quarta-feira, 22 de abril de 2009

Um novo meio ROCKAZINE


Em ritmo frenético de novidades, descobri uma que vai estabelecer como um novo veículo de comunicação pra galera underground de Palmas - Tocantins. A publicação trata-se de um fanzine intitulado ROCKAZINE que vai ser divulgado em dois formatos, o impresso e o digital. 
O nome foi escolhido porque é um projeto segmentado para discutir assuntos referentes ao Rock in Roll. O mesmo está sendo desenvolvido por Karina Francis e Roberto Giovannetti, e consiste em uma proposta totalmente inovadora, onde a idéia é debater sobre música de uma forma diferenciada. Um dos elementos inovadores do Rockazine é que cada edição pretende promover a divulgação de duas bandas tocantinenses. Avisando que serão impressos poucos franzines, pois o intuito do projeto segundo Karina Francis, não é a popularização dessas bandas, mas sim mostrar ao seu próprio público o cenário UNDERTOCANTINS.
A primeira edição que está prevista para ser lançada no mês de junho, vai abordar vários temas, entre eles, o impacto que a tecnologia desencadeou na indústria fonográfica. As bandas escolhidas para edição de lançamento foram Boddah Diciro e Críticos Loucos. Agora é só aguardar sentado a estréia...

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Vamos abraçar as causas!


Sempre achei importante defender aquilo que acreditamos, pois só assim podemos mostrar aos outros a nossa real identidade. Adotar ideologias e defende-las são para poucas pessoas, até porque a maioria hipocritamente e inconscientemente cale-se diante a todo sistema. Não quero aqui parecer moralista, essa não é a intenção, mas quero mostrar a vocês como o pré-conceito é enraizado em nossa pseudo cultura.
Ontem mesmo estava conversando com uma amiga da faculdade, no instante que trocávamos idéias, ela me surpreendeu com um pequeno trecho de um monólogo que ela mesma preparou. As palavras dela eram humorísticas e ao mesmo tempo sarcásticas.Recitava piadinhas de negro, essas que gente ouve por aí. Mas ela uma negra assumida e orgulhosa da sua cor, fazendo piadinhas de sua própria condição? Sim, a cada frase que ela professava um afronte ao meu pré-conceito enraizado pela minha colonização. O que o negro representou pra sociedade? Essa era a pergunta que eu fazia enquanto ela falava. Enquanto ela rasgava aquele verdadeiro humor negro, eu pensava em todos eles -negros- que foram e são excluídos,porque são marginalizados pela sociedade, que dita o que é “normal”. Falando nisso, o que é normal? Deixa pra lá.
A mídia é o maior exemplo disso, pois a mesma apresenta o negro assim, nas caixinhas de alisantes que escancaradamente traz: “Para cabelos rebeldes”. Legitima ainda mais essa imagem quando colocam nas novelas os negros como prostitutas, motorista, bandido. E olha que eles só aparece devido devido a uma “cota” que obriga a uma determinada porcentagem de negros nas novelas, se não, podem ter certeza que não estariam lá. A mesma coisa as universidades.Mesmo a sociedade “branca” sendo negra, o Brasil negro, adotamos uma cultura empregada, afinal quem se atreve ir contra ao sistema? Eu não sou defensor absoluto dos negros, pois eu também às vezes me pego fazendo essas piadinhas, mas a diferença é que mesmo assim eu tenho consciência da exclusão que a sociedade fez e faz com todos eles.Talvez por ter amigos negros, e me relacionar muito bem com todos eles, eu consigo ter essa empatia. Mas eu conheço gente que não, pois infere-se culturamente que negro é sangue ruim, negro não é gente! Essa idéia é tão verdade que existe por aí vários negros que negam a sua cor, dizem na cara dura: “Eu negro? Eu sou moreno”. Qual a diferença do moreno para o negro? A falta da melanina? Pra mim nada, ambos são seres humanos. Amigos, a sociedade sem escrúpulos não enxerga a sua cor, é daltônica, mesmo assim não podemos aceitar que essa idéia ainda seja disseminada. Por isso, meu Deus permita que as próximas gerações tenham consciência que o negro, o homossexual, o portador de deficiência física e todos aqueles que são alvo de pré-conceito e por uma forma ou outra,acabam negando a si mesmo, tenha livre arbítrio, pois a sociedade por mais que seja composta pela maioria dessas pessoas, ainda se calam e jogam nas sarjetas, seres humanos como eu e você.
Então alguém grita de lá, o negro está ganhando força, até foi eleito a presidente. Eu não falo disso, porque tanto faz presidente branco, amarelo, vermelho, azul e negro. Eu não vejo o problema como a falta de representação no poderio da sociedade, pois existem tantos deles no controle desse sistema. Como ressaltei logo acima, a sociedade ainda não se deu conta desse fenômeno,e se deu, finge não ver. Contudo quero acreditar que um dia nada disso existe, e assim vamos poder viver todos em paz, porque é fácil levantar bandeiras e causas, difícil mesmo são abraçá-las.

Deixo com vocês as palavras dela:

"Sou negra aiiaiá... dou duro pro movimento não parar, pra galera preta se juntar para lutar pela igualdade, pelos nossos direitos... Salve Salve Àfrica! Salve cor negra! Salve Quilombolas, capoeira, hiphop... EU VIVO O MOVIMENTO NEGRO" Maria José.