
Existem momentos que marcam as nossas vidas, o primeiro beijo, o primeiro amor e a aprovação no vestibular do curso dos sonhos. Mas algo que marcou profundamente a minha vida foi viajar. A sensação que tenho, é que o mundo é tão mesquinho, e aquilo que parecia inalcançável agora é palpável demais. Eu gosto de viajar, porque em todas as minhas viagens descubro um “Vinicius” que até então não conhecia. Parece que o mundo me convida pra me conhecer e conhecê-lo também, e juntos quebramos paradigmas...
Quando estive em São Paulo, ano passado, percebi o quanto foi importante pra eu conhecer de perto aquela cidade. Foi uma experiência única, pois novamente o que era vasto, tornou-se limitado aos meus olhos. Assim descobri que o meu mundo é composto por fragmentos que vão se encontrando geometricamente a cada instante.
Sabe aquele pensando infantil, de que tudo é imensurável, e parece que vai nos engolir? Pois é, antes eu achava o mundo um bicho de sete cabeças, hoje acho tudo óbvio demais. Nunca ganhei o mundo, e nem pretendo, mas eu quero me revelar em cada canto dele.
A vontade é sair por aí e me inventar na primeira esquina. Não que eu esteja perdido e eu nem sei quem sou, mas porque aprendi a respirar esse ar mundano e cosmopolita, é o meu oxigênio. Preciso conhecer culturas novas, aprender outros idiomas, essa é a minha missão aqui na terra. Talvez porque sempre soube que não sou daqui, não sou de ninguém, sou do mundo e o mundo é meu também.
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