quinta-feira, 26 de março de 2009

capuccino, leitura e música...


A última viagem que o meu pai fez para Brasília me trouxe presentes que eu gostaria de compartilhar aqui. Mas antes, prepare um capuccino quentinho e se delicie nessas leituras... 
O primeiro presente foi um livro intitulado: “A Rebelião dos estudantes”, de Antonio de Pádua Gurgel. Quando o vi achei que era ficção, porém a capa dele, que está em formato de jornal Standard, me remeteu as revoluções dos estudantes de 1968. Era isso mesmo, o livro retratava os bastidores da criação de Brasília e de sua primeira universidade – UNB (Universidade Nacional de Brasília). A verdadeira história da Unb, desde a sua implantação, onde autor que também participou dessa história, nos conta em páginas que o surgimento de uma universidade na nova capital do país, recebeu severa resistência, inclusive do ministro da educação do presidente Juscelino Kubitschek, que a muito custo aceitava a criação dela em pequeno campus a mais de 30 km do Plano Piloto. Porém venceu a insistência de Lúcio Costa que a colocou em área privilegiada da cidade. Poucos anos depois, as ameaças da ditadura e a concentração da universidade num mesmo espaço talvez tenham sido responsáveis pela intensa mobilização do movimento estudantil de Brasília em 1968. Um fato curioso que é contado no livro também foi o episódio dos alunos que foram massacrados pela polícia na biblioteca da Unb, durante uma visita do embaixador americano John Tuthill, onde o mesmo foi recebido pelos alunos com vaias, em protesto contra a guerra do Vietnã (contexto histórico da época) e o acordo MEC-USAID, cujo objetivo era transformar as universidades brasileiras em fundações privadas. 
No prefácio do livro Franklin Martins resume essa história em dois casamentos e 1 divórcio. O primeiro casamento seria entre os estudantes e a política; O segundo entre os estudantes e os seus pais (infere-se sociedade); E o divórcio entre os estudantes e a política (ditadura militar). 
Ao ler rebeliões dos estudantes, entendo porque hoje gozamos de uma democracia, e até reconheço os estudantes daquela época, que muitos fizeram contra os abusos do poder. Alguns até doaram a suas vidas por essas causas, e hoje não são reconhecidos. No entanto a dialética é uma: A universidade é a única capaz de mudar o destino de uma sociedade. Outra coisa, o diferencial desse livro foi que o autor não se preocupou com análises, e sim, em reconstruir os fatos historicamente através de documentos de arquivos oficiais e particulares, depoimentos e coleções de jornais da época e memórias.

Já o segundo presente foi um Box da MPB com quatro documentários sobre a vida e obra de quatros grandes insigne da música popular brasileira, com direção geral de Aluísio Didier.

Documentários do box 4MPB

O primeiro documentário (Brasília, uma sinfonia) É sobre a primeira apresentação ao vivo da sinfonia composta por Tom Jobim e Vinicius de Moraes, em Brasília, no aniversário de 25 anos da cidade. 

O segundo documentário (Nosso amigo Radamés Gnattali) O filme é em homenagem ao maestro, pianista, arranjador, compositor clássico e popular. Um encontro com um dos músicos mais completos do Brasil.

O terceiro documentário (Um certo Dorival Caymmi) Em entrevista no Museu do Açude, Rio de Janeiro, Caymmi conta sua história pessoal e profissional, entremeada por números musicais, iconografia e ficção.

O quatro documentário (Maestro Bocchino) A vida e a obra do compositor e pianista em entrevista, depoimentos, iconografia e performances que vão de instrumentos solo à orquestra sinfônica. Um documentário revelador de uma parte da história da música clássica-conteporânea do país  

Todos esses Belíssimos documentários, retrata a vida e obra de músicos que fizeram história na MPB. Com certeza uma grande pedida para se conhecer um pouco de cada um desses artistas que foram completos na música.

quarta-feira, 18 de março de 2009

TAL MÃE, TAL FILHA !


