segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

2011 motivos para ser feliz


Final do ano chegou e você se pergunta: O que fui em 2010? Eu não sei você, mas eu vivi 2010 de forma intensa. Sim, foi um ano de descobertas e muito conhecimento (…), aliás, alguém sabe onde está aquela chave? Eu a perdi. Mas em 2010 houve reinvenção também, o que é muito importante. E como me reinventei, a cada esquina… Ok estou em processo ainda. Esta talvez seja a delícia de viver a vida sem se importar com as opiniões alheia e seguindo apenas o que você acredita.
Aos meus amigos, o muito obrigado por me aturar e pelos momentos especiais que passamos juntos. 
Sejam bem vindos aqueles que hoje estão inseridos à network da minha vida. Enfim, espero que 2011 seja um ano de realizações para todos nós, e que Deus nos abençoe sempre... E que venha 2011 com novas aventuras e capítulos inéditos.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A sustentabilidade está na moda?

Fui convidado para contribuir na revista VV desse mês, confira minha matéria na íntegra. página 10

Quando se fala em moda, logo vem à nossa cabeça a idéia de consumo. Muitos não acreditam em sustentabilidade nesse ramo justamente por causa da lógica de que o consumo está relacionado ao desperdício. Mesmo assim já existem marcas que estão apostando nessa nova idéia e apresentam ao público uma espécie de guarda-roupa ecológico. É a moda sustentável mostrando força.

Como ser sustentável no universo onde o consumismo é a principal fonte para o mercado? Foi durante a crise econômica mundial que esse pensamento foi reformulado por algumas marcas. A moda sustentável trouxe, além da produção de baixo impacto ao meio ambiente, o uso de matérias-primas ecologicamente corretas, a fabricação de tecidos e produtos reciclados e o slogan de que a sustentabilidade está na moda. Mas será mesmo?

Marcas como Osklen, Timberland, Hering, Cantão, Grendene e Goóc foram pioneiras ao levantarem a bandeira ecológica, principalmente para conquistar os seus consumidores, e hoje estão envolvidas em vários projetos sociais espalhados pelo país. Nomes como Alexandre Herchcovitch, Lino Villaventura, Fause Haten, Ronaldo Fraga e Marcelo Sommer também tem apoiado a iniciativa trazendo em suas coleções materiais como: camisetas de algodão orgânico, modelos de botas e calçados com forro feito a base de garrafas pet e solado produzido com borracha reciclada. Outra marca que utiliza o solado de borracha reciclada, mas com pneus, é a Goóc que desenvolve sandálias de pneu reciclado e outros produtos ecologicamente corretos.

Para fazer do Brasil o país do desenvolvimento sustentável a moda tem feito pouco, principalmente pela falta de incentivo do governo que ainda não possui uma política de sustentabilidade capaz de remeter as pessoas a reflexões e práticas por um consumo consciente. Outra dificuldade é a falta de matéria-prima sustentável em grande escala, o que acaba aumentando os custos para a viabilização da moda ecológica. Apesar disso, algumas marcas já estão se mobilizando e fazendo a sua parte para que, daqui a alguns anos, não tenhamos mais que despirmos o meio de seus recursos naturais para nos vestirmos bem. É assim que a moda pega!

Vinicius Paulino

@vini_plur


Leia a revista completa: AQUI

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

BIENVENIDO AO RIO OF JANEIRO

Esse mês estive no Rio de Janeiro, conto aqui minhas impressões sobre essa cidade onde a brasilidade e o seu ritmo convidam a todos a conhecer os brasis.

Talvez se não fosse o mar, o Rio de Janeiro não seria tão lindo... (Talvez), porque ele está lá (Omar) fazendo o contorno da cidade que de maravilhosa não tem apenas o nome. Em volta de toda a cidade, os morros e o mar, convidando quem quiser assistir uma vista de tirar o fôlego. O Rio é um cenário dicotômico que se mistura a todo o momento, do luxo ao lixo aproximando daquilo que definiram de Brasil.

Estar no Rio de Janeiro é o mesmo que sentir-se em uma aldeia global que toca samba. Pessoas de vários lugares do mundo visitam a cidade em busca de suas belezas naturais e culturais que muitos cantores, compositores e poetas frisaram em suas obras. O cenário urbano carioca se confunde a todo o momento, e por possuir praias belíssimas, as pessoas andam com traje de roupa de banho pelas ruas de segunda a segunda, o que da impressão de que lá é verão o ano todo.

Apesar do clima tropical, esse mês que estive lá, o tempo estava fechado e as chuvas não deram trégua, o sol apareceu poucas vezes. Mesmo assim os dias ensolarados fez com quem as praias estivessem lotadas. O final de tarde no calçadão de Copacabana e Ipanema é outra atração à parte, a sensação é de está ouvindo Vinicius e Jobim cantar e você protagonista da novela das oito.

A arquitetura do lugar nos remete a história do Brasil, os cortiços e casarões antigos juntamente com prédios modernos. O Rio é assim, um encontro do velho e do novo como nos contos de Machado de Assis. O Bairro da Lapa, um verdadeiro grito à cultura e contracultura brasileira, um convite para vivenciar a boemia de uma sexta-feira carioca. Fora outras manifestações culturais e artísticas que eu não tive oportunidade de conhecer pelo pouco tempo de estadia.

As favelas aparecem junto com o resto, é só olhar para cima dos morros que encontrará um monte de casas, uma em cima da outra. Mas a noite o Rio é todo glamour, até as luzes das favelas formam uma espécie de “árvore de natal” olhando de longe. E acredite, é lindo de se ver.

