terça-feira, 23 de agosto de 2011

O Grande Ditador


Sou poeta do acaso, poeta de mim mesmo, poeta das noites de insônia e da vida sem tino

Desperto no amanhecer das ilusões em busca de soluções que eu mesmo não sabia

Cada pedaço meu é uma poesia incompleta, um refrão sem rima, um soneto em linha reta

Quem me dera eu tivesse o poder de ser completo, talvez assim eu vivesse em paz;
Sem meus tormentos, minhas aflições e o medo de ganhar e perder

Uma dose de experiência, por favor!!! E deixe-me andar com minhas próprias pernas

Quero descobrir o que não sei, quero entender porque sou poeta, e se sou (...)


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Vinicius Paulino (24/08/2011)

O DIABO VESTE ZARA

Estou escrevendo para o blog Fruto Proibido Fashion, para não deixá-los na mão, vou postando o que ando escrevendo por lá.






Você já imaginou que a roupa que você está usando pode ter sido feita por trabalhadores vítimas de trabalho escravo? Infelizmente essa realidade existe, foi o que mostrou a operação de fiscalização trabalhista, que flagraram trabalhadores estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão produzindo peças de roupa da badalada marca internacional ZARA, do grupo espanhol Inditex.

Quem passa nas vitrines das lojas Zara não imagina que algumas camisetas de tecidos flamê, por exemplo, e calças jeans, foram feitas em confecções clandestinas aliciadas por empresas terceirizadas contratadas pelo grupo Zara. Eu e você, consumidores dessa famosa grife compramos essas peças que geralmente custam caro e não nos damos conta que estamos patrocinando a mordaça de alguém e o que é pior, muitas vezes a qualidade não equivale o preço que é cobrado.

Segundo o SRTE/SP (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo) Essas oficinas mantinham estrangeiros trabalhadores vindo de países como Bolívia e Peru, entre eles foi encontrada uma adolescente de 14 anos, em condições de trabalho escravo infantil. O programa A LIGA da Rede Bandeirantes teve acesso a uma das confecções no momento da fiscalização onde os empregados finalizavam blusas da Coleção Primavera-Verão da Zara, na cor azul e laranja. Eles contam que para cada peça feita, o dono da oficina recebia R$ 7 reais. Os costureiros declararam que recebiam, em média, R$ 2 reais por peça costurada. No dia seguinte à ação, dia 27 de junho, foram até uma loja da Zara na Zona Oeste de São Paulo, e encontraram uma blusa semelhante, fabricada originalmente na Espanha, sendo vendida por R$ 139 reais.



De acordo com a procuradora Fabíola Zani, responsável pelo caso, durante a fiscalização também foram encontradas etiquetas das grifes Ecko, Gregory, Billabong, Brooksfield, Cobra d’Água e Tyrol. O que acontece é que essas grandes marcas acaba transferido a sua produção para uma empresa de confecção que por sua vez acaba transferindo para outras pequenas. Quando o consumidor acha que está pagando um preço “justo” pela qualidade do produto, na maioria das vezes não está, alguém está lucrando naquilo que diz que vende.


Em 2007 a grife GAP dona tambem da Banana Republic, foi flagrada durante a sua linha de produção explorando trabalho escravo infantil na India.