segunda-feira, 29 de junho de 2009

O sindicato amigo

Com informações do Enecom Tocantins

Foi durante ao 4º pré-encontro para o Enecom 2009 (Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social), 28 de junho, que tivemos a certeza de que nunca fui equivocado ao apontar os deslizes cometidos pelo Sindicato de Jornalistas do Tocantins. O tema escolhido a ser discutido nesse pré 4º encontro seria “Diploma de Jornalismo: Novas perspectivas e o papel do Sindicato”. A discussão anteriormente proposta não aconteceu, pois o sindicato dos jornalistas do Tocantins, com quem tínhamos firmado compromisso para o encontro, não compareceu, confirmando assim o que tem sido o seu eixo de atuação perante a classe: ausência. Mesmo que já tínhamos debatido o tema no encontro anterior, sentirmos a necessidade de um posicionamento do Sindjor-to (O que não ocorreu).

O que vejo, é um sindicato de jornalista querendo fazer relações públicas, porém nós ainda acreditamos que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz. Talvez se o Sindjor-To estivesse avisado que não iria participar do pré-encontro, tudo bem, nós entederia, até acharia normal a atitude. Mas não comparecer e nem mandar nenhuma outro representante, foi a prova de que nunca estive errado, pelo contrário.

Obs:O Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social 2009, que ocorrerá em Fortaleza, será de 24 a 31 de julho!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

King of Pop


Ontem eu vi a história sendo passada aos meus olhos. Primeiro recebi uma notícia que não esperava: Michael Jackson dies. Não acreditei, suou como o famoso, “Elvis não morreu”. Como assim, Michael Jackson está morto? Essa era a pergunta que não queria calar. Meus colegas de aula ficaram surpresos com minha reação, confesso que fiquei perplexo, apático, parecia que alguém da minha família tinha morrido. Depois fui compreender que se tratava de Michael Jackson, o rei do pop. Mas quem foi Michael Jackson? O que ele fez?

Michael foi uma figura que marcou o cenário pop mundial. Toda essa geração que hoje lamenta o seu falecimento acompanhou de perto os primeiros passos dele (Jackson Five). Com um estilo próprio, uma coreografia ousada e ao mesmo tempo sexy, mostrou ao mundo uma personalidade única e uma identidade que é legitimada há décadas. Jackson foi pioneiro na criação de vídeo-clipe. Já vimos ele virar lobisomem de mentira em "Thriller", lançar moda em “Beat it”, ser mal em “Bad”, jogar basquete com Jordan em “Jam”, atravessar a favela Santa Maria no Rio de Janeiro em "They don't care about us" e no pelourinho em salvador junto com Olodum.

Não quero deixar de falar sobre os escândalos que envolvia Michael, principalmente de pedofilia. Mas eu também não quero vê-lo assim na oportunidade, pois o seu talento e sucessos resplandecem. Não quero levantar a bandeira do politicamente correto, aquela de quando alguém morre vira santo, não é isso. Mas quero o discurso de que Michael Jackson de rei passou a mito. É incontestável a sua figura, e suas músicas para todos nós amantes da música.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A verdadeira revolução!


O que eu realmente enxergo em meio ao caos, é uma classe desunida que luta por direitos individuais. Se a profissão de jornalista está à beira do precipício, é graças a todos nós que estamos atrás dos fatos. Talvez por isso que o meu “grito desesperado” diante o sindicato dos jornalistas do estado do Tocantins me faz compreender que o grande culpado sempre será a nossa consciência. É nesse aspecto que eu, como estudante de jornalismo acabei pecando. Quero acreditar piamente que todos ali presentes buscavam as mesmas respostas que as minhas, porém alguns maquiaram os seus discursos porque não queriam levar para o "pessoal". Depois que ocorreu a mesa redonda, fui questionado por minha atitude, que eu defino como de cunho pessoal, emocional, movido pela paixão de estudar comunicação. Porém, pensando em todo contexto, quando coloquei a culpa no sindicato, eu não quis culpá-lo como instituição e sim como membros de jornalistas. Acho que não fui compreendido. Mas em nenhum momento, eu quis esculhambar ou degrinir alguém, apenas fiz colocações que no ápce da minha revolta tornou-se arrogantes. Sendo assim, acredito que grandes revoluções devem acontecer dentro de nós. Mas porque então, quando o euforismo tomou conta de mim, e o enaltecer de minha voz atropelou toda minha conduta, o meu discurso tornou-se prolixo? Não, amigos, eu não vejo dessa forma monstruosa, confesso pra vocês que deveria me envolver menos, mas eu não consigo! (fato) Poxa! É o meu diploma, infere-se aqui minha carreira. E não é só o meu diploma que caiu, cai também minha auto-estima, cai o meu sonho, minha paixão. Pra mim, Vinicius, tanto fez ou tanto faz ser diplomado ou não, mas esqueceram de dizer que essa mesma sociedade que proíbe, exige. E isso não significa também que vou deixar de fazer Jornalismo, mas essa decisão me leva a novos questionamentos, como por exemplo, a qualidade e a veracidade da informação e o futuro da profissão.