Agora eu sei quando fala que o Rio de Janeiro é a cidade maravilhosa, cheia de encantos mil, o berço do samba e das lindas canções que vivem n'alma da gente. É a coisa mais linda que eu já vi passar...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SALVE A FLOR DO PEQUI


As queimadas no Tocantins já viraram pauta na mídia, mas o que ninguém comenta é que esse problema ambiental que assola grande parte da cobertura vegetal do estado pode até provocar o “desaparecimento” de uma árvore nativa do cerrado brasileiro, o pequizeiro.

O Tocantins por está localizado em uma área propicia a queimadas e possuir o clima seco, assiste de perto o fogo destruindo parte de sua vegetação. O cerrado por si só já está próximo a incidência de queimadas. Porém esse fenômeno que ocorre todo ano avançou quatro vezes mais do que o ano passado, o que fez provocar uma devastação não somente nas florestas, pois as chamas já chegaram atingir o Parque Nacional do Lajeado, próximo a capital, Palmas. Isso provocou uma neblina de fumaça que prejudicou a visão de toda cidade. É inevitável ver o sinal dessa devastação pelas estradas, e ainda há novas labaredas surgindo por aí. O IBAMA já convocou brigadas para apagar o fogo, mesmo assim uma parte da vegetação foram atingidas pelo fogo e entre elas o pequizeiro.

Os moradores, sertanejos, e pessoas que moram próximas a Porto Nacional – TO reclamam que o fogo já atingiu grande parte de pequizeiros, principalmente as de beira de estrada. As que restaram talvez estejam em propriedades privadas.

Dona Raimunda Silva está preocupada com a situação, ela conta que todo o ano espera ansiosa pela chuva de Setembro que não ocorreu e a época do pequi, onde colhe com os filhos e netos para preparar uma deliciosa Maria Izabel, um prato típico da culinária tocantinense.

O que Dona Raimunda talvez não saiba é que os pequizeiros vão fazer falta também para várias espécies de animais, entre elas, veado, paca e tatu que procuram a árvore do fruto para alimentar-se das flores que caem.

E o preço será que vão aumentar? Já que o fogo ta destruindo várias árvores. Será que sacos e mais sacos cheios de pequi vão ser vendidos nas margens das rodovias esse ano? É o inicio do fim? O cerrado pede socorro?!

O desequilíbrio ambiental é evidente, só observando o clima quente e seco, as fumaças nas estradas. Cadê a chuva? O Tocantins está pegando mais fogo do que nunca. Se isso é culpa do aquecimento global é hora de refletir. A natureza pede socorro, o cerrado pede socorro. O fogo que já foi usado no passado para a sobrevivência do homem, hoje destrói seu habitat natural. O pequi não pode acabar!


sábado, 4 de setembro de 2010

VALORES ANALCRONICO

imagem: google

Vivemos em um mundo tão pluralista que as pessoas não imaginam a soma de um mesmo gênero e sim de uma única espécie, fomos condicionados a pensar assim por temer o desaparecimento dela já que os nossos instintos sempre denunciaram violência. Exemplos disso foi o aparecimento de civilizações, o desenvolvimento de cidades até chegarmos à sociedade atual. A força sempre foi instrumento de dominação do homem, infere-se física e ideológica, já que as leis e religiões foram criadas para oprimir os desejos humanos.

A liberdade sempre colocada como libertinagem por conta dos valores da sociedade que tem interesse de confundir os dois termos pela necessidade do homem em querer dominar e ser dominado. Talvez por isso a liberdade sempre fosse colocada como um ideal e não valor. As religiões foram criadas com o propósito de reforçar as regras de conduta para as pessoas não se autodestruir. Mesmo assim, não é preciso citar exemplos de crueldade humana é só olhar ao seu redor.

Mas a questão é, foi necessário ou não a dominação? Até que ponto a liberdade é tida como libertinagem? O que é certo e errado? Será que os conceitos de hoje foram impostos para evitar nossa destruição ou para nos tirar a liberdade? Somos líderes ou liderados? Com essas indagações eu coloco você meu querido amigo leitor para pensar um pouco sobre essa moral que a sociedade tanto prega e de uma forma ou outra não acaba seguindo, somos hipócritas por quê? Instinto?

Talvez se fôssemos pensar desde o surgimento do homem, os valores seriam visto como uma necessidade de organização ou não. Mesmo entendendo essa lógica e se tratando de seres humanos, vejo tudo isso como uma imposição do que uma lei de conduta. Porque quem estabelece as regras são os próprios seres humanos, inferem-se aqui com instintos cruéis. Ou seja, os “dominadores” se vestem do “moralismo” que eles mesmos criaram para oprimir os outros da espécie. Sempre foi assim!

Alguém pode questionar que Deus escreveu na bíblia. Mas quem prova isso? Está lá que Deus falou com os homens através de sonhos e eles escreveram em seu nome. Não quero fazer juízo de valores nenhum, mas eu acredito que Deus possa até ter falado para o homem pregar o amor e não a violência, buscar a liberdade e não a libertinagem. Mas excluir pessoas, fazer guerra? Tenho certeza que essa idéia divina foi de algum ser humano prepotente, dominador, opressor, falso moralista que se achou o próprio Deus de si.

Uma mesma espécie se auto-excluir por conta de um valor que formataram no passado e até hoje é passado como verdade absoluta. O ser humano é tão dominador que ele utiliza do discurso divino para ter voz, isso pode isso não pode, sendo que tudo foi fruto de uma imaginação que quer escravizar.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A política e o seu Espiral do Silêncio


Por Vinicius Paulino
(Colaboração para o estadoweb)

As eleições estão a todo vapor e agora começa a movimentar ainda mais com as pesquisas de opinião, que indicam a intenção de voto dos cidadãos, divulgadas principalmente pela mídia. Com essa discussão surge a polêmica: elas devem ser divulgadas ou proibidas? Qual seria o grau de influência dessas sondagens na decisão do eleitor? Foi querendo responder essas e outras perguntas que nasceu a hipótese e porque não, teoria do espiral do silêncio.

