terça-feira, 21 de julho de 2009

ENECOM 2009


O que é correto? Correto é mostrar aos outros como somos de verdade ou fingir que nossa realidade é outra? Correto é falar com nossas palavras ou decorar outras pronunciadas, repetindo tudo que já estamos cansados de ver e escutar? O certo e o errado são apenas convenções, tudo é fruto de interpretações? Está na hora de que todos parem com tanto egoísmo para tentar ver várias situações com os olhos de quem sofre. É fácil gritar quando se tem fome, o difícil é dividir quando se tem o que comer... Mas é errado não querer repartir? Temos que ter pena de quem está em uma situação desfavorável? A melhor forma a de se chegar às respostas é fazendo perguntas sinceras e poder ver a sociedade e as pessoas, como elas realmente são. Precisamos olhar nos olhos dos outros com a certeza de que as palavras ditas realmente correspondem ao que elas acreditam para se construir uma sociedade diferente da que exclui e julga a todos, que satisfaz uns e outros não, que, ao mesmo tempo, afaga e inquieta.

Para tanto, é preciso deixar as máscaras caírem e mostrarmos o que realmente pensamos para reconstruir os nossos conceitos e nossa sociedade. É hora de confrontar pensamentos, debater, e assim, pensarmos numa vida onde possamos assumir uma postura mais justa e os benefícios sejam para todos os elementos que a compõe, independente de sua origem ou crença.

Com o ENECOM 2009, temos a oportunidade de derrubarmos as nossas máscaras e nos confrontarmos com os nossos próprios conceitos, assumindo a responsabilidade de construção da sociedade com um olhar mais apurado, mais consciente, que pense em novas alternativas de ação social. Desenvolvendo a nossa inquietação, nossas insatisfações com os clichês, ismos e nias atuais, devemos, como comunicólogos/comunicadores, questionar se seremos mais um elemento a endossar os sistemas ou se utilizaremos nossa força para inovar e transformar a realidade, [des]construindo a sociedade e fazendo da nossa indignaçãa a nossa comunicação!

Autor: desconhecido

Texto retirado do site: http://www.enecom2009.ufc.br/index.php?option=com_content&view=article&id=1&Itemid=5

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Até onde ser diferente é ser cool?


Todo conteúdo exposto aqui é opinativo.

Venho aqui falar de um assunto cada vez mais presente entre os indivíduos, os estereótipos. Conhecido também como rótulo, os estereótipos partem da idéia co-relacionada à personalidade de alguém. Essa prática advém do convívio social e dos conceitos pré-estabelecidos pela sociedade, daquilo que é normal, convencional ou não. Não quero e nem vou fazer juízo de valor – essa não é a intenção – A final, o que busco aqui, é uma discussão em cima de um tema que para alguns soa como superficial, mas não é.
A questão da rotulagem parte de um conceito pessoal – bagagem cultural – e vai depender principalmente da óptica de quem recebe a informação. Sendo assim até a idéia do ser ”diferente” é uma imagem estereotipada pela sociedade através da mídia. Como assim? É simples. Para compreender é necessário outra pergunta, o que é normal? Percebeu agora, que a imagem que temos do “normal” é um rótulo daquilo que deve ser convencional. Talvez por isso, quando alguém se considera diferente, ela está se rotulando de acordo com os conceitos do que é normal.
Ultimamente ando vendo esses vídeos “sensação” no you tube, e entre os milhares disponíveis no site, existem aqueles que me chamam atenção, não pela desenvoltura do personagem diante a câmera, mas principalmente pela mensagem que é passada. Um grande exemplo que encontrei aqui na internet foram esses vídeos protagonizados por “figuras” que se consideram “diferentes” por travestirem estilos rotulados por determinadas tribos urbanas, o que reflete no corte de cabelo, acessórios e afins. E na tentativa de promover o próprio ego, os mesmos abusam dessas imagens de descolados. Até onde esse discurso se torna prolixo? Quando eles acreditam que ser diferente é ser cool, e muitas vezes, ser diferente é ser normal. Sim, através disso compreendo também que aqueles que colocam a personalidade baseada na sexualidade acabam sofrendo, porque ou tenta esconder ou expõe de maneira apelativa, infere-se bizarro. Porque muitas vezes não parte do seu “eu”,mas parte da vontade de chocar ou da vontade de se esconder, é o que acontece hoje em dia. Pra contextualizar isso, vou citar a cantora pop Lady Gaga, que todos os dias aparece na mídia abusando de um visual nada convencional,apenas pra rotular sua figura de "moderninha do bairro". E até onde aquele visual de Gaga é real? Novamente entramos na questão X ou mercadológica dos estereótipos, pois os meios de comunicação são os grandes responsáveis por legitimar esse padrão. Por isso a resposta para a pergunta desse post é mais uma reflexão a ser feita do que um conceito pré-estabelecido. Lembrando ainda que todas essas indagações parte de um principio, o seu.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Tocantins na arte do CTRL C ( E ) CTRL V?

imagem: google
O Tocantins mais uma vez virou notícia na internet, e o motivo agora não é cassação do Governador - RCED - e sim o possível plágio feito pela jornalista Cecília Santos que assina o caderno de cultura do Jornal O ESTADO. A mesma que é jornalista formada possui um "espaço" no jornal intitulado Blog da CIÇA, o qual ela escreve sobre música, moda, comportamento e afins. O comunique-se e outros blogs publicaram notas que falam sobre o caso. (Vejam no link a íntegra).
A jornalista foi acusada de plagiar textos, e assinar como se fossem dela. Em entrevista sobre o ocorrido, editor chefe, Antônio Téo, alega erro de diagramação e a inexperiência da jornalista. Não quero defender a jornalista, mas também não posso deixá-la levar a culpa sozinha, pois no jornalismo o trabalho é em equipe. Tá certo que Cecília assinou a matéria, porém segundo os manuais de jornalismo, o editor chefe é responsável por revisar toda matéria, fazer as correções necessárias, e se a mesma foi publicada, infere-se que houve aprovação dele. Portanto, não me venha com esse discurso que a falta de experiência da repórter fez com que isso acontecesse.
Lembrando que plágio nesse caso pode ser considerado "fracasso", já que a capacidade de copiar um texto alheio sem autorização e sem citar a fonte, apenas visa a incompetência como profissional. Aqui cabe um respaldo: além de ser ilegal, mesmo que autorizado, o plágio revela uma ofensa intelectual a quem fez. E mesmo que não levado a um tribunal, é condenável.
Na oportunidade a jornalista deveria ter recorrido a lei nº 9.610, de 19.02.98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais, publicada no D.O.U. de 20.02.98, Seção I, pág. 3 por decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso. Porém isso não ocorreu, e evidentemente este caso não se aplica a um "plágio autorizado", ou seja, essa hipótese é descartada. É importante citar aqui que mesmo assim não são “desculpas” pra copiar textos alheios.
Em conversa com as pessoas que conhecem a Cecília, as mesmas mostraram surpresa com tal atitude, pois ela sempre mostrou-se descolada, antenada em assuntos relacionados "cult". Acrescentam ainda que o ocorrido pode "manchar" a carreira dela no jornalismo.
No entanto esse ocorrido só veio reforçar o discurso de que fazer jornalismo, não é necessariamente cozinhar textos prontos. É mais que isso, fazer jornalismo é ousar em uma nova abordagem, porque esse é o grande diferencial na matéria.