Ainda sobre o diploma, o que piora ainda a situação, é que os grandes meios nada fizeram, apenas noticiaram o fato. Naquela quarta-feira senti a falta do Arnaldo Jabour. Os jornalistas nada falaram, apenas silenciaram diante o golpe. Talvez porque os patrões deles concordam e apoiaram a decisão do Supremo ou porque a classe é realmente desunida. Esse é o jornalismo brasileiro que a partir de agora está sendo praticado por qualquer pessoa que acha que sabe os critérios de noticiabilidade e ainda tem noção das novas regras de gramática. Enquanto isso, fico fazendo revoluções e imaginando quantos políticos brasileiros vão se transformar em verdadeiros chefões da comunicação pra manobrar a massa, conseguir votos e permanecer no poder.Ee aqueles que trabalham de “FREELANCE” vão ter que se prostituir intelectualmente por merrecas.

É por essas e mais outras que grito, desespero, esperneio e deixo a emoção falar mais alto, porque eu não quero acreditar nesses fatos. Só pra constar, não pretendo e nem gostaria de mudar o mundo e muito menos as pessoas, mas quero vê-las evoluir.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O que vem depois da queda?

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi quase unânime, oito contra 1. O que chamou atenção nesse ato infrutífero foram os argumentos proferidos pelo relator do projeto, o ministro Gilmar Mendes, que comparou o curso de jornalismo a um de culinária, dizendo que o profissional poderia cozinhar sem ser especificamente um chefe gastronômico. Deixo aqui registradas as palavras dele: “A formação em jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão”, afirmou. Então quer dizer ministro que o jornalismo é uma técnica inerente ao ser humano, e qualquer pessoa pode desenvolver, basta saber escrever e ser curioso? Só esqueceu-se de dizer que o cozinheiro precisa conhecer os ingredientes para a comida ser boa, e torna-se chefe de cozinha.Você pode até querer nos convencer que essa medida não vai acabar com os cursos de jornalismo e nem com o método e disciplinas ensinadas na faculdade. Mas eu lhe pergunto o que adianta estudar quatro anos e o currículo não servir como requisito? Vocês falaram que a obrigatoriedade do diploma seria inconstitucional, pois fere a liberdade de expressão! Essa que vocês querem podar, porque temem pelo poder da imprensa. Essa decisão veio mostrar-nos o quanto somos passados pra trás nesse país. A decisão foi tomada, a imprensa brasileira mal se pronunciou sobre o golpe, e o presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, até onde sabemos vai ser colunista do jornal Zero Hora quando deixar de ser presidente. A desvalorização de uma profissão tão importante pra formação da sociedade, deixou de ser objeto de desejo e passou a tramitar pelo descaso. Depois disso é normal assistir no programa da Lucina Gimenez os Ex-bbb falando: Sou modelo, empresário, ex-bbb e Jornalista.

Vinicius Paulino, Jornalista.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ministério público do Tocantins veta a comunicação


Começo esse post mostrando minha indignação, em relação ao processo seletivo público para formação do quadro de reserva aos estagiários de nível superior, da área de comunicação Social/Jornalismo da procuradoria da república do Tocantins. O mesmo, em um EDITAL publicado, oferta a vaga de estágio apenas aos estudantes de Jornalismo matriculados na Universidade Federal do Tocantins. Isso mesmo que você acabou de ler, o ministério público federal está oferecendo uma vaga de estágio de 4 horas por dia no valor de 700 reais, e somente podem participar da seleção os alunos que estão cursando até o 5º período na UFT. O que há de errado? Como o MPF abre uma vaga de estágio na área de comunicação e privilegia uma determinada instituição de ensino, sendo que no Tocantins existem outras universidades que também são reconhecidas pelo MEC ? (Ministério da Educação e Cultura).Parece piada, mas quando essa pergunta foi feita ao diretor responsável pelo processo seletivo pra tal vaga de estágio, ele se mostrou surpreso – como estou – e preocupado Veja a resposta:

Olá, senhor Vinícius.