Imaginem um espiral em rotação, foi observando a influência da mídia sobre a opinião pública que a alemã Elisabeth Noelle-Neuman iniciou esses estudos. Junto com ela outra hipótese já existente, a da agenda setting (teoria do agendamento), segundo a qual os meios de comunicação teriam o poder de pautar os assuntos à sociedade, agindo de forma que pensasse por ela. Com o avanço desses estudos começaram a perceber que as pessoas tendem a expressar menos opinião quando elas imaginam que pode estar em minoria. Talvez por isso que o IBOPE pode influenciar o eleitor, pois segundo a teoria, as pessoas tendem aceitar a opinião da maioria para evitar o isolamento do indivíduo, o que pode acontecer caso declare uma opinião contrária.

Entenda como gira o espiral do silêncio na campanha eleitoral

Os meios de comunicação divulgam as pesquisas de intenção de voto, mostrando determinado candidato favorável e o outro não. Aqueles que ainda não escolheram o seu candidato acabam seguindo a maioria. Os demais ao perceberem ou imaginarem que a maior parte das pessoas pensa diferentemente delas, acaba, num primeiro momento, por se calarem e, posteriormente, a adaptarem suas opiniões às do que elas imaginam pertencer à massa. Em conseqüência disso, aquela opinião que, talvez de início, não fosse efetivamente à maioria, acaba por tornar-se, na medida em que se expressa num crescente movimento. Se a espiral do silêncio estiver confirmada, a pesquisa eleitoral influencia diretamente o eleitor.

Apesar de apresentar resultados que comprove o poder da mídia na opinião pública, a teoria do espiral do silêncio é controversa e polêmica, e divide opiniões, pois não se sabe se ela funciona em qualquer grupo, seja ele pequeno ou grande. Mesmo assim a sociedade não deve confiar em pesquisas eleitorais, pois certamente estão à mercê da manipulação do que a informação propriamente dita. Além de que ela nos tira o direito de escolher fielmente os nossos representantes e participar ativamente do processo da democracia.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A censura vestida de democracia

imagem: google

As eleições estão chegando (3 de Outubro) e você já escolheu o seu candidato(a)? As propagandas eleitorais gratuitas nos veículos de comunicação (rádio e televisão) começaram dia 17 (terça-feira), já que não pode haver propaganda política em outdoors para evitar a poluição visual,o que nos resta são conferir as peças publicitárias em audiovisual. Mas ainda há carros de som pelas ruas... Ufa! a ditadura não voltou... Com tanta censura achei que estava sem liberdade de expressão, falando nisso...

Está proibido! O Departamento de Imprensa e Propaganda da Ditadura Militar (DIP) voltou? Como pode existir um acordo entre o Senado e a Câmara para manter a censura em sites de notícias na internet durante a campanha eleitoral de 2010? Como pode proibir os humoristas de fazerem piadas sobre os candidatos durante o período eleitoral? Como pode proibir outdoor e permitir carro de som? (o certo é não proibir) Ainda bem que essa ‘censura’ não atingiu os blogs assinados por pessoas físicas (eu) e redes sociais (como orkut, facebook e twitter). Nós precisamos de informação! Conhecer quem são os nossos futuros representantes e os seus planos de governos. Pai, afasta de mim esse cálice!!! Não pode haver nenhum tipo de censura na imprensa... Viva a liberdade de expressão!

Por isso eu digo, estamos vivendo a era da informação ‘mediada’, e não da liberdade de expressão como rege a democracia. Pois que eu saiba os governos verdadeiramente democráticos não controlam o conteúdo da maior parte dos discursos escritos ou verbais. E o que vejo nessas eleições são ‘restrições’... Isso pode isso não pode! Esse tipo de pensamento nos tira o direito de manifestar livremente opiniões, idéias e pensamentos.


Pai, afasta de mim esse cálice outra vez.




sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O novo tesouro para o Tocantins

imagem: google

Dia 17 de Agosto de 2010 estará marcado no calendário de todos aqueles que viram o Capim Dourado nascer, o novo shopping da capital, Palmas - TO (sim, nós ainda temos o Palmas Shopping). Foram gastos R$ 200 milhões de reais para erguer o novo tesouro do Tocantins. Durante a construção foram contratados mais de 500 trabalhadores, e em seu funcionamento, serão geradas cerca de 1,5 mil empregos diretos e 3 mil indiretos. É a economia do estado criando asas e deixando de ser apenas funcionário público.

Para a grande maioria dos tocantinenses o novo shopping significa um marco que veio fomentar ainda mais a economia do estado, estabelecendo um novo padrão de exigência que irá desenvolver outras áreas, como atendimento ao público e a prestação de serviços também. Sem falar da geração de empregos, renda e qualificação profissional. Esses benefícios farão com que ocorra o aumento de consumidores, e conseqüentemente de recursos na economia da cidade. Com mais dinheiro circulando, o mercado se fortalece e atrai novos investidores que ajudarão ainda mais aquecer a economia local.

Lembrando a você que esse aquecimento de mercado começou com a instalação das redes Atacadão, Makro e Extra, três grandes marcas que assim como a Skipton S/A grupo empreendedor do Capim Dourado Shopping acreditaram no potencial econômico do Tocantins. Prova disso é que 90% das lojas que foram ou ainda serão inauguradas no novo shopping estão em sua primeira atuação no estado. Mas já estão em funcionamento às principais redes de varejo do país, como Riachuelo, Renner, Marisa e outros. O esperado é que até em setembro, o restante das lojas estejam todos operando normalmente.

Como tocantinense fico contente em ver o salto que nossa capital deu com a construção de um novo espaço de convivência. Com o Capim Dourado teremos dois shopping centers na cidade e isso fará com que os empresários invista pesado em seus negócios por causa da concorrência. Com isso é perceptível o aquecimento da economia que deixa de ser funcionário público e passa a pertencer também à iniciativa privada. O que permitirá uma melhor qualidade de vida para a nossa população.

