende promover a divulgação de duas bandas tocantinenses. Avisando que serão impressos poucos franzines, pois o intuito do projeto segundo Karina Francis, não é a popularização dessas bandas, mas sim mostrar ao seu próprio público o cenário UNDERTOCANTINS.
A primeira edição que está prevista para ser lançada no mês de junho, vai abordar vários temas, entre eles, o impacto que a tecnologia desencadeou na indústria fonográfica. As bandas escolhidas para edição de lançamento foram Boddah Diciro e Críticos Loucos. Agora é só aguardar sentado a estréia...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Vamos abraçar as causas!


Sempre achei importante defender aquilo que acreditamos, pois só assim podemos mostrar aos outros a nossa real identidade. Adotar ideologias e defende-las são para poucas pessoas, até porque a maioria hipocritamente e inconscientemente cale-se diante a todo sistema. Não quero aqui parecer moralista, essa não é a intenção, mas quero mostrar a vocês como o pré-conceito é enraizado em nossa pseudo cultura.
Ontem mesmo estava conversando com uma amiga da faculdade, no instante que trocávamos idéias, ela me surpreendeu com um pequeno trecho de um monólogo que ela mesma preparou. As palavras dela eram humorísticas e ao mesmo tempo sarcásticas.Recitava piadinhas de negro, essas que gente ouve por aí. Mas ela uma negra assumida e orgulhosa da sua cor, fazendo piadinhas de sua própria condição? Sim, a cada frase que ela professava um afronte ao meu pré-conceito enraizado pela minha colonização. O que o negro representou pra sociedade? Essa era a pergunta que eu fazia enquanto ela falava. Enquanto ela rasgava aquele verdadeiro humor negro, eu pensava em todos eles -negros- que foram e são excluídos,porque são marginalizados pela sociedade, que dita o que é “normal”. Falando nisso, o que é normal? Deixa pra lá.
A mídia é o maior exemplo disso, pois a mesma apresenta o negro assim, nas caixinhas de alisantes que escancaradamente traz: “Para cabelos rebeldes”. Legitima ainda mais essa imagem quando colocam nas novelas os negros como prostitutas, motorista, bandido. E olha que eles só aparece devido devido a uma “cota” que obriga a uma determinada porcentagem de negros nas novelas, se não, podem ter certeza que não estariam lá. A mesma coisa as universidades.Mesmo a sociedade “branca” sendo negra, o Brasil negro, adotamos uma cultura empregada, afinal quem se atreve ir contra ao sistema? Eu não sou defensor absoluto dos negros, pois eu também às vezes me pego fazendo essas piadinhas, mas a diferença é que mesmo assim eu tenho consciência da exclusão que a sociedade fez e faz com todos eles.Talvez por ter amigos negros, e me relacionar muito bem com todos eles, eu consigo ter essa empatia. Mas eu conheço gente que não, pois infere-se culturamente que negro é sangue ruim, negro não é gente! Essa idéia é tão verdade que existe por aí vários negros que negam a sua cor, dizem na cara dura: “Eu negro? Eu sou moreno”. Qual a diferença do moreno para o negro? A falta da melanina? Pra mim nada, ambos são seres humanos. Amigos, a sociedade sem escrúpulos não enxerga a sua cor, é daltônica, mesmo assim não podemos aceitar que essa idéia ainda seja disseminada. Por isso, meu Deus permita que as próximas gerações tenham consciência que o negro, o homossexual, o portador de deficiência física e todos aqueles que são alvo de pré-conceito e por uma forma ou outra,acabam negando a si mesmo, tenha livre arbítrio, pois a sociedade por mais que seja composta pela maioria dessas pessoas, ainda se calam e jogam nas sarjetas, seres humanos como eu e você.
Então alguém grita de lá, o negro está ganhando força, até foi eleito a presidente. Eu não falo disso, porque tanto faz presidente branco, amarelo, vermelho, azul e negro. Eu não vejo o problema como a falta de representação no poderio da sociedade, pois existem tantos deles no controle desse sistema. Como ressaltei logo acima, a sociedade ainda não se deu conta desse fenômeno,e se deu, finge não ver. Contudo quero acreditar que um dia nada disso existe, e assim vamos poder viver todos em paz, porque é fácil levantar bandeiras e causas, difícil mesmo são abraçá-las.