Alguém me trouxe inspiração para escrever sobre o problema da ULBRA. E quando falo ULBRA, não estou me referindo ao CEULP/ULBRA, porque essa não é auto-suficiente. 
Lembro-me que quando a bomba estourou lá em Canoas, o reitor tentou convencer os alunos que a crise que instituição estava enfrentando como a falta de pagamento dos salários do professores é culpa dos altos índices de inadimplência. Aproveitou ainda o “espaço”, e fez um parâmetro também da crise internacional com a falta de dinheiro para pagar os funcionários. 
Mas você que não estuda na ULBRA, não deve saber que nós alunos não fazemos rematrículas para o semestre seguinte, caso todas as parcelas do semestre anterior não estejam devidamente quitadas ou se tivermos uma pendência de R$1,50 na biblioteca. Por tanto os atrasos no pagamento dos professores (que vem acontecendo já há algum tempo) não podem ser justificados pela inadimplência.
É de conhecimento de todos também, principalmente pela mídia, a greve que os professores de lá fizeram por não receber o salário de 2 ou mais folhas de pagamento.  LÁ? Aqui também tem greve, pelo menos alguns professores aderiram pelos mesmos motivos que em Canoas, a sede. Antes que ela acontecesse - a greve -  alguns alunos e professores até fizeram assembléias, reivindicação, mas não teve jeito, o dinheiro não caiu na conta. Alias só o de fevereiro (aqui) e dizem que é o mais baixo, não dá para pagar a conta da luz, por exemplo.
Então, todos abraçaram a greve. Todos? Alguns professores optaram a continuar dando aula, pois não precisam "tanto" do dinheiro, e para evitar reposição de aulas nas férias, estão otimistas e vendo no que dá... 
E nós alunos que pagamos todo mês para essa instituição existir? Onde estão os nossos dinheiros? Em qual conta? Nós pagamos nossas mensalidades e em alguns casos com antecedência já que ganhamos desconto pra isso, por que é que nosso dinheiro não chega onde tem que chegar? A mensalidade da ULBRA é uma das mais caras do país, como a Universidade não consegue pagar suas contas? Isso é má administração, pra não acusar de corrupção.
Vejam bem, não quero aqui fazer agitação, mas quero lembrar a você leitor que nós universitários representamos menos de 1% da população brasileira, se existe alguém capaz de mudar o futuro, somos nós. E eu não falo também de fazer ou não a greve, a questão é..... E o meu dinheiro, onde está?

terça-feira, 17 de março de 2009

QUAL É A SUA TRIBO???


Estou desenvolvendo um projeto científico em uma disciplina institucional na faculdade. No começo tive resistência em fazer essa matéria, mas só depois percebi que seria importante para o meu currículo de comunicólogo ainda em formação.
Desde que ingressei na mesma em 2007/01 os temas relacionados às tribos urbanas me interessaram. Gosto de estudar esse universo que é composto por um misto de afinidades e ideologias contrárias. Talvez a grande essência seja saber em qual tribo você melhor se enquadra, ou não, apenas pra entender como é esse "esquema" de tribos urbanas.

Alguns autores dizem que essas tribos, são inerentes do homem-social que sempre viveu em bandos. Isso é devido a necessidade e costume de unir-se em garantia da sua própria sobrevivência. A formação desse agrupamento fez então surgir às tribos humanas, que não se baseava pelas afinidades sociais, mas sim por estar no mesmo espaço físico. Essa “tribo” se agrupava para caçar, pescar e se reproduzir. 
Com a sua evolução e da sociedade, o homem passou a viver em classes, o que fundamentou o agrupamento por afinidades, ideologia e aspecto social. Essa nova “tribo” passou então a se disseminar em localidades distintas, expandido assim a suas relações humanas. Mesmo em outro contexto, o fato de andar em bando ainda era mantido. No entanto, os costumes foram deixados de lados, e o que era determinante na consolidação dessas tribos, eram as semelhanças visuais, os gostos musicais, as vestimentas e as ideologias. Por viver em cidades, e não necessariamente no mesmo espaço físico, assim surgiria às tribos urbanas, que é composto na maioria por jovens. Essas tribos são compostas por diversos grupos de jovens, e a cada dia que passa, surgem novos grupos, valores, ideologias e gostos. Por isso é quase que impossível ditar cada uma. Dentre delas estão as “PATY”, “PEÃO”, “EMO” e “HIPPIE” e etc. Lembrando a você que esses grupos não vivem isolados, se relaciona entre si, e compõe a grande diversidade social existente. 