Parabéns Tocantins!!!

domingo, 15 de agosto de 2010

Além da liberdade das ondas


Rádio web desperta interesse como produção independente

Vinicius Paulino

A internet possibilitou uma maior interação entre as pessoas e o que diz respeito à disseminação de conteúdo também. Esses elementos apontam o aumento da produção independente e da consolidação de uma indústria cultural mais autônoma. Segundo Paulo Henrique ator e produtor cultural em Pernambuco, a internet é uma grande ferramenta, uma vez que permite expor suas idéias sem custo, porém existem inúmeros conteúdos similares e um público muito exigente atrás da tela, afirma ele.

A Produção independente na internet cresceu e hoje é fenômeno devido à facilidade de expor conteúdo, basta um clique. Por ser considerada uma grande arma de comunicação democrática, ela abriu portas que antes eram privilégios de alguns. Só poderia ter uma rádio por exemplo, quem tivesse uma concessão pública, um processo democrático e que demanda dinheiro.

O computador ligado à internet e um HD lotado de músicas, foram o suficiente para que Fábio Júnior Xavier, estudante de jornalismo colocasse uma rádio web no ar. “Tudo começou com o Flogão, uma espécie de blog com fotos, lá eu postava fotos e músicas de banda, principalmente de forró. Recebia muitos acessos e comentários no site sobre músicas e bandas. Então resolvi ir além, montei a minha rádio web no cômodo de casa” conta ele.

Segundo Fábio Júnior, sua rádio web já chegou a receber 28 mil acessos e possui um público que abrange metade do país. Ultimamente está em caráter experimental, pois pretende registrá-la em cartório como rádio web profissional de Tocantins.

A publicitária paraense Daísa Passos, também abriga uma rádio web em seu quarto em Belém do Pará. Ela conta que a idéia surgiu na rede social "twitter", onde ela e uma amiga tinham um perfil que comentava sobre músicas e afins. “Resolvemos montar uma rádio para tocar as músicas que eram comentadas no twitter. Havia muitas musicas antigas e que as pessoas não recordavam, sempre falavam “essa música foi quando comecei a namorar” e foi nessa onda que colocamos a rádio web no ar".

A rede por ser livre facilita o acesso daqueles que lutam por espaço. Os blogs e os sites de relacionamentos ajudam a divulgar idéias e promover aquilo que chamamos de interatividade, mas só isso não basta. Para João Márcio Dias, músico e editor da revista virtual Pheha de São Paulo, a integração de blogs/sites e rede de relacionamento funciona apenas como um contrato entre aquele que produz e o seu publico alvo, o sucesso mesmo vai depender do conteúdo. “Hoje a maneira mais prática de divulgação de uma produção é o twitter, mas você tem que torná-lo atraente, afinal, é uma ferramenta de feedback onde o público busca você”, explica ele.

Nesse universo de cibercultura podemos ser o que quiser, falar o que quiser. A internet é uma mídia de infinitas possibilidades e abre caminhos para que todos entrem em contato com todos, sem distinção de cor, sexo e religião. A liberdade na rede é tão realidade que para ter uma rádio não é preciso de autorização e a abrangência é maior, para acessar basta estar conectado. Mesmo assim a grande jogada é como divulgar, como fazer ser visto. Você pode ser reconhecido por talento ou por ser ridículo. A internet te dá essa escolha, ainda há quem lute contra esse “avanço”, mas é inegável que o mundo hoje seria inviável sem esse advento.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Eu passarinho...


O amanhecer me trouxe pensamentos que gostaria de compartilhar aqui. Já observaram como a vida é baseada em nossas condições e escolhas? Tenho absoluta certeza que Deus nos fez pensando nos pássaros. A diferença é que os pássaros possuem asas e voam. Mário Quintana estava certo quando diz "Eles passarão. Eu passarinho"... Sim, a vida nos é revelada todos os dias, basta olhar a natureza. Mas não enxergamos porque estamos, ou melhor, dizendo, escolhemos ser cegos. Os pássaros possuem asas (isso é uma condição) então cabe a eles escolher o caminho para sobrevoar, obter alimento e etc. Dependendo do tempo, estação a condição deles não exercem função, assim é a nossa vida também. Portanto qual a sua condição hoje? Suas escolhas estão baseadas em que? E o tempo está favorável?
Foi observando um 'quero-quero' que compreendi que a imprevisibilidade e dicotomia da vida existe (manutenção) para que possamos escolher o nosso caminho. Foi assim que o pássaro voou e o sol deu luz a esse lindo dia.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Blasfêmia midiática

Vinicius Paulino

É impressionante como a mídia vem utilizando o discurso 'sagrado e profano’. É só ligar a TV, o rádio, ler um jornal ou mesmo acessar a internet que entenderá o que estou falando. O cenário midiático está em conflito com os dogmas religiosos cristãos, um verdadeiro confronto de titãs que nos leva a questionar a moral e a ética dessas instituições perante uma sociedade vulnerável de informação.

A cultura pop ultimamente tem levantado questões que mexem com certos valores, principalmente cristãos. Cantoras como Lady Gaga, Beyoncé, Rhianna, Christina Aguilera, Kylie Minogue, entre outras, estão cada vez mais apresentado para o seu público, vídeo clipes com temática de sexo vinculado a igreja, colocando em questão principalmente o celibato da igreja católica. Os mais conservadores vêem como blasfêmia, porém a discussão vai além do certo e o errado, ela tramita entre a liberdade e o desejo.