Deixo com vocês as palavras dela:

"Sou negra aiiaiá... dou duro pro movimento não parar, pra galera preta se juntar para lutar pela igualdade, pelos nossos direitos... Salve Salve Àfrica! Salve cor negra! Salve Quilombolas, capoeira, hiphop... EU VIVO O MOVIMENTO NEGRO" Maria José.

quinta-feira, 26 de março de 2009

capuccino, leitura e música...


A última viagem que o meu pai fez para Brasília me trouxe presentes que eu gostaria de compartilhar aqui. Mas antes, prepare um capuccino quentinho e se delicie nessas leituras... 
O primeiro presente foi um livro intitulado: “A Rebelião dos estudantes”, de Antonio de Pádua Gurgel. Quando o vi achei que era ficção, porém a capa dele, que está em formato de jornal Standard, me remeteu as revoluções dos estudantes de 1968. Era isso mesmo, o livro retratava os bastidores da criação de Brasília e de sua primeira universidade – UNB (Universidade Nacional de Brasília). A verdadeira história da Unb, desde a sua implantação, onde autor que também participou dessa história, nos conta em páginas que o surgimento de uma universidade na nova capital do país, recebeu severa resistência, inclusive do ministro da educação do presidente Juscelino Kubitschek, que a muito custo aceitava a criação dela em pequeno campus a mais de 30 km do Plano Piloto. Porém venceu a insistência de Lúcio Costa que a colocou em área privilegiada da cidade. Poucos anos depois, as ameaças da ditadura e a concentração da universidade num mesmo espaço talvez tenham sido responsáveis pela intensa mobilização do movimento estudantil de Brasília em 1968. Um fato curioso que é contado no livro também foi o episódio dos alunos que foram massacrados pela polícia na biblioteca da Unb, durante uma visita do embaixador americano John Tuthill, onde o mesmo foi recebido pelos alunos com vaias, em protesto contra a guerra do Vietnã (contexto histórico da época) e o acordo MEC-USAID, cujo objetivo era transformar as universidades brasileiras em fundações privadas. 
No prefácio do livro Franklin Martins resume essa história em dois casamentos e 1 divórcio. O primeiro casamento seria entre os estudantes e a política; O segundo entre os estudantes e os seus pais (infere-se sociedade); E o divórcio entre os estudantes e a política (ditadura militar). 
Ao ler rebeliões dos estudantes, entendo porque hoje gozamos de uma democracia, e até reconheço os estudantes daquela época, que muitos fizeram contra os abusos do poder. Alguns até doaram a suas vidas por essas causas, e hoje não são reconhecidos. No entanto a dialética é uma: A universidade é a única capaz de mudar o destino de uma sociedade. Outra coisa, o diferencial desse livro foi que o autor não se preocupou com análises, e sim, em reconstruir os fatos historicamente através de documentos de arquivos oficiais e particulares, depoimentos e coleções de jornais da época e memórias.

Já o segundo presente foi um Box da MPB com quatro documentários sobre a vida e obra de quatros grandes insigne da música popular brasileira, com direção geral de Aluísio Didier.

Documentários do box 4MPB

O primeiro documentário (Brasília, uma sinfonia) É sobre a primeira apresentação ao vivo da sinfonia composta por Tom Jobim e Vinicius de Moraes, em Brasília, no aniversário de 25 anos da cidade. 

O segundo documentário (Nosso amigo Radamés Gnattali) O filme é em homenagem ao maestro, pianista, arranjador, compositor clássico e popular. Um encontro com um dos músicos mais completos do Brasil.

O terceiro documentário (Um certo Dorival Caymmi) Em entrevista no Museu do Açude, Rio de Janeiro, Caymmi conta sua história pessoal e profissional, entremeada por números musicais, iconografia e ficção.

O quatro documentário (Maestro Bocchino) A vida e a obra do compositor e pianista em entrevista, depoimentos, iconografia e performances que vão de instrumentos solo à orquestra sinfônica. Um documentário revelador de uma parte da história da música clássica-conteporânea do país  

Todos esses Belíssimos documentários, retrata a vida e obra de músicos que fizeram história na MPB. Com certeza uma grande pedida para se conhecer um pouco de cada um desses artistas que foram completos na música.