Busco esclarecer o seu pertinente e embasado questionamento a respeito
da seleção para estagiários.

O Ministério Público Federal tem convênio firmado com duas instituições
de ensino superior para provimento de suas vagas de estágio, que são a
UFT e a Ulbra, as mais antigas. São alunos destas duas instituições que
participam dos processos seletivos e ocupam as vagas para estágio.

Inicialmente, quando ainda cogitávamos a seleção simplificada do
processo, o que pressupunha a indicação por parte das universidades dos
alunos que melhor se adequassem às vagas, tentamos oficialmente contato
com a coordenação do curso de Comunicação Social da Ulbra para que seus
alunos participassem da seleção. Mas fomos ignorados em nossa
manifestação, e o ofício enviado à instituição não obteve
resposta.

Após isso, e verificando a impossibilidade da outra instituição, a UFT,
de participar do processo seletivo simplificado, que também sugeria a
aplicação de uma prova aberta a todos os interessados, novamente
buscamos contato com a coordenação do curso da Ulbra, desta vez por
telefone. Eu fiz estas tentativas de contato, que por algum motivo que
desconheço, foram infrutíferas. As ligações simplesmente não eram
atendidas no número obtido, junto à própria Ulbra, como sendo o da
coordenação.

Diante desta situação, optamos por realizar a seleção apenas com os
alunos da universidade que mostrou interesse para tal, tanto em auxiliar
na definição do processo seletivo como em sua divulgação no âmbito
acadêmico.

A pergunta que não quer calar, porque o Ministério Público Federal, precisa que a coordenação do curso de comunicação autoriza os alunos a participar de um processo seletivo que é de interesse coletivo? Quem por obséquio na formação acadêmica não quer estagiar por 4 horas e ganhar 700 reais no MPF? E Porque o SEBRAE (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), na mesma oportunidade, não precisou mandar oficio algum? Não quero aqui parecer “agitador”, ou algo do gênero. Porém como universitário de jornalismo e conhecendo um pouco os meus direitos que preza na constituição, lei suprema do estado, onde no Art 5, são vigoradas os deveres e individuais e coletivos:

Art. 5º: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;

Pela dificuldade em conseguir estágios na área de Comunicação Social /Jornalismo, acho justo me manifestar contra tal decisão, pois quando o MPF, órgão que defende os direitos sociais e individuais indisponíveis dos cidadãos publica em um edital e exprime na 2º linha dele uma limitação de vaga pra estágio, oferecendo esta apenas aos alunos de uma determinada universidade, a sensação que tenho é de censura. E esse não é o sentimento que nós estudantes de jornalismo cultivamos.



Agora em quem acreditar? Na instituição de ensino que abraça o meu sonho, ou naquela que defende os meus direitos? - quais direitos?- Lembrando caro leitor, não faço o 5º período, portanto não atendo ao perfil solicitado no EDITAL, mas venho em nome de todos os estudantes de Comunicação Social/Jornalismo que não foram privilegiado nessa decisão incostitucional.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Instrospectiva Boêmia


Os reflexos aumentavam a cada olhar...

Ao fundo, apenas minha imagem afogada no meu copo de wisky com gelo.

- Quer saber? Viva a boêmia! Grita copiosamente meu inconsciente bêbado.

Era madrugada fria, os ventos sopravam lentamente e uma cortina de fumaça logo se formava em frente. Conversas paralelas, carros passando, gente dançando. Tudo era motivo de festa, era uma festa.

Mas eu não fui convidado. Ao som das batidas eletrônicas, não encontrei minha voz rouca.

Estava tonto, esgotado, exausto e isolado no meu canto.

Por mais que eu tentava sair daquele lugar, algo me prendia pelos pés, mãos, braços e coração!

O ritmo lentamente perde força, enquanto na sinapse do meu porre, eu tive a impressão de que havia mais gente do que imaginava.