A igreja sentindo a mídia atacar explicitamente se defende plantando a idéia de ‘mídia illuminati’, o que quer dizer a “mídia do diabo”. Então surge novamente aquela história de dualismo, mas que agora não sofre tanta influência, já que os tempos são outros e a igreja perdeu força. O chamariz da vez são as mensagens subliminares que são relacionadas ao ocultismo em produtos de mass-media (mídia de massa) e entre outros argumentos que utilizaram para impedir que certos assuntos fossem expostos à sociedade.

Com isso colocam artistas pop como servas do iluminati, ou seja, a igreja para defender a idéia de “mídia do mal” se apega a uma simbologia que antes ela condenava para tentar salvar as ovelhas que restam. Mesmo assim a cultura pop e a mídia continuam tirando as roupas de padres e freiras em vídeo clipes, uma verdadeira orgia ideológica que quebra paradigmas.

De um lado a igreja e a benevolência, de outro a mídia e o 4º poder. Em quem acreditar? Por isso muita gente criticou o novo clipe da Lady Gaga, Alejandro, porque ele ataca violentamente a igreja. Quando no clipe a Lady Gaga engole um terço, e se apresenta como uma freira que se insinua para homens, ela está rompendo com o silêncio de um assunto que a igreja sempre evitou, o sexo.

Não sou ateu, não sou defensor de Lady Gaga, e nem do ocultismo, muito menos faço parte do tal iluminati. Mas perceberam como a mídia está rompendo com a igreja? Nunca tivemos tantas denúncias de pedofilia envolvendo a igreja, lavagem de dinheiro em templos sagrados, rituais macabros em religiões. Parece que a mídia resolveu rebelar-se para libertar o seu povo ou aliená-lo ainda mais? De uma coisa é certa, a heresia dos novos tempos está aí como companheira de uma liberdade disfarçada, mas que agora somos nós o óleo dessa engrenagem social e pop.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Inversão de valores










Este blog virou uma 'bomba relógio” de assuntos polêmicos, então vamos a outro que está em voga na mídia, todo mundo fala, mas ninguém faz nada.
A pedofilia é um assunto que evitamos falar porque mexe com a nossa moral, ninguém consegue ver um sujeito adulto ou adolescente abusando sexualmente de um menor de idade, eu pelo menos não. Mas a verdade é que a pedofilia é tão realidade que muitas vezes silenciamos para não enxergarmos a perversidade do homem. A psicologia trata a pedofilia como uma tara sexual, uma desordem mental de personalidade, mesmo assim ela é considerada crime, pois é acometida por abuso, ou seja, um ato de violação do livre arbítrio. Mas o engraçado é que a maioria dos crimes envolvendo esses atos sexuais contra crianças é realizada por pessoas que não são consideradas pedófilas, já que para serem tituladas devem apresentar atração sexual primária por crianças, o que muitas vezes não acontece.
Por que não existem métodos ou mesmo tratamentos para evitar a disseminação dessa prática antiética?
Com a internet por exemplo, os casos de pedofilia multiplicaram e esse crescimento fez com que passássemos a conhecer quem são os praticantes, os chamados pedófilos (aqueles que praticam a pedofilia) Por isso hoje o assédio sexual com crianças na Internet é também considerado crime.
Os pedófilos atuam na rede através de sites de relacionamentos, disseminando conteúdo relacionado à pornografia infantil ou mesmo através de bate papo. Como identificar esses criminosos? Geralmente eles omitem informações, se passando muitas vezes por crianças.
No entanto não é apenas na internet que a pedofilia ocorre, infelizmente cada vez mais ela está presente no meio social. Um exemplo foi o que aconteceu recentemente em Porto Nacional - TO, cidade a 60 km da capital Palmas. O pedófilo em questão não era virtual e nem desconhecido, se tratava do professor de uma escola infanto-juvenil particular. O assédio sexual aconteceu em sala de aula e só foi descoberto por causa da mãe de uma das alunas que encontrou no celular da filha mensagens de texto enviadas pelo pedófilo. Foi então que a mãe denunciou o caso para a polícia civil que investigou a vida do rapaz e apreendeu CD/DVD, cartas amorosas, entre outros objetos que constatava estar diante de um pedófilo.
A igreja é bombardeada a todo o momento, vários processo estão sendo movidos na justiça contra padres pedófilos.O assunto divide opiniões, mas é fato que a pedofilia é mais do que uma distúrbio mental, é uma prática ilícita, uma falta de respeito à liberdade individual.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mudança de Hábito


não só de fé vive o homem...

Um título de filme e uma história que daria uma excelente crônica, Mas o assunto é outro.

Estava desaparecida desde sexta-feira (11 de Junho) uma freira de Porto Nacional - TO. A última vez que foi vista, estava se preparando para ajudar na tradicional festa junina do colégio das irmãs. Apenas no final da festa foi que as outras sentiram a falta da companheira, então acionaram a polícia no local. A arquidiocese fez vigília à noite toda. Pensaram nas hipóteses de seqüestro, assassinatos. Porém hoje descobriram que a freira que havia desaparecido, fugiu para Holanda para encontrar-se com um suposto homem que ela conheceu na internet.
Para os conservadores esse fato seria uma ofensa, já que a moral da igreja está abalada, como assim uma irmã fugiu , ela não tinha tudo aqui, principalmente fé? E a exposição desnecessária à sociedade. Mas para os libertários essa notícia mostra o poder da informação e do desejo. Pecado? Não estou falando de religião e sim de Moral. O fato é que a irmã apenas repensou na vida e fez a sua escolha. Não querendo provocar uma situação chata diante as irmãs superior optou pela fuga, pois a fuga é o primeiro senso do amadurecimento de uma idéia. Planejou tudo e foi ao encontro de seu desejo. Talvez esses desejos já estivessem alojados no interior dela desde quando decidiu entrar no convento, mas foi amordaçado pela moral e os dogmas religiosos que ela praticava. Então, os tempos são outros, a informação precisa, a internet. Eis que surge o demônio? Para os fanáticos sim, mas para os contemporâneos, a informação o libertou do aprisionamento. Fez com que ela respeitasse a moral, mas não a seguiu como antes. Ta vendo como a moral é descartável?
Estamos a todo o momento desfazendo-as. Tudo isso porque a ‘moral’ não é uma verdade absoluta, vai depender de como você enxerga o mundo. O que fez a irmã abandonar tudo e ir atrás do seu desejo foi a quebra da moral, quando ela resolveu fugir, ela rompeu com todo o discurso de celibato que a igreja carrega. Ela passou a pensar no seu próprio desejo. Talvez porque ela sentia-se presa, castrada, aprisionada por uma fé, a uma religião que não enxergava o que ela sentia, podava os seus prazeres. Quando ela esteve em contato com a informação, o mundo, a internet. Ela pode ver que o pensamento que a religião empregava era retrógrado. Não condiz com um mundo de informação e liberação sexual. Ela jovem tendo que seguir a um dogma que castra e uma religião no cio.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Palmas Fashion... O que?!

