terça-feira, 18 de maio de 2010

Palmas Fashion... O que?!

Na Semana passada ocorreu mais uma edição do Palmas Fashion Week, evento de moda do Tocantins. A capital do estado investiu mais de 1 milhão de reais para sediar a unica semana de moda da região norte do país, e quem participou pode conferir uma boa estrutura física, mesmo reaproveitada do Salão do Livro – lembra? – afinal, reciclagem também é tendência.

O PFW foi uma realização do Sebrae em parceria com o governo do estado. Porém não sei por que apenas algumas “lojas” puderam desfilar, estou ainda sem entender até agora... Já que o evento foi patrocinado pelo o estado, o correto seria que outras marcas também pudessem ter seu espaço.

Acredito que a idéia de uma semana de moda é válida quando o intuito é mostrar a identidade do lugar, até porque moda é comportamento. Portanto cadê as inovações? E os novos Mc Queen of Tocantins? Não houve, se quer alguém citou o nome de algum.

Por isso a semana de moda aqui foi importada, ninguém criou, apenas expôs o que os outros fazem. Isso é semana de Moda? Não, isso é Show Room, e o melhor, patrocinado pelo o governo. O cenário é o seguinte: algumas lojas, diga-se de passagem, muito bem relacionadas, uma delas inclusive é da mulher do atual governador, desfilaram todo o glamour de seus fornecedores através de sub-celebridades, ou você acredita que ex-bbb é celebridade? Se é que algumas atrizes também participaram do evento, mas enfim... A crítica não é ao culto de celebridades, mas sim a maneira que o evento foi tratado, o PFW não é uma marca, e sim um evento de moda, ou deveria ser, o ideal seria lançar a moda do Tocantins, apresentar ao mundo novas idéias e não reproduzir. Fica a dica!

obs: Se o evento fosse privado, com certeza este post não existiria, mas quando o patrocinador-mor é o governo do estado lutando por interesses pessoais, ele tem sentido de existir.

Foto ilustrativa

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Traficante de luxo
















Jovens de classe alta comercializam drogas em busca de ostentação e poder


ESPECIAL

Vinicius Paulino

As drogas deixaram de ser comercializadas em morros e "boca de fumo" e hoje são vendidas em shopping center, faculdades e até baladas vip. Cada vez mais a classe média alta está inserida no tráfico drogas. Esse levantamento feito pela policia civil, mostra que “os principais alvos desse esquema são jovens de classe média alta fisgados por “amigos de baladas” que tanto consomem como revendem drogas”, explica Albizair Paniago, superintendente estadual da polícia civil do Tocantins.

Segundo o superintendente, o jovem de classe média alta apesar de poder comprar o crack a R$10,00 cada pedra e manter um consumo de oito, dez pedras por dia, geralmente sustenta o vício com o dinheiro dos pais. “Eles têm condições para isso, quando não têm, eles abrem mão do patrimônio da família, podendo passar de usuário para traficante”, pontua ele.

O novo traficante não é mais a figura caricata do afrodescendente da favela, analfabeto que veste roupa rasgada. Diferente como muitos imaginam, os traficantes de luxo, como também são conhecidos, vestem roupas de grife, desfilam de carro do ano e viajam para o exterior.

Os chefões do tráfico deixaram de ver os jovens da favela e periferia, passando a enxergar os universitários, estudantes, jovens de classe média alta.

O escrevente da vara criminal especializada em julgamento de crimes de tóxicos, Júnior Vaz, lotado em Araguaína, explica que a classe média alta sempre consumiu drogas, porém o tráfico passou a ser uma alternativa para essa classe sustentar o vício e ganhar uma grana por fora.

“Os responsáveis pelo tráfico adquirem as drogas e repassam para esses jovens de classe média alta. Normalmente, eles vedem para amigos em locais públicos, principalmente baladas”, explica ele.

Para ampliar a rede de “amigos”, eles promovem festas com intuito de apresentar a droga aos futuros consumidores. Nessas festas as drogas são “amostra grátis”, o consumo é liberado e não precisa pagar nada por isso.

Segundo o ex-traficante e estudante de Medicina, BB, esse esquema serve para atrair o público, e geralmente dá certo. “Quando a droga chegava pra gente, só bastava ligar para as pessoas que iam para nossas festinhas que atraia uma clientela boa, gente com muita grana”, conta ele.

O preconceito social é tão acentuado que para muitos consumidores a droga vendida pela classe média alta não é a mesma do morro, um engano, “eles acham que a droga do morro é inferior, mas não é, muitas vezes, a droga da boca vem pura”.

Paniago explica que independente da classe social, a reação orgânica; estado de euforia, o prazer, a sensação, acabam sendo os mesmos. “Talvez única droga que você não vê a classe média alta consumindo, é a cola, que é comumente o esmalte usado nas grandes cidades para entorpecer os meninos de rua”.

Existem aquelas drogas que são recordes de venda, elas tem a mesma sensação que as outras, mas segundo BB “as que estão entre as queridinhas da classe são: cocaína maconha e o crack”, ele completa, “vendíamos muito pó, principalmente no final de semana, quando tinha balada”. O ex-traficante conta que com o passar do tempo não era necessário sair ligando para as pessoas, até porque quem usava sabia quem vendia.