Para identificar em qual tribo determinado jovem pertence, é preciso atentar-se:
  • A forma dele se vestir, o que indicará qual o seu posicionamento diante a sociedade e o mundo. 
  • Os gostos musicais
  • A linguagem falada no dia-dia,
  • O corte de cabelo,
  • Os lugares que costumam freqüentar.
 
Em relação ao traje, a análise é da seguinte maneira:
  • Se a roupa é de grife ou não,
  • Se existe algum desenho, símbolo, frases relacionado a algum movimento social, cultura e ideológico.
  • As cores das roupas.
Percebe-se que essas tribos gozam de diferentes gostos e estilos, e que o seu surgimento é acompanhado de algum movimento social existente, onde as ideologias são repassadas e seguidas à linha. Exemplo disso são os SKINHEADS, que se uniram para defender o ideal do nazismo, assim como os hippies surgiram para defender a liberdade de expressão, tudo isso acompanhado de um contexto histórico que é repassado de geração em geração. Por isso, através das tribos existentes surgem outras que difere de poucas coisas, ou são extremamente diferentes. Como são compostas por seres humanos sociais, algumas delas sofrem pré-conceitos de grupos que defendem ideais antagônicos, ou da própria sociedade. A explicação para o surgimento das tribos urbanas é antropológica, porém os seus integrantes acreditam que só assim podem viver em harmonia com as pessoas que tem os mesmos gostos, e que compartilham os mesmos ideais. 

sexta-feira, 6 de março de 2009

Então ta, vamos falar de música


Se existe algo no mundo que movimenta as pessoas, essa coisa é a música. Não por causa da dança, também, mas pela sonoridade que só a music pode nos proporcionar. Mas ela é assim, nasce com a gente, e nos acompanha durante a vida por todos os lugares. Não vem dizer que a sua vida não tem nenhuma trilha-sonora, no qual te faz lembrar um momento bom ou ruim? Todos nós vivemos cercados por música, algumas agressivas, outras calmas, alegres, dançantes, intelectuais, vulgares e depreciáveis para uns, e excelentes para outros. São tão diferentes como os que ouvem. Depende do seu gosto. Talvez, a música é a única que consegue falar todos os idiomas, para todos os tipos de públicos. Sabe aquele famoso clichê? Diga-me quem tu andas que eu direi quem tu és. Pois é, reescreveria assim: Diga-me o que tu ouças que eu direi quem tu es. Porque a música está ligada ao seu modo de ver o mundo, ao seu estilo de vida, por isso pense bem antes de ouvir qualquer coisa por aí.
E por falar nisso, alguém aqui conhece Little Joy? Acredito que sim, está passando clipe da banda na MTV. Logo ela está na agenda setting! Alias o que não é agendado hoje né?  Mas se não conhece, o que está esperando? Vou logo dizendo, aprecie com moderação, porque se não vai ficar como eu, completamente viciado e apaixonado. Segundo o last fm o Little Joy é uma banda composta por Binki Shapiro, Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti, três amigos que deixaram de lado suas rotinas (e bandas) para a gravação de um álbum na Califórnia. A idéia de se formar o Litte foi durante um festival ocorrido em Lisboa (Lisboa Soundz, em 2006), Portugal; Amarante (Cantor / Guitarrista do Los Hermanos) e Moretti (Baterista do The Strokes) se encontraram, os dois conversaram até o amanhecer, sobre a idéia de formar uma banda cuja musicalidade não remetesse a nada do que haviam feito até então. Ta aí o segredo dessa banda, e o diferencial, a originalidade, pois as músicas de hoje além de serem totalmente comercial são mesmisse usando fórmulas prontas. Mas o Little Joy não surgiu do nada, um ano depois, Amarante viajou para os Estados Unidos para gravar com Devendra Banhart em seu álbum: Smokey Rolls Down Thunder Canyon. Em meio ao árduo processo de gravação, Amarante quis se encontrar com Moretti para discutirem sobre música. Foi aí que Binki Shapiro (musicista e nativa de Los Angeles) foi apresentada a dupla, e se tornou rapidamente uma amiga, incentivando-os a continuar. Os três brincaram com arranjos de canções de Moretti e logo depois começaram a escrever suas próprias músicas como banda. Alguns meses mais tarde eles mudaram-se para uma casa em Echo Park para gravar algumas demos. E assim surgiria o Little Joy ou seja música.

Então, ta esperando o que? Baixa aqui!