Na Semana passada ocorreu mais uma edição do Palmas Fashion Week, evento de moda do Tocantins. A capital do estado investiu mais de 1 milhão de reais para sediar a unica semana de moda da região norte do país, e quem participou pode conferir uma boa estrutura física, mesmo reaproveitada do Salão do Livro – lembra? – afinal, reciclagem também é tendência.

O PFW foi uma realização do Sebrae em parceria com o governo do estado. Porém não sei por que apenas algumas “lojas” puderam desfilar, estou ainda sem entender até agora... Já que o evento foi patrocinado pelo o estado, o correto seria que outras marcas também pudessem ter seu espaço.

Acredito que a idéia de uma semana de moda é válida quando o intuito é mostrar a identidade do lugar, até porque moda é comportamento. Portanto cadê as inovações? E os novos Mc Queen of Tocantins? Não houve, se quer alguém citou o nome de algum.

Por isso a semana de moda aqui foi importada, ninguém criou, apenas expôs o que os outros fazem. Isso é semana de Moda? Não, isso é Show Room, e o melhor, patrocinado pelo o governo. O cenário é o seguinte: algumas lojas, diga-se de passagem, muito bem relacionadas, uma delas inclusive é da mulher do atual governador, desfilaram todo o glamour de seus fornecedores através de sub-celebridades, ou você acredita que ex-bbb é celebridade? Se é que algumas atrizes também participaram do evento, mas enfim... A crítica não é ao culto de celebridades, mas sim a maneira que o evento foi tratado, o PFW não é uma marca, e sim um evento de moda, ou deveria ser, o ideal seria lançar a moda do Tocantins, apresentar ao mundo novas idéias e não reproduzir. Fica a dica!

obs: Se o evento fosse privado, com certeza este post não existiria, mas quando o patrocinador-mor é o governo do estado lutando por interesses pessoais, ele tem sentido de existir.

Foto ilustrativa

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Traficante de luxo
















Jovens de classe alta comercializam drogas em busca de ostentação e poder


ESPECIAL

Vinicius Paulino

As drogas deixaram de ser comercializadas em morros e "boca de fumo" e hoje são vendidas em shopping center, faculdades e até baladas vip. Cada vez mais a classe média alta está inserida no tráfico drogas. Esse levantamento feito pela policia civil, mostra que “os principais alvos desse esquema são jovens de classe média alta fisgados por “amigos de baladas” que tanto consomem como revendem drogas”, explica Albizair Paniago, superintendente estadual da polícia civil do Tocantins.

Segundo o superintendente, o jovem de classe média alta apesar de poder comprar o crack a R$10,00 cada pedra e manter um consumo de oito, dez pedras por dia, geralmente sustenta o vício com o dinheiro dos pais. “Eles têm condições para isso, quando não têm, eles abrem mão do patrimônio da família, podendo passar de usuário para traficante”, pontua ele.

O novo traficante não é mais a figura caricata do afrodescendente da favela, analfabeto que veste roupa rasgada. Diferente como muitos imaginam, os traficantes de luxo, como também são conhecidos, vestem roupas de grife, desfilam de carro do ano e viajam para o exterior.

Os chefões do tráfico deixaram de ver os jovens da favela e periferia, passando a enxergar os universitários, estudantes, jovens de classe média alta.

O escrevente da vara criminal especializada em julgamento de crimes de tóxicos, Júnior Vaz, lotado em Araguaína, explica que a classe média alta sempre consumiu drogas, porém o tráfico passou a ser uma alternativa para essa classe sustentar o vício e ganhar uma grana por fora.

“Os responsáveis pelo tráfico adquirem as drogas e repassam para esses jovens de classe média alta. Normalmente, eles vedem para amigos em locais públicos, principalmente baladas”, explica ele.

Para ampliar a rede de “amigos”, eles promovem festas com intuito de apresentar a droga aos futuros consumidores. Nessas festas as drogas são “amostra grátis”, o consumo é liberado e não precisa pagar nada por isso.

Segundo o ex-traficante e estudante de Medicina, BB, esse esquema serve para atrair o público, e geralmente dá certo. “Quando a droga chegava pra gente, só bastava ligar para as pessoas que iam para nossas festinhas que atraia uma clientela boa, gente com muita grana”, conta ele.

O preconceito social é tão acentuado que para muitos consumidores a droga vendida pela classe média alta não é a mesma do morro, um engano, “eles acham que a droga do morro é inferior, mas não é, muitas vezes, a droga da boca vem pura”.

Paniago explica que independente da classe social, a reação orgânica; estado de euforia, o prazer, a sensação, acabam sendo os mesmos. “Talvez única droga que você não vê a classe média alta consumindo, é a cola, que é comumente o esmalte usado nas grandes cidades para entorpecer os meninos de rua”.

Existem aquelas drogas que são recordes de venda, elas tem a mesma sensação que as outras, mas segundo BB “as que estão entre as queridinhas da classe são: cocaína maconha e o crack”, ele completa, “vendíamos muito pó, principalmente no final de semana, quando tinha balada”. O ex-traficante conta que com o passar do tempo não era necessário sair ligando para as pessoas, até porque quem usava sabia quem vendia.


Luxo atrai classe média alta ao tráfico

O tráfico entrou na vida de BB quando ele estudava medicina na Bolívia, segundo diz, a maioria dos usuários, principalmente brasileiros, faz isso para garantir uma grana extra. “Meus pais me passavam uma quantia de aproximadamente cinco mil reais, usava esse dinheiro para pagar a faculdade e os meus gastos pessoais, e sustentar o consumo, sobrava grana ainda, mas eu queria mais.

BB relata que o traficante que repassava às drogas chegava de carro importado, vestido de terno Armani e maleta da Louis Vuitton, se apresentava como empresário tinha um vocabulário rico, nada de gírias pejorativas. O que fez ele permanecer no esquema foi essa imagem de comércio promissor.

“Me tornei o cara”, exulta, “mas muitos amigos que traficavam não tiveram a mesma sorte, entraram em cana por tráfico internacional de drogas, outros ficaram viciados e estão no rehab” (reabilitação em inglês).

O motivo que leva jovens de classe média alta a entrar no mundo das drogas talvez não seja diferente dos traficantes do morro. O problema transcende a questão social e econômica. “Você vê vários amigos seus ganhando muita grana, eu, por exemplo, comprei um carro importado, uma moto importada e viajei para o exterior com a grana que tirei quando traficava”, justifica. “Porém quase entrei em cana quando voltei para o Brasil”, relata BB. Este motivo foi suficiente para afastar BB do mundo do tráfico de luxo.

O especialista em crimes de tóxico, Junior Vaz, explica que para os traficantes as drogas mais vendidas não são aquelas de baladas, os chamados sintéticos, essas não são rentáveis, eles preferem aquelas que têm o efeito de vício rápido, por isso a preferência pelo pó, erva e a pedra, nome popular da cocaína, maconha e crack.

“Os sintéticos como “Extasy”, “LSD” são usados geralmente em baladas de música eletrônica. No dia-dia não há interesse pelo tráfico dessas drogas, pois a fiscalização da polícia é abrandada, sendo que, raramente, alguém sequer é preso por estar usando-as” finaliza.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Cultura Itinerante


Ano de política é sempre a mesma coisa, aquela fila gigantesca nos antros eleitorais para transferir ou até mesmo tirar o título de eleitor. Aquele alvoroço para conhecer os novos, quer dizer, os candidatos. A movimentação é tão grande que os partidos entram em colapso com suas idéias, mesclam todo mundo por uma legenda partidária, ou seja, uma aula de demo/cracia.

Político que não falava com a imprensa, agora, fala. Aquele outro que vivia viajando para o exterior em busca de “investimento”, abraça o país e principalmente o estado em que ele ‘representa’ lá em Brasília. O outro político evangélico desviado volta para a igreja, funcionários públicos ganham aumento salarial exorbitante, são tantas promoções, quantas obras, quantos eventos sociais que gente até se pergunta, por quê?

Mas nada se compara a tal expectativa de saber se aquele político sortudo do ano vai se reeleger ou se aquele outro que governou em mil oitocentos e bolinha vai voltar a governar, e o nosso presidente será mulher?
Política sobrevive de “política”, se é que você me entende. Mas que política é essa que tenta transformar cultura em armas eleitoreira?

Por exemplo, aqui no Tocantins, ficou evidente que o Salão do Livro, um evento que deveria ser para fomentar a cultura e incentivar a leitura, virou uma verdadeira lona itinerante de autopromoção política. Talvez por atrair centenas de pessoas de norte a sul do estado, e por ter sido organizado pelo governo do estado o evento tomou essa proporção, uma ferramenta que sustenta discurso de palanque, mas até quando?

São tantas reuniões partidárias, tantos encontros, pronunciamentos na mídia, sorrisinho amarelo nos outdoor nas ruas, nos lugares públicos.
Parece que o mundo está ao seu favor, mas ele está! Você é visto por aquele que passou o ano todo te recusando no gabinete, mas agora precisa de seu voto.Não percebeu? Agora você que está no poder, sim, aproveite, porque logo, logo ele vai te olhar como nada novamente. Isso é política!

Outra coisa, tudo respira política, ano eleitoral é uma beleza para conseguir ônibus para o congresso em Porto Seguro, mesmo ele tendo caráter festivo. O vaso sanitário para terminar a construção de seu banheiro que começou na eleição passada, e agora você tem fé em Deus que vai terminar a obra. Sim, você é o mais novo contratado do estado, parabéns! E as promessas? Casa, comida, roupa lavada... Bolsa escola continua auxílio gás? Claro que continua, é um programa excelente! E se prepara porque o turbilhão de informação sobre a eleição que você receberá a partir de agora são exaustivo. Incrível, vocês já repararam que até a fonte escolhida para comemorar os 45 anos da rede globo parece com a do PSDB? Engraçado (45) é o número do candidato a presidente pelo PSDB. Já tem o seu candidato? Fica a pergunta, coincidência ou manipulação? Todos sabem que existem denúncias contra a Rede Globo de querer manipularem a opinião pública em eleições, privilegiar certos candidatos, isso já foi falado aqui. Novamente?


Enfim, ano de política é assim...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A odisséia estudantil


Não faz muito tempo que postei aqui sobre um livro que estava lendo na época que falava justamente sobre “movimentos estudantis”. Então, ultimamente passo a receber no e-mail vários textos contextualizando justamente esse tema, universitários vs Sistema. Não pensei duas vezes, vou colocá-los no “Comunicólogo”, afinal é importante mostrar o papel dos estudantes na formação de uma sociedade, diga-se de passagem, mais justa.

Na última terça-feira, dia 13, alguns alunos da UFT (Universidade Federal do Tocantins), sob a forma de protesto adentraram o ônibus da linha 9 (nove), pela porta de trás em torno de 21:00. Então, você caro leitor que deve está se perguntando, o que isso tem de errado? Você não sabe o terço da missa, mas não se preocupe, eu vou lhe contar tudo.

Acontece que a linha 9 antes era de acesso livre, ou seja, sem catracas e retaliações. Com a construção do novo Shopping de Palmas (Capim Dourado), a empresa de ônibus determinou que acabasse o “acesso livre”, pelo o fato do novo shopping está localizado próximo a Universidade. A condição foi o seguinte, os estudantes que ainda querem continuar utilizando a linha gratuitamente, façam a carteirinha especial, mais conhecida como “Carteirinha do Estudante”. O fato dos estudantes terem burlado o novo sistema gerou uma discussão muito grande. O manifesto foi abafado quando a polícia militar chegou – e, diga-se de passagem, não pode “entrar” em instituição de ensino público federal, cabendo à Polícia Federal apenas.

A complexidade do fato se dá ao observarmos as entrelinhas das atitudes;

a) Alunos protestam;

b) Alunos reclamam do protesto;

c) Movimento estudantil não tem credibilidade dentro da comunidade acadêmica;

d) Polícia que é a representação da proteção, defesa e segurança que o Estado tem e deve constitucionalmente nos proporcionar, confronta com a própria lei;

e) Relação entre empresa que possui monopólio do transporte público na capital tocantinense, estudante e trabalhador;

f) Sistema sociocultural, político e econômico no qual estamos T-O-D-O-S inseridos.

Enfim as enumerações deste único fato - sem redimensioná-lo aos seus hipertextos - ultrapassariam as letras do alfabeto em centenas.

Mas esse é um dos casos que estão ocorrendo aqui no Tocantins, mais precisamente em Palmas. O movimento estudantil não é apenas prioridade de estudantes de universidade pública, nas instituições particulares também ocorrem, mas elas são internas.

Faz duas semanas que os alunos da Faculdade Católica do Tocantins aderiram uma greve que a priori seria temporária e já dura 15 dias. O motivo da paralisação é por conta da não aprovação dos alunos com a direção da faculdade, mas específico uma diretora. Segundo eles, depois da mudança de direção, a faculdade desandou. Com isso, alguns professores, principalmente do curso de direito, estariam descontente com o sistema adotado por ela, e pediu demissão, ou transferência para outra faculdade.

Lembrando que a Faculdade Católica do Tocantins, já foi considerada pela comunidade acadêmica como a melhor faculdade de Direito da capital, por possuir os melhores professores etc.

O engraçado é a imprensa local não noticiar nenhum dos casos até agora, estão esperando o que? Alguém morrer? Compreende que os estudantes de hoje atuam da mesma forma como os da época da ditadura, mas dessa vez temem a represália? Esse caso mostra-nos o quanto fomos maltratados em manifestações estudantis que hoje nos “silenciamos” por temer o sistema. Novamente voltamos aquele discurso de revolução, fazer valer o seu direito. Por isso, sobre a atitude dos alunos manifestantes não falaremos, pois eles agiram - certo, errado, não nos cabe aqui neste momento julgá-los- e, como diria Gandhi: “Você nunca sabe que resultados virão da sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados." ...

Texto adaptado de CAlangos (Comunicação Social UFT)

sábado, 27 de março de 2010

A justiça e suas facetas


Chego em casa, ligo a TV e descubro que o casal Nardoni – aquele do caso da menina Isabella- foi condenado. Aí eu penso o que eu tenho haver com isso? Está certo que a história é comovente e na época virou artigo de luxo de toda a mídia no país, talvez por se tratar da morte de uma criança de classe média alta, ou simplesmente porque o caso tem valor notícia. Mas até que ponto?

O assunto foi tão exposto, que no julgamento você se depara com um monte de gente anônima, diga-se de passagem, "nada haver'' impulsionada por uma coisa que nem eles sabem por que e chamam de “justiça”. Estão vendo o poder da informação? A mídia na época tratou esse assunto de forma tão grosseira que as pessoas tomaram o discurso pra si... Duvido se fazem esse alvoroço no senado #forasarney, duvido se essas mesmas pessoas saem nas ruas gritando, protestando contra os abusos do poder público; E olha que nesse caso, elas são a Isabella.

Não critico a decisão dos tribunais em condenar o casal por um crime que supostamente foi praticado por eles. Venho aqui expor minha opinião para um assunto que tomou uma proporção gigantesca por ter sido noticiável e principalmente a interferência da mídia na opinião pública. Quem condenou o casal Nardoni não foi à justiça, até porque não se tem prova de nada, e eles não confessaram o crime. A declaração do juiz foi clara: “para a preservação da credibilidade e da respeitabilidade do Poder Judiciário, as quais ficariam extremamente abaladas”. Quem condenou Alexandre Nardoni a 31 anos, 1 mês e 10 dias de prisão e Anna Carolina Jatobá a 26 anos e 8 meses foi a opinião pública, a mesma que ontem comemorou o desfecho do caso aparecendo na TV como uma final de copa do mundo, com fogos de artifícios e gritos de felicidade. A mesma que apenas reproduziu um discurso midiático muitas vezes sensacionalista, afinal o caso Isabella virou a galinha dos ovos de ouro de qualquer mídia no país. E o mais engraçado é que essas pessoas vara madrugada em frente a um fórum gritando por uma justiça disfarçada... Não aprendeu ainda com a Novela? Vão viver a vida!