Luxo atrai classe média alta ao tráfico

O tráfico entrou na vida de BB quando ele estudava medicina na Bolívia, segundo diz, a maioria dos usuários, principalmente brasileiros, faz isso para garantir uma grana extra. “Meus pais me passavam uma quantia de aproximadamente cinco mil reais, usava esse dinheiro para pagar a faculdade e os meus gastos pessoais, e sustentar o consumo, sobrava grana ainda, mas eu queria mais.

BB relata que o traficante que repassava às drogas chegava de carro importado, vestido de terno Armani e maleta da Louis Vuitton, se apresentava como empresário tinha um vocabulário rico, nada de gírias pejorativas. O que fez ele permanecer no esquema foi essa imagem de comércio promissor.

“Me tornei o cara”, exulta, “mas muitos amigos que traficavam não tiveram a mesma sorte, entraram em cana por tráfico internacional de drogas, outros ficaram viciados e estão no rehab” (reabilitação em inglês).

O motivo que leva jovens de classe média alta a entrar no mundo das drogas talvez não seja diferente dos traficantes do morro. O problema transcende a questão social e econômica. “Você vê vários amigos seus ganhando muita grana, eu, por exemplo, comprei um carro importado, uma moto importada e viajei para o exterior com a grana que tirei quando traficava”, justifica. “Porém quase entrei em cana quando voltei para o Brasil”, relata BB. Este motivo foi suficiente para afastar BB do mundo do tráfico de luxo.

O especialista em crimes de tóxico, Junior Vaz, explica que para os traficantes as drogas mais vendidas não são aquelas de baladas, os chamados sintéticos, essas não são rentáveis, eles preferem aquelas que têm o efeito de vício rápido, por isso a preferência pelo pó, erva e a pedra, nome popular da cocaína, maconha e crack.

“Os sintéticos como “Extasy”, “LSD” são usados geralmente em baladas de música eletrônica. No dia-dia não há interesse pelo tráfico dessas drogas, pois a fiscalização da polícia é abrandada, sendo que, raramente, alguém sequer é preso por estar usando-as” finaliza.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Cultura Itinerante


Ano de política é sempre a mesma coisa, aquela fila gigantesca nos antros eleitorais para transferir ou até mesmo tirar o título de eleitor. Aquele alvoroço para conhecer os novos, quer dizer, os candidatos. A movimentação é tão grande que os partidos entram em colapso com suas idéias, mesclam todo mundo por uma legenda partidária, ou seja, uma aula de demo/cracia.

Político que não falava com a imprensa, agora, fala. Aquele outro que vivia viajando para o exterior em busca de “investimento”, abraça o país e principalmente o estado em que ele ‘representa’ lá em Brasília. O outro político evangélico desviado volta para a igreja, funcionários públicos ganham aumento salarial exorbitante, são tantas promoções, quantas obras, quantos eventos sociais que gente até se pergunta, por quê?

Mas nada se compara a tal expectativa de saber se aquele político sortudo do ano vai se reeleger ou se aquele outro que governou em mil oitocentos e bolinha vai voltar a governar, e o nosso presidente será mulher?
Política sobrevive de “política”, se é que você me entende. Mas que política é essa que tenta transformar cultura em armas eleitoreira?

Por exemplo, aqui no Tocantins, ficou evidente que o Salão do Livro, um evento que deveria ser para fomentar a cultura e incentivar a leitura, virou uma verdadeira lona itinerante de autopromoção política. Talvez por atrair centenas de pessoas de norte a sul do estado, e por ter sido organizado pelo governo do estado o evento tomou essa proporção, uma ferramenta que sustenta discurso de palanque, mas até quando?

São tantas reuniões partidárias, tantos encontros, pronunciamentos na mídia, sorrisinho amarelo nos outdoor nas ruas, nos lugares públicos.
Parece que o mundo está ao seu favor, mas ele está! Você é visto por aquele que passou o ano todo te recusando no gabinete, mas agora precisa de seu voto.Não percebeu? Agora você que está no poder, sim, aproveite, porque logo, logo ele vai te olhar como nada novamente. Isso é política!

Outra coisa, tudo respira política, ano eleitoral é uma beleza para conseguir ônibus para o congresso em Porto Seguro, mesmo ele tendo caráter festivo. O vaso sanitário para terminar a construção de seu banheiro que começou na eleição passada, e agora você tem fé em Deus que vai terminar a obra. Sim, você é o mais novo contratado do estado, parabéns! E as promessas? Casa, comida, roupa lavada... Bolsa escola continua auxílio gás? Claro que continua, é um programa excelente! E se prepara porque o turbilhão de informação sobre a eleição que você receberá a partir de agora são exaustivo. Incrível, vocês já repararam que até a fonte escolhida para comemorar os 45 anos da rede globo parece com a do PSDB? Engraçado (45) é o número do candidato a presidente pelo PSDB. Já tem o seu candidato? Fica a pergunta, coincidência ou manipulação? Todos sabem que existem denúncias contra a Rede Globo de querer manipularem a opinião pública em eleições, privilegiar certos candidatos, isso já foi falado aqui. Novamente?


Enfim, ano de